"A vida não poderia estar a correr melhor a Evan Casher: com apenas 24 anos, é já um realizador de documentários famoso e é feliz com a namorada, Carrie. Após um telefonema urgente da mãe, faz uma viagem inesperada a Houston. Aí encontra a mãe brutalmente assassinada e escapa por pouco a uma tentativa de homicídio. Raptado do local do crime por um mercenário enigmático movido por razões desconhecidas, Evan vê-se confrontado com a dura realidade: toda a sua vida não passa de uma mentira meticulosamente construída."Quando Evan atendeu a chamada da sua mâe e recebeu os seus e-mails, nunca pensou que a sua vida, a partir desse preciso momento, iria mudar para sempre.
O que sempre fora até aí, os seus pais, a namorada, a história da sua infância, tudo será destruído para que a verdade impere.
Os pais trabalhavam para a CIA, ou melhor, para um grupo de dissidentes no interior da própria CIA, os Deeps, coordenados por Jargo, e por isso a mãe está morta e o pai desaparecido... A namorada não é uma estudante de cinema, mas sim, uma agente infiltrada, que trabalha para os Deeps e para a CIA.
Evan encontra-se entre a verdade e a mentira, sem saber, por vezes, onde está uma e onde se enconde a outra, mas de uma coisa tem a certeza: vai descobrir o seu pai, e trazê-lo de volta. Será que vai conseguir?
"Pânico" desenvolve-se a um ritmo alucinante de revelações. Prende o leitor pela acção permanente, quase de um estilo "cinematográfico" em que conseguimos ver as imagens que nos são descritas nas palavras. No entanto, as personagens têm relações entre si que poderiam ter sido mais exploradas, o que teria dado mais profundidade e humanidade à história. Gostava que as relações amor-ódio entre Jargo e o seu filho Dezz, ou entre Jargo e o pai de Evan, tivessem sido mais exploradas. Gostei do livro, mas fiquei com a sensação de que lhe falta algo para me preencher enquanto leitora.
Em conclusão, um bom livro de acção, que tem história para ser um bom thriller psicológico, mas que ficou a meio caminho.