terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Prendas de Natal 2010

Olá, 

o tempo não tem sido muito para aqui vir dar conta das novidades, mas não podia deixar de vos mostrar os livros recebidos este Natal. Foram os 3 oferecidos pelos meus pais. Adoro os livros de capa dura do Círculo de Leitores!!!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Um Ano no Tráfico de Mulheres" - Antonio Salas

Título: Um ano no tráfico de mulheres
Autor: Antonio Salas
Tradutor:João Pedro George
Editora: Livros d'Hoje
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 444

Sinopse

"Ao longo de um ano Antonio Salas, o autor de Diário de um Skin, fez-se passar por um traficante de mulheres à procura de pistas para desmascarar o sórdido e miserável mercado do sexo. As suas conclusões são chocantes!

«Todos conhecemos também alguma criança de treze anos; uma filha, uma irmã, uma neta, uma vizinha... Eu lembrei-me de Patrícia, a filha da minha ex-cunhada, e por um instante imaginei-a a ela nas garras de uma rede como a do mexicano. Imaginei-a vendida como uma boneca de trapos humana e colocada a trabalhar num qualquer bordel de luxo para clientes exigentes. Visualizei-a sendo manuseada por um empresário babado, suado e seboso como Manuel. E mal consegui conter a minha ira. [...] Graças a Deus, aquele arrebate durou-me apenas uns instantes. Sou um investigador e não um piquete de linchamento, mas a verdade é que a investigação estava a passar dos limites. Torna-se difícil entrar no papel de um sacana sem escrúpulos, como supostamente são todos os traficantes de seres humanos e de drogas, e evitar que a representação não te devore.»

«Nesta viagem até ao inferno, o autor sentiu compaixão, lástima, ira, desejo, culpabilidade, frustração, asco, impotência e, acima de tudo, tristeza. Uma imensa tristeza.»

«Se tivesse conseguido prever a angústia e o desespero que ia experimentar ao infiltrar-me neste mundo perverso, talvez nunca tivesse iniciado esta investigação.»"


Opinião:

Há livros que todos devíamos ler, por serem brilhantes obras de literatura, por contarem histórias fantásticas, por serem lindos.

E há livros que todos devíamos ler, por serem o relato do mundo, da vida, da podridão, da crueldade que a maioria de nós nunca conhecerá mas com a qual convivemos diariamente. Este é um desses livros.

"Um ano no Tráfico de Mulheres" é o relato da investigação que António Salas, autor de "Diário de um Skin" fez, durante um ano em que se infiltrou nas redes de tráfico de mulheres em Espanha.

De bordel em bordel, da prostituição de rua à prstituição de luxo, o autor vai conhecendo e relatando histórias, para as quais muitos dos leitores podem não estar preparados para conhecer. Histórias de mulheres que são trazidas da Nigéria, Roménia, Colômbia, México, Brasil em condições miseráveis e que em Espanha são obrigadas a prostituírem-se sob ameaças, escravidão, maus-tratos e tudo o que não somos capazes de imaginar.

Um livro de linguagem dura, crua mas real. Um relato sem 2cosmética" literária, que nos arrepia a cada página, a cada história, a cada mulher descoberta, a cada traficante desmascarado.

No entanto, um livro que nos dá um conhecer um Homem com H grande, capaz de sentimentos que nos deixam comovidos. Um Homem que sofre com o que vê e investiga e nos deixa, muitas vezes, com o olhar turvo.

Um livro fantástico escrito por um homem admirável!

Deixo agora algumas passagens do livro:

"De facto, à medida que ia aprofundando esta investigação, vi-me obrigado a reconsiderar uma e outra vez os meus conhecimentos sobre anatomia. Finalmente, concluí que a medicina e a fisiologia erram ao considerar que os órgãos humanos se situam na mesma parte do corpo tanto no caso das fêmeas como dos varões. Sem dúvida, o cérebro masculino não se encontra alojado dentro do crânio, mas sim em algum ponto dos genitais, o que me conduz à firme convicção de que, no nosso caso, doenças como a sífilis, a gonorreia ou os chatos poderiam ser consideradas perturbações mentais..." (páginas 227/228)

"Uma rapariga bonita e «trabalhadora» pode ir para a cama, em cada dia, com dez ou quinze homens diferentes. Atirando por baixo, um serviço completo oscila entre os trinta euros da rua e os sessenta de um clube. Suponhamos que uma rapariga ganha uns quinhentos euros ao dia e que, num esbanjamento de generosidade, a deixamos descansar um dia em cada sete. Teríamos uma receita de três mil euros por semana ou, o que vai dar no mesmo, uns treze mil e quinhentos euros por mês e por cada uma. Só com aquele carregamento de seis raparigas, nós embolsaríamos cerca de oitenta e um mil euros por mês (...). ( página 262)

"Quando dei a volta à primeira esquina e os perdi de vista, não aguentei mais e vomitei em pleno passeio, salpicando as minhas calça. Apesar de ter despejado tudo o que tinha no estômago, não consegui libertar-me da vergonha e do asco, que ainda hoje continuam dentro de mim. Vergonha e asco pelo género humano. Especialmente pelo masculino. Desde então, fiquei a saber que as redes de prostituição infantil são uma realidade." (página 368)

Prós: Tudo.

Contras: Não tem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

"O Símbolo Perdido" - Dan Brown

Título: O Símbolo Perdido
Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand
Edição: Outubro 2009
Páginas: 571


Sinopse:

"Aquilo que se perdeu será encontrado...


Washington, D.C.: Robert Langdon, simbolista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros. Robert Langdon reconhece-o trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.


Quando Peter Solomon, eminente maçon e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.


Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível."


Opinião:

Diga-se o que se disser, Dan Brown sabe cativar o leitor como mais ninguém o faz. É difícil deixar de ler este Símbolo Perdido, pois a ânsia de descobrir mais um pouco, a curiosidade de saber o que vai acontecer a seguir fazem-nos virar página a página a uma velocidade quase tão estonteante como a da própria história. Tanto se passa em tão pouco tempo, tantas vidas mudam, tantos segredos são revelados e tantas surpresas desvendadas...

Não vou falar da história, pois isso, para além de tornar o posto longo demais, contaria a história que merece ser lida.No entanto, para quem gostar como eu, de simbolismo e de compreender rituais, aconselho a sua leitura, sem sombra de dúvidas. Símbolos e rituais maçónicos são revelados neste livro, no seio de uma trama  de ódio e vingança que nos prende desde a primeira página.

Adorei!

Prós: A escrita cativante. O facto de se basear em rituais e símbolos da maçonaria, o que nos faz compreender um pouco melhor esse mundo tão desconhecido.

Contras: Se fossemos a temporizar todos os acontecimentos era impossível que se passassem no tempo que a história dura. O tempo da história é demasiado "curto" para tantos acontecimentos. Mas afinal, é uma história!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"O Códice Secreto" - Lev Grossman

Título: O Códice Secreto
Autor: Lev Grossman
Tradutor: Maria Eduarda Colares
Editora: Colecção Enigmas da História - Revista Visão
Páginas: 278

Sinopse:

"Edward Wozny é um jovem banqueiro dedicado a uma prometedora carreira de consultor bancário em Nova Iorque que se prepara para umas merecidas férias em Londres. Antes de partir para a Europa, deve realizar um último trabalho para os duques de Bowry, importantes clientes da entidade financeira para a qual trabalha. Os duques pedem-lhe então que organize e catalogue uma série de livros de grande valor que trouxeram para o seu apartamento nova-iorquino.

Os duques estão especialmente interessados na recuperação de um códice do século XIII intitulado A Viage to the Contree of the Cimmeriams, escrito por Gervase de Langford, contemporâneo de Chaucer, um texto que permanenceu oculto durante séculos e que alegadamente contém importantes segredos e revelações que afectam o passado mas que podem também influir no presente... Enquanto, com a ajuda da jovem medievalista Margaret, procura sem resultado o códice, Edward dedica-se fervorosamente a um jogo de computador chamado Momus.

Um jogo tão aditivo que chega a submergi-lo num estado próximo da hipnose durante horas. Nesse estado, Edward começa a descobrir uma série de inquietantes e misteriosos paralelismos entre a sua própria vida, o manuscrito e o jogo..."


Opinião:

Comecei a ler este livro sem grandes expectativas. No entanto, foi uma leitura agradável um bom momento de entretenimento. Apesar de não ser um grande livro, nem uma grande história, está bem escrito e o autor consegue despertar no leitor a curiosidade para o manter expectante e querer ler sempre um pouco mais para ver o que vai acontecer.

É uma história simples, de um jovem banqueiro, que se vê envolvido na busca de um códice que nem sequer tem a certeza de existir. Um casal de duques, uma duquesa enigmática, um duque poderoso e um segredo de família são alguns dos ingredientes deste mistério, ao qual se junta uma medievalista enigmática e um jogo de computador viciante.

Um livro agradável.

Prós: A atenção que capta no leitor. As descrições quase cinematográficas.

Contras: Não tem contras uma vez que é um livro ligeiro, de leitura fácil e que não pretende ser uma grande obra.

"O Adeus às Armas" - Ernest Hemingway


Título: O Adeus às Armas
Autor:  Ernest Hemingway
Tradutor: Adolfo Casais Monteiro
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Março de 1989
Páginas: 249


Sinopse: Esta edição não tem sinopse.

Opinião:

Este não é o primeiro livro do Nobel que leio. Li "O Velho e o Mar", e adorei! Talvez por isso tivesse expectativas muito elevadas quando iniciei a leitura de "O Adeus às Armas". No entanto, não me senti correspondida nas expectativas. Não posso dizer que não gostei do livro, mas também não posso dizer que gostei... Confesso que me foi indiferente... Demorei a ler este livro muito mais do que era esperado e deixou-me uma sensação de indiferença que não gosto de sentir na leitura. As personagens não me prenderam e a história também não. Apesar de ser uma história sem "maquilhagem", um relato cru das vidas na guerra, deixou-me um sabor a pouco.

Que me perdoe o Nobel!

Prós: Bem escrito.

Contras: Talvez não o tenha lido na altura certa.

Novidades

Nestes últimos tempos, as novas aquisições não têm sido muitas, mas estas foram as últimas:


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010


O Prémio Nobel deste ano é Mario Vargas Llosa.

Nunca li nada do autor, mas quem sabe, não peço um livrinho para o Natal.

Ainda não foi desta que Murakami foi Nobel :(((

domingo, 26 de setembro de 2010

"Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não" - Manuela Gonzaga

Título: "Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não"
Autor: Manuela Gonzaga
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 417



Sinopse:

"Doida não e não! é um grito que atravessa os tempos, uma história de vida traçada com um grande rigor histórico, solidamente ancorada em documentação coeva. Estamos nos anos vinte, quando o pricípio da liberdade de imprensa se assumia em Portugal, uma conquista que só será renovada em 1974. Mas este retrato biográfico da «senhora de São Vicente», filha mais velha e herdeira do fundador e co-proprietário do Diário de Notícias, o jornalista Eduardo Coelho, e mulher de Alfredo da Cunha, também jornalista, é, acima de tudo, o testemunho da vontade indómita de uma mulher que tudo arriscou por amor. E que, quando todas as outas lhe foram retiradas, recorreu à mais letal das armas: a palavra escrita."

Opinião:

Gostei muito de ler este livro. A história é extremamente interessante não apenas por si própria, mas também por tudo o que a rodeia. Maria Adelaide, senhora de sociedade, festas e tertúlias apaixona-se pelo motorista da casa e foge com ele.

O que terá levado uma senhora tão distinta e amada pelos seus a cometer tal acto, tão tresloucado e repreensível?

Numa sociedade em que o adultério era prática e consentido, desde que camuflado e mantidas as aparências, Maria Adelaide, uma mulher de aparência frágil, toma a destemida atitude de não manter uma relação adúltera, optando por fugir com o seu amante e pedir o divórcio a seu marido. No entanto, em vez de conseguir o divórcio, vê-se internada no Hospital Psiquiátrico de Conde Ferreira, como se estivesse louca.

Este livro é a história desta mulher e a sua luta pela verdade, pela liberdade e pelo amor.

É fantástica a forma como é descrito o Hospital Conde Ferreira, as práticas da medicina psiquiátrica da altura e toda a sociedade do início de século.

Um livro que recomendo sem reservas.

Prós: A escrita, que nos cativa desde logo e a história que mais do que a história de uma mulher é um retrato de uma sociedade.

Contras: Não encontrei.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novidades literárias deste cantinho

Ontem fiquei um aninho mais velha e por isso há novidades literárias por aqui. Não sei se entretanto haverá mais...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

"A Morte Chama-te" - Karen Rose

Título: A Morte Chama-te
Autor: Karen Rose
Tradutora: Ana Isabel Silveira
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 462

Sinopse:

"O terror modificou para sempre a vida da psiquiatra Tess Ciccotelli. Alguém anda a artomentar os seus pacientes, levando-os a cometer siucídio, e a incriminá-la. Porém,  Tess temde proteger a privacidade dos seus doentes a todo o custo, mesmo quando o detective Aidan Reagan lhe exige a lista de todos os que estão a fazer tratamento, ou ainda que o perigo ameace a sua própria vida. Aidan não consegue esconder a sua admiração pela dedicação de Tess, especialmente quand se torna evidente uque um inimigo sem rosto nem nome está determinado a destruir a carreira, a família e a própria vida da psiquiatra. À medida que a atitude de Aidan se suaviza, a do assassino endurece, e aperta a teia que teceu em volta de Tess."



Opinião:

Mais um policial de Karen Rose, este com bastante romance à mistura, o que não me fez prender tanto como o anterior. A história é interessante e com contornos que me agradaram: a manipulação e o jogo psicológico usado pelo assassino são o ponto forte da história.

O que menos me agradou foi o papel da psiquiatra, tão boazinha e sempre a pensar em proteger os seus doentes mesmo quando a sua vida é posta à prova. A ingenuidade sempre me pareceu falsa.  Também a relação entre Tess e Aidan me pareceu um pouco forçada, como se a autora tivessee de ter sempre um romance nos livros. A meu ver, quebrou a tensão cruel da história com um amor tão cor de rosa!

Mas foi uma leitura agradável e com um assassino inesperado.



Prós: O enredo e a forma como as personagens são exploradas nos seus medos e fantasmas.

Contras: O lado mais romântico da história ocupa páginas demais e dá um toque cor de rosa a uma história que eu gostaria que tivesse sido menos romântica.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem site!!!


Hoje é para mim um grande dia. O meu grande amigo e excelente escritor António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem o seu site.

Foi com enorme alegria que recebi, há pouco, o seu telefonema. É mais que merecido este espaço do autor. Num país que vive em glória dos seus feitos passados, e de alguns feitos presentes mediáticos, esquecem-se grandes nomes das artes, tal como António Andrade de Albuquerque foi esquecido pelo meio literário. Mas os grandes Homens vivem por si, e é isso que este site revela.

Aproveito para questionar as revistas portuguesas sobre livros: para quando uma entrevista com este escritor português? Sabem quem é? Se não souberem já podem pesquisar no site do próprio e verificar que é autor de 34 obras, publicado em 30 países e que ainda escreve!!!

E não pensem que gosto do escrito por ele ser meu amigo, pois a realidade é precisamente o contrário. Por ser fã dos seus livros e da sua escrita é que nos conhecemos e ficámos amigos.

Estou feliz!!!

E aqui está o endereço do site. Não deixem de o visitar.

sábado, 10 de julho de 2010

"Mataram o Sidónio!" - Francisco Moita Flores

Título: "Mataram o Sidónio!"
Autor: Francisco Moita Flores
Editora: Casa das Letras
Edição: Maio de 2010 (1.ª Edição)
Páginas: 295


Sinopse:

"A Polícia confundira todos aqueles que odiavam Sidónio e a sua política cesarista com assassinos em potência. A Maçonaria queria vê-lo destruído, a Carbonária talvez o quisesse desfeito em migalhas, os católicos queriam mais do que o espavento das missas em que o Presidente participava, os integralistas exigiam uma política de ruptura, os democratas odiavam-no e por aí fora. E neste quadro de ódios, os resultados a que chegara apontavam para um miúdo de 22 anos, fascinado pelo turbilhão das sucessivas rebeliões sindicais, vaidoso da arma que mostrara a Ana Rosa, que num momento fortuito da sua vida, conseguira estar próximo do objecto de todos os ódios e disparar fortuitamente. E Asdrúbal vivia com essa angústia dilacerante. Nem a arma fora recuperada, nem o rapaz, abatido como um cão, poderia ser interrogado."



Opinião:

Este foi o primeiro livro de Moita Flores que li, e fiquei com vontade de ler mais. Gosto de ler sobre a nossa história para além dos Descobrimentos (a única época a que se dá ênfase na nossa história, com outros tantos episódios e épocas riquíssimos que são tantas vezes esquecidos , ou ocultados) e este livro fala-nos de um passado recente, tão importante para nos encontrar-mos no presente que vivemos - uma República que é ainda jovem e que já tem tantos episódios marcantes.

Gostei da escrita, simples mas bem elaborada, que cativa o leitor logo nas primeiras linhas.

E adorei ler sobre personagens tão reais e importantes como são Júlio de Matos, Miguel Bombarda, Asdrúbal d'Aguiar, e outros tantos.

Enquanto Lisboa é devastada pela pneumónica, Sidónio Pais é assassinado. A sua morte é envolta em contradições que não escapam a Asdrúbal d'Aguiar, proeminente médico legista da nossa história. E quando é ordenada a autópsia do Presidente, Asdrúbal confirma as suas suspeitas. Mas uma dúvida permanece: quem matou Sidónio Pais?

Na busca pela verdade sobre a morte do Presidente da República, Moita Flores vai dando ao leitor uma visão fascinante e real de como era a medicina legal em Portugal no início do século.

Mais do que um bom romance, um documento histórico!

Como curiosidade: Francisco Moita Flores foi meu professor na pós-graduação em Ciências Criminais, e ao ler este livro, conseguia ouvir a sua voz nasalada, e o seu entusiasmo, a contar todas estas "histórias" da História de Portugal, da História da Medicina Legal e das Ciências Criminais.


Prós: O conhecimento histórico transmitido ao leitor, da época e de como a medicina legal era e evoluiu. As personagens, reais, tal como os acontecimentos, fazem com que o leitor leia um documento histórico, através de um romance.

Contras: Não tem.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um blogue para Haruki Murakami


Há notícias que nos deixam felizes. Esta foi a úlima: o Tiago e a Marta criaram um blogue dedicado a este grande escritor, de quem eu tanto gosto.

Excelente ideia Tiago!

Serei visita assídua.



 
Aqui fica o link: MURAKAMI PT









sábado, 19 de junho de 2010

"O Mar em Casablanca" - Francisco José Viegas

 Título: O Mar em Casablanca
Autor: Francisco José Viegas
Editora: Porto Editora
Edição: Outubro 2009 (1.ª Edição)
Páginas: 234


Sinopse:

"O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores rimances de Francisco osé Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonil - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.

História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje."


Opinião:

Há muito que queria ler uma obra deste autor, e a escolhida foi esta. Confesso que foi  a primeira desilusão literária deste ano. A história não me conseguiu cativar, a escrita, demasiado dispersa, fez-me perder. À medida que a leitura avançava nunca me consegui esquecer que estava a ler um livro, não consegui estabelecer qualquer relação / empatia com as personagens. A história é interessante, mas não consegui senti-la da forma que gosto de sentir uma história. As personagens foram apenas isso - personagens fictícias de uma história inventada. O livro pareceu-me mais um diário em que alguém escreveu as suas memórias e pensamentos à medida que estas afloravam a sua mente, dispersas, sem ordem, porque quando escrevemos um diário escrevemos para nós próprios e não para os outros, e por isso, a ordem, o encadeamento não são importantes. É a aleatoriedade do pensamento.

Foi difícil acabar de ler este livro, mas como não gosto de deixar leituras a meio, terminei-o. Apesar da sensação de vazio que me deixou. Provavelmente não foi o tempo certo para esta leitura.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922 - 2010)


Porque nem o Nobel é eterno...

domingo, 13 de junho de 2010

Hercus Pereira, um seguidor muito especial

Eu tenho um grande carinho por todos os seguidores do "Conta-me Histórias". Ter seguidores é sinal de que gostam de nós, do que escrevemos.

Mas há um seguidor recente que me deixou muito feliz (eu sou assim, fico feliz com coisas aparentemente pequenas). Esse seguidor é o Hercus Pereira.

E porque é que esse seguidor é tão especial? Porque é timorense, e como já aqui disse, tenho um carinho muito especial pelo povo timorense e pela luta de Timor Lorosae, que acompanhei e vivi de muito perto, integrando manifestações, organizando exposições, fazendo vigílias, sempre acompanhada de timorenses excepcionais e alguns deles sobreviventes do massacre de Santa Cruz. Relembro muitas vezes o brilho do seu olhar, o sorriso franco, a esperança presente no seu coração e a dor de muitos, que em 1999 perderam os seus entes queridos em troca da Liberdade.

E com muito carinho que agradeço ao Hercus por ser seguidor deste blogue: Muito Obrigada!

E não deixem de visitar o seu blogue:  http://hercus.blogspot.com/

terça-feira, 8 de junho de 2010

"À Procura de Sana" - Richard Zimler

Título: À Procura de Sana
Autor: Richard Zimler
Tradutor: José Lima
Editora: Gótica
Edição: Maio 2006
Páginas: 287


Sinopse:

"Em Fevereiro de 2000, Richard Zimler voltou à Austrália para participar no Encontro de Escritores de Prth. No dia da sua chegada, conheceu uma talentosa bailarina brasileira que lhe contou o muito que o seu romance O Último Cabalista de Lisboa tinha significado para ela. O trágico passo que ela daria no dia seguinte mudou para sempre a vida de Zimler, lançando-o numa intensa investigação de três anos sobre o passado daquela mulher.

O escritor descobre então uma infância vivida à sombra do Monte Carmelo na década de 1950, uma época de tolerância entre comunidades vizinhas de árabes e de judeus nos velhos bairros de Haifa. À medida que esta paz se vai fragilizando, duas raparigas - uma palestiniana, outra israelita - tecem entre si laços que as ligam para sempre. Zimler desvenda a história desta amizade extraordinária, que o conduz, através de uma rede de ilusões, crueldades e enganos, de Paris a Bolonha e à Palestina e finalmente, ao 11 de Setembro de 2001, quando a tragédia que testemunhou em Perth se revela à luz do mais extremado contexto político.

A o analisar a natureza da verdadeira amizade e a génese de um crime impensável, À Procura de Sana confunde magistralmente as fronteiras convencionais entre realidade e eficção, numa teia de situações reais e romanescas que deixam o leitor suspenso do desfecho deste livro surpreendente e corajoso, que é sem dúvida um ponto alto na obra de Richard Zimler."

Opinião:

Este livro foi-me emprestado pelo Ricardo, em mais uma das nossas trocas de livros. Já o tinha cá em casa há algum tempo, e agora decidi lê-lo. Foi uma grande surpresa, não é nada do que eu podia esperar. Mas foi uma suspresa boa, pois gostei do livro.

O livro relata as buscas do autor sobre o passado de Sana, uma bailarina e mímica. Richard Zimler conhece Sana em Perth, Austrália, quando esta se dirige a ele e lhe diz que gostou muito do seu livro O Último Cabalista de Lisboa. No dia seguinte ao encontro, Sana suicida-se e o autor, perturbado com a situação, decide saber quem era aquela mulher, que gostara do seu romance e lhe tinha oferecido sabonetes.

As buscas desvendam a Zimler uma infância algo perturbada em Haifa. Conhece Helena, a grande amiga de Sana, uma mulher perturbada e perturbadora. Viaja até Paris, Bolonha, entrevista um ex-namorado de Sana, ex-colegas das companhias de teatro e de dança onde ela trabalhou. E vai descobrindo uma teia complicada de histórias, figuras imaginárias, personagens reais e inventadas, segredos de família.

Um livro cuja história nos deixa muitas vezes a questionar: "isto terá mesmo acontecido?".

Uma história que prende o leitor, que nos faz querer ler "só mais um bocadinho, só mais esta página", na expectativa da descoberta seguinte.

Uma história perturbadora e inquietante.

Gostei!

Prós: A escrita simples e cativante. As personagens

Contras: Por vezes a história pode parecer um pouco confusa, devido à mistura de real e imaginário.

sábado, 5 de junho de 2010

Dick Haskins em destaque no blogue "Noos Livros"

O blogue "Novos Livros", publicou uma entrevista ao meu querido amigo e admirável escritor António Andrade Albuquerque / Dick Haskins.

Podem ler aqui .

É sempre com grande orgulho que leio as palavras deste grande escritor. Um exemplo de humildade, seriedade e integridade!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Faleceu João Aguiar



Faleceu hoje o escritor João Aguiar, vitima de cancro, aos 66 anos, de acordo com a notícia do Público.

Do autor, li "A Voz dos Deuses" e gostei bastante. Já procurei várias vezes o livro para o comprar (pois o que li era emprestado) , mas não o encontrei. Pode ser que agora fçam algumas reedições.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Novidades cá em casa

Apesar de continuar em período de contenção de custos, vão chegando cá a casa algumas novidades literárias.

O livro da Karen Rose, é mais um exclusivo do Círculo de Leitores, e como estou a fazer a colecção, foi a aquisição deste mês.

O livro de Moita Flores, foi uma prenda da minha amiga Sónia, que no domingo após a minha operação veio de Lisboa de propósito para me visitar no Hospital. Já não há muitos amigos assim. Obrigada amiga!!!

"A Sul da Fronteira. A Oeste do Sol" - Haruki Murakami

Título: A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol
Autor: Haruki Murakami
Tradutora: Maria João Lourenço
Editora: Casa das Letras
Edição: Março 2009 (1.ª Edição)
Páginas: 241

Sinopse:

"Na primeira semana do primeiro mês do primeiro ao da segunda metade do século XX, ao protagonista, que também faz as vezes de narrador, é dado o nome de Hajime, que significa «início». Filho único de uma normal família japonesa, Hajime vive numa província um pouco sonolenta, como normalmente todas as províncias o são. Nos seus tempos de rapazinho faz amizade com Shimamoto, também ela filha única e rapariga brilhante na escola, com quem reparte interesses pela leitura e pela música. Juntos, têm por hábito escutar a colecção de discos do pai dela, sobretudo «South of the Border, West of te Sun», tema de Nat King Cole que dá título ao romance.

Mas o destino faz com que os dois companheiros de escola sejam obrigados a separar-se. Os anos passam, Hajime segue a sua vida. A lembrança de Shimamoto, porém, permanece viva, tanto como aquilo que poderia ter sido como aquilo que não foi. De um dia para o outro, vinte anos mais tarde, Shimamoto reaparece certa noite na vida de Hajime. Para além de ser uma mulher de grande beleza e rara intensidade, a sua simples presença encontra-se envolta em mistério. Da noite para o dia, Hajime vê-se catapultado para o passado, colocando tudo o que tem, todo o seu presente em risco."


Opinião:

Mais um lindíssimo livro de Murakami! A escrita é soberba, a história tem uma poesia e uma envolvência fascinantes, que embalam o leitor na narrativa, trasnportando-o para a dimensão onírica da narrativa.

é brilhante a forma como a história de Hajime e Shimamoto é contada. Mais uma vez o tema dos fanstasmas  e dos encontros destes com os vivos (tão comum na literatura japonesa) está presente na história, mas de uma forma tão velada que o leitor se enrreda na história como se ela fosse o seu presente.

A amizade de Shimamoto e Hajime e a sua separação, são o tema que Murakami escolheu para explorar os fantasmas da vida, os arrependimentos e a vontade de refazer o caminho percorrido, fazendo escolhas diferentes, mas que inevitavelmente terminariam no mesmo epílogo. A história leva-nos a uma viagem ao íntimo do narrador, às suas ansiedades e procura de si mesmo, à sua busca de um sentido para a vida .

Um livro fantástico, para ser saboreado!

Prós:
As personagens, a poesia da escrita, a narrativa intimista mas ao mesmo tempo simples e fluída.

Contras:
Não tem.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

De regresso...

Olá a todos,

antes de mais queria agradecer todas as mensagens que me enviaram. Muito obrigada.

Voltei hoje para casa. A operação, apesar de difícil (cerca de 8 horas) e com o lado direito bastante afectado, correu bem e a recuperação foi boa. O úreter direito e a bexiga paresentavam bastantes aderências e mais uns tempinhos passavam a afectar o rim. Foi a tempo!

A consequência é a incontinência urinária (que o medico diz que deve ser reversível com exercícios), pelo que estou (e estarei durante uns tempos) algaliada.

Na próxima terça-feira terei consulta.

Mais uma vez, obrigada a todos!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Até Breve


"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver"

(Dalai Lama)


Amanhã serei internada e no sábado serei operada. Voltrei em breve. Até lá, o blogue não será actualizado, mas todos os comentários serão publicados (o maridão fica a tomar conta do recado).

"O Homem que Sonhava ser Hitler" - Tiago Rebelo

Título: O Homem que sonhava ser Hitler

Autor: Tiago Rebelo

Editora: Edições ASA

Edição: Março 2010 (1.º edição)

Páginas: 470


Sinopse:

"No pátio de um prédio, num pacífico bairro de Lisboa, uma criança é atacada por três homens e deixada em coma.

Ao investigar o que inicialmente se supõe ser um mero acto de cobardia de um grupo de cabeças rapadas, as autoridades descobrem uma sombria conspiração que prova que, nunca como hoje, a democracia e o estado de direito estiveram tão ameaçados em Portugal.

Neste surpreendente romance, Tiago Rebelo abre-nos a porta dos fundos do lado mais obscuro da política nacional dos nossos dias, onde nada é o que parece ser e onde se desenrolam acontecimentos extraordinários que colocam em perigo a sociedade, sem que esta se aperceba do que está realmente a acontecer.

Negócios duvidosos, violência extrema, espionagem, tudo vale numa guerra secreta entre um implacável exército da extrema-direita e grupos de agitadores anarquistas de esquerda mais radical.

Os dois lados tecem as suas teias globais, que se confrontam, desde as revoltas nas ruas da Grécia aos bairros problemáticos dos arredores de Lisboa.

Numa narrativa vertiginosa que, a cada página, é uma bola de neve de acontecimentos cada vez mais inesperados, o autor apresenta-nos personagens inesquecíveis, como o Caveira, um sinistro gigante que chefia as tropas de choque  de um partido neonaziliderado pelo seu irmão, um homem sem escrúpulos e de invulgar inteligência, que tem o sonho de repetir em Portugal o projecto de Hitler.

Contra estes impiedosos irmãos, o inspector-chefe, António Gaspar, da PJ, leva a cabo uma investigação, que ameaça a sua vida e a da mulher que ama, a ex-namorada que procura recuperar no desvario dos dias perigosos que põem em risco a nação."


Opinião:

Gostei muito deste livro. Uma escrita simples, despretenciosa, mas de um poder cativante desde a primeira página.

Gosto destes temas sociais, organização de grupos, neste caso de estrema-direita. A vilência de que as pessoas são capazes quando inseridas num grupo coeso, de forte identificação e onde o indic«vidual e o grupal se fundem em rituais de iniciação e de entrada no grupo.

Neste livro, o ponto de partida é uma brutal agressão de um grupo de cabeças-rapadas a um menimo de 7 anos de idade, que fica em coma sem que se possa saber nada da sua agressão. A partir daqui, a PJ investiga a agressão e vai desenrolando um novelo cada vez mais apertado, de grupos de extrema-direita, partidos políticos, advogados de renome e advogados que não têm assim tanto nome...

Um policial "à portuguesa" que me surpreendeu pela positiva por marcar a diferença nos policiais portugueses. É um livro maduro, que relata uma história sem lamechices nem pieguices, às vezes até com uma certa frieza e bastante realidade.

Gostei particularmente das personagens que estão muito bem construídas e quase nos fazem tratá-las por tu, tal é o sentimento de proximidade que criam connosco. Conseguimos ver cada uma delas em personagens bem reais do dia-a-dia.

Foi uma excelente leitura e recomendo, em especial a quem se interessar por estes temas.

Prós: O estudo que o autor fez sobre o tema para a escrita do livro é bem patente ao longo das suas páginas. A escrita cativante e a acção da história. As personagens bem contruídas.


Contras: Não encontro.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Espalhar felicidade



Obrigada à Margarida Fernandes do blog "A Sombra do Vento" .
Este selo tem o objectivo de espalhar alegria e felicidade e para tal terá de ser retribuido a mais dez blogues.
Apesar de todos os bloges que acompanho serem merecedores, só posso escolher dez. Aqui estão eles:

domingo, 2 de maio de 2010

"O Jogo do Anjo" - Carlos Ruiz Zafón

Título: O Jogo do Anjo
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Isabel Fraga
Editora: Dom Quixote
Edição: 1.ª Edição ( Outubro de 2008)
Páginas: 568


Sinopse:

"Um escritor nunca esquece a primeira vez que aceita umas moedas ou um elogio a troco de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente no sangue o doce veneno da vaidade e acredita que, se conseguir que ninguém descubra a sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de lhe dar um tecto, um prato de comida quente ao fim do dia e aquilo por que mais anseia: ver o seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente lhe sobreviverá. Um escritor está condenado a recordar esse momento pois nessa altura já está perdido e a sua alma tem preço."


Opinião:

Como já todos devem ter reparado, a literatura fantástica, vampiresca e afins, não é de todo o meu género. Se me descrevessem as histórias de Carlos Ruiz Zafón, certamente não teria muita curiosidade de as ler. Mas ainda bem que ninguém mas descreveu e o que li sobre o autor foi que escrevia sobre livros.
Ruiz Zafón escreve de forma magistral e este "O Jogo do Anjo" é mais uma prova disso. É uma história maravilhosa onde podemos encontrar o elo de ligação a "A Sombra do Vento" em cada página que se passa.
O jovem escritor de "A Cidade dos Malditos" vê-se enredado numa história fascinante mas tenebrosa, onde a realidade e a fantasia, os vivos e os mortos, a verdade e a mentira se cruzam e entrecruzam para crir uma história que desejamos que não acabe, tal é o prazer que a sua leitura proporciona.
Encontramos o Cemitério dos Livros Esquecidos, a livraria Sempere e Filhos, as ruas de Barcelona e a paixão pelos livros, que mais uma vez assumem o papel principal numa história de Homens, das suas paixões e dos seus encontros com os seus fantasmas.
Adorei!


Prós:
A magia da escrita de Zafón que nos faz viajar e evadir da realidade que nos cerca para entrarmos nas histórias que conta.


Contras
: Não tem.

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril

RELEMBRAR









PARA NÃO ESQUECER










sexta-feira, 23 de abril de 2010

Uma oferta bem original

A minha amiga Sónia, no início deste ano ofereceu-me um "Book Journal". É uma oferta bem original e útil para quem, como eu, devora livros. É uma espécie de diário literário, uma agenda onde vamos escrevendo as nossas opiniões sobre os livros que lemos, onde temos registados todos os empréstimos de livros (dos nossos livros emprestados e dos que nos emprestam a nós), onde podemos organizar a nossa wishlist e tem ainda uma lista com os 501 livros que devemos ler e onde podemos assinal os que já lemos. Tudo isto órganizado em "capítulos".

Uma prenda brilhante!
















Algumas aquisições

Andava eu aqui a mexer nos livros quando me lembrei que ainda não tinha colocado neste espaço três livros que adquiri este ano, nos leilões e nas ofertas de revistas.

Aqui estão eles.




domingo, 18 de abril de 2010

Finalmente, com operação marcada...


Finalmente tenho a operação marcada! Na sexta-feira tive mais uma consulta com o Dr. António Alves e a operação foi marcada para o dia 22 de Maio (com internamento a 21). Agora, é só aguentar as dores mais um mês. Ontem lá fui levar mais uma injecção de Lucrin Depot (até os medicamentos têm nome "chique"), e lá voltaram os enjoos e o sabor metálico na boca.


Mas já só falta um mês para deixar de ter dores... espero eu!
No entanto deixo aqui uma explicação muito simples do que é a endometriose profunda e uma imagem do aspecto de como esta "senhora" deixa a nossa barriguinha.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Porto Editora compra Bertrand e Círculo de Leitores

A Porto Editora assinou ontem um contrato de promessa de compra e venda do Direct Group, do qual fazem parte as livrarias Bertrand e o clube de leitura Círculo de Leitores.


Desde que me lembro de mim que o Círculo de Leitores faz parte da minha "vida literária". Antes era o meu pai sócio (desde o início do Círculo em Portugal) e agora sou eu que, há 10 anos, dou continuidade ao que já chamo de tradição familiar. No entanto, sendo o Círculo um dos poucos sobreviventes deste modelo de clube de leitura (França e Alemanha, por exemplo, já não têm este modelo há uns anos) será que a Porto Editora o vai manter? Espero que sim...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

"O Senhor do Falcão" - Valeria Montaldi

Título: "O Senhor do Falcão"
Autor: Valeria Montaldi
Tradutor: Maria Irene Bigotte de Carvalho
Editora: Casa das Letras
Edição: 1.ª Edição (Outubro de 2005)
Páginas: 400

Sinopse:
"Milão, 1226: está aberta a caça aos hereges e os inquisidores povoam as ruas da cidade. O cadáver de uma jovem mulher aparece a boiar nas águas do canal do Vettabbia, com o corpo dando sinais de parto recente. Só que da criança nem rasto. Passados 17 anos, alguém vai interrogar-se sobre o que realmente terá acontecido naquela noite. Arnolfo da Sala, abade do mosteiro de San Simpliciano, atormentado por um sonho recorrente e com suspeitas antigas que só ele conhece, encarrega o frade Matthew de investigar o caso.

Pelas ruas de uma Milão abalada pela perseguição aos hereges e pela luta contra o imperador Frederico II, o frade inicia a sua investigação. Por lugares ainda hoje reconhecíveis, como o Broletto, centro político e comercial da cidade, o bosque de Quadronno ou o Hospital do Brolo, Matthew entrecruza as histórias de Isaac, médico judeu, e da sua bela filha Raquel. Mas só o encontro com Guglielma, uma jovem vidente e mística malquista aos olhos da igreja milanesa, assinalará indelevelmente a consciência do frade, indicando-lhe o caminho a seguir para concretizar a sua missão e resolver o mistério."


Opinião:
Comprei este livro na Feira do Livro do ano passado, mas só agora o li. Já não me lembro como é que tive conhecimento deste livro, mas lembro-me de andar à procura dele na Feira e de o ter encontrado a um preço bem apetecível: 5€.

Como já me aconteceu várias vezes, os livros de autores que para mim são desconhecidos e sobre os quais não tenho qualquer referência, revelam-se, muitas vezes, excelentes obras e leituras. Este é mais um desse grupo.

Uma mulher assassinada, uma criada que foge com uma criança recém-nascida nos braços e a abandona à porta de um mosteiro, um homem, cruel e desumano que luta pelo poder, uma vidente misteriosa, uma rapariga com um defeito físico, um médico judeu e a sua filha, uma prostituta, um castelão bondoso e um frade em busca de si próprio são os ingredientes deste romance, que se misturam em doses perfeitamente adequadas dando origem a uma trama de mistério que envolve o leitor desde as primeiras páginas.

Da história não vou falar, pois correria o risco de desvendar algumas partes fundamentais para quem queira ler o livro. É uma história muito bem contada, com personagens bem construídas, onde as emoções e os sentimentos imperam. As personagens conseguem dialogar com o leitor que a certo momento sente que as conhece e empatiza com umas enquanto sente raiva de outras. A forma como o romance está escrito leva o leitor a conseguir visualizar as cenas descritas.

Para além de uma boa história, este romance é também uma óptima lição de história, pois relata muito bem a vida na Idade Média.

Excelente!


Prós
: As personagens muito bem construidas, emotivas e que ganham vida própria ao longo do romance. As decrições da vida da época e da medicina.


Contras
: Não encontrei.

domingo, 4 de abril de 2010

Será um regresso...?

O mês que passou foi um mês complicado, o que se reflectiu neste espaço que bateu o record de mês com menos posts publicados. Mas não andei mesmo com paciência, nem em grandes condições para me sentar e escrever algo com sentido e interesse (pelo menos com interesse para quem lê, se é que escrevo algo interessante...).
A minha operação, que estava agendada para Março não se concretizou pois a seguradora não aprovou o pedido do médico na íntegra. E como nós, seres humanos, estamos para os seguros de saúde como estão os carros para os seguros automóveis, isto é, custos, lá estou eu à espera (ainda!) que a seguradora se decida a aprovar o que tem de aprovar.
Enquanto isso, a minha paciência esgota-se, pois viver com dores permanentes cansa! Acreditem! E depois são as respostas que ouvimos quando nos queixamos, ou quando nos perguntam o que temos e, com sinceridade dizemos que são dores: as respostas variam do "foi qualquer coisa que comeste", "deve ser dos chocolates" até coisas do género "eu hoje também já tomei um comprimido para as dores de cabeça, devias tomar um também". Não, não foi dos chocolates nem de algo que tenha comido e os comprimidos para as dores também não resultam. Não me dói a barriga porque como doces nem passa se tomar 500 comprimidos, pois são dores tão intensas que até toldam o pensamento, que nos rasgam as entranhas e só nos apetece desaparecer... São dores físicas insuportáveis, que se transformam em dores psicológicas pelo cansaço e persistência. São noites inteiras sem dormir depois de acordar com uma dor lancinante, que por vezes quase leva ao desmaio.
Mas enfim, parece que a resolução está para breve... ou não... vamos ver...
Entretanto estou de férias, pois preciso mesmo de descansar e espero actualizar este espaço com maior regularidade.
Amanhã deixarei aqui a minha opinião sobre o último livro que li "O Senhor do Falcão". Também as leituras se têm feito a um ritmo muito mais lento que o habitual, pois há muitos momentos em que a mente apenas se consegue concentrar nas dores e em algo para as atenuar.
Mas agora com as férias e o descanço, espero melhorar e voltar a ser assídua neste espaço e nos vossos.
Obrigada a quem continua a visitar-me e a enviar mensagens.

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo"´- Haruki Murakami


Título: Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo
Autor: Haruki Murakami
Tradutora: Maria João Lourenço
Editora: Casa das Letras
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 186

Sinopse:

"Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona.
Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, aubiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem."

Opinião:
Fascinante! Adorei!
Demorei mais tempo que o normal a ler este livro por dois motivos: a minha saúde fez-me diminuir o ritmo de leitura pois o cansaço já é muito e o livro convidou-me a momentos de profunda reflexão.
Neste livro, Murakami fala de si enquanto corredor de fundo. A princípio pode parecer pouco, falar de si próprio enquanto corredor, mas Murakami consegue prender o leitor a estas páginas tal como se de um dos seus romances se tratasse.
Adorei a forma como o autor de expõe, sem medos, desculpas ou críticas, mas sim com uma análise sobre si próprio. Consegue transmitir de uma forma muito clara a orientalidade que o caracteriza e que faz com que corra, não para ganhar aos outros, mas para se superar a si prórpio. Aliás, este é um dos princípios dos orientais que me agrada bastante - as coisas não se fazem para ultrapassar os outros mas para nos superarmos, para evoluirmos.
A escrita de Murakami é límpida, tal como é aquilo que ele nos mostra através das palavras: um homem que se procura superar, consciente das suas limitações, um homem que erra mas que consegue aprender e melhorar, um homem com fragilidades que se concentra nas suas forças.
Neste livro sentimo-nos tão próximo do autor que nos apetece dar-lhe um abraço.
Sem dúvida, um livro de destaque.

Prós:
A escrita de Murakami, poética, límpida, maravilhosa. A reflexão sobre cada um de nós que o livro convida a fazer.

Contras:
Não tem.

domingo, 14 de março de 2010

Irena Sendler

Há poucos dias recevi um email de uma amiga sobre Irena Sendler. Confesso que não conhecia a sua história, mas fiquei curiosa e fui pesquisando na internet.
Hoje, decidi aqui divulgar quem foi Irena Sendler, falecida em 2008 e que durante a 2.ª Guerra Mundial ajudou a salvar cerca de 2.500 vidas, arriscando a sua própria vida. Foi candidata ao P´rémio Nobel da Paz no ano em que Al Gore foi premiado.
Deixo aqui dois dos muitos links que nos dão a conhecer aquela que ficou conhecida como "o anjo do gueto de Varsóvia".


Wikipédia

AFP

domingo, 28 de fevereiro de 2010

"Gone, Baby, Gone" - Dennis Lehane

Título: Gone, Baby, Gone
Autor: Dennis Lehane
Tradutor: Nuno Cotter
Editora: Gótica
Edição: 3.ª Edição
Páginas: 439

Sinopse:

"Os detectives privado de Boston, Patrick Kenzie e Angela Gennaro, são contratados para tentar encontrar Amanda McCready, uma menina de quatro anos, raptada da sua própria casa, sem deixar rasto.
Apesar da vasta cobertura mediática, e da ajuda dos populares chocados com o acontecimento, a investigação policial nada consegue descobrir. Para Kenzie e Gennaro, o caso vai revelando contornos mais complexos do que aparentava ao início: a indiferença da mãe de Amanda, um casal com um historial de pedofilia e uma força policial com intenções muito duvidosas. Enquanto o tempo vei passando, Amanda permanece desaparecida, tão esquecida ao ponto de parecer que nunca chegou a existir.
Quando uma segunda criança desaparece, Kenzie e Gennaro deparam-se com mais dificuldades: uma imprensa mais preocupada em tornar o caso dos raptos num espectáculo mediático sensacionalista, em vez de tentar ajudar a resolvê-lo, resistências por parte da pólícia local e poderes ocultos que tudo fazem para obstruir os seus esforços.
Apanhados numa complexa rede de mentiras, e determinados em desvendar este mistério, Kenzie e Gennaro cedo percebem que todos os que se aproximam da verdade não regressam com vida..."


Opinião:
Gone, Baby, Gone é um policial intenso, com um ritmo alucinante, ao qual é impossível resistir.
A história de Amanda apaixona o leitor, que desaja tanto encontrar a criança como os detectives protagonistas da história.
Amanda é uma criança de quatro anos, que desaparece da sua própria casa. Os seus tios iniciam uma busca determinada para a encontrarem, mas perante a ausência de resultados (e de pistas) contratam o casal de detectives Patrick e Angela. Inicia-se assim, o revelar de uma teia que mais parece um jogo de espelhos, em que tudo o que se vê é um reflexo distorcido do que não se vê.
Vinganças, tráfico de droga, redes de pedofilia, tráfico de armas, polícias corruptos, crianças mal amadas, negligenciadas e um amor que leva às atitudes mais impensáveis, são os ingredientes desta história que não tem um final feliz.
Poderá uma criança ser mais feliz junto dos seus raptores? Será uma mãe, distante, fria e ausente, a melhor opção para uma criança que pode ser amada apesar de longe da progenitora?
Uma história que prende o leitor desde a primeira à última página, mas que nos deixa uma certa angústia no final. Não é um final feliz, mas sim um final tantas vezes real, tantas vezes tão próximo...


Prós:
O ritmo da narrativa. A história muito bem imaginada, as personagens cujas emoções são muito reais. As descrições muito conematográficas fazem com que o leitor consiga visualizar e quase que viver o descrito.

Contras:
Alguns erros ortográficos.

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