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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um blogue para Haruki Murakami


Há notícias que nos deixam felizes. Esta foi a úlima: o Tiago e a Marta criaram um blogue dedicado a este grande escritor, de quem eu tanto gosto.

Excelente ideia Tiago!

Serei visita assídua.



 
Aqui fica o link: MURAKAMI PT









quarta-feira, 2 de junho de 2010

"A Sul da Fronteira. A Oeste do Sol" - Haruki Murakami

Título: A Sul da Fronteira, A Oeste do Sol
Autor: Haruki Murakami
Tradutora: Maria João Lourenço
Editora: Casa das Letras
Edição: Março 2009 (1.ª Edição)
Páginas: 241

Sinopse:

"Na primeira semana do primeiro mês do primeiro ao da segunda metade do século XX, ao protagonista, que também faz as vezes de narrador, é dado o nome de Hajime, que significa «início». Filho único de uma normal família japonesa, Hajime vive numa província um pouco sonolenta, como normalmente todas as províncias o são. Nos seus tempos de rapazinho faz amizade com Shimamoto, também ela filha única e rapariga brilhante na escola, com quem reparte interesses pela leitura e pela música. Juntos, têm por hábito escutar a colecção de discos do pai dela, sobretudo «South of the Border, West of te Sun», tema de Nat King Cole que dá título ao romance.

Mas o destino faz com que os dois companheiros de escola sejam obrigados a separar-se. Os anos passam, Hajime segue a sua vida. A lembrança de Shimamoto, porém, permanece viva, tanto como aquilo que poderia ter sido como aquilo que não foi. De um dia para o outro, vinte anos mais tarde, Shimamoto reaparece certa noite na vida de Hajime. Para além de ser uma mulher de grande beleza e rara intensidade, a sua simples presença encontra-se envolta em mistério. Da noite para o dia, Hajime vê-se catapultado para o passado, colocando tudo o que tem, todo o seu presente em risco."


Opinião:

Mais um lindíssimo livro de Murakami! A escrita é soberba, a história tem uma poesia e uma envolvência fascinantes, que embalam o leitor na narrativa, trasnportando-o para a dimensão onírica da narrativa.

é brilhante a forma como a história de Hajime e Shimamoto é contada. Mais uma vez o tema dos fanstasmas  e dos encontros destes com os vivos (tão comum na literatura japonesa) está presente na história, mas de uma forma tão velada que o leitor se enrreda na história como se ela fosse o seu presente.

A amizade de Shimamoto e Hajime e a sua separação, são o tema que Murakami escolheu para explorar os fantasmas da vida, os arrependimentos e a vontade de refazer o caminho percorrido, fazendo escolhas diferentes, mas que inevitavelmente terminariam no mesmo epílogo. A história leva-nos a uma viagem ao íntimo do narrador, às suas ansiedades e procura de si mesmo, à sua busca de um sentido para a vida .

Um livro fantástico, para ser saboreado!

Prós:
As personagens, a poesia da escrita, a narrativa intimista mas ao mesmo tempo simples e fluída.

Contras:
Não tem.

quarta-feira, 17 de março de 2010

"Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo"´- Haruki Murakami


Título: Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo
Autor: Haruki Murakami
Tradutora: Maria João Lourenço
Editora: Casa das Letras
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 186

Sinopse:

"Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona.
Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, aubiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem."

Opinião:
Fascinante! Adorei!
Demorei mais tempo que o normal a ler este livro por dois motivos: a minha saúde fez-me diminuir o ritmo de leitura pois o cansaço já é muito e o livro convidou-me a momentos de profunda reflexão.
Neste livro, Murakami fala de si enquanto corredor de fundo. A princípio pode parecer pouco, falar de si próprio enquanto corredor, mas Murakami consegue prender o leitor a estas páginas tal como se de um dos seus romances se tratasse.
Adorei a forma como o autor de expõe, sem medos, desculpas ou críticas, mas sim com uma análise sobre si próprio. Consegue transmitir de uma forma muito clara a orientalidade que o caracteriza e que faz com que corra, não para ganhar aos outros, mas para se superar a si prórpio. Aliás, este é um dos princípios dos orientais que me agrada bastante - as coisas não se fazem para ultrapassar os outros mas para nos superarmos, para evoluirmos.
A escrita de Murakami é límpida, tal como é aquilo que ele nos mostra através das palavras: um homem que se procura superar, consciente das suas limitações, um homem que erra mas que consegue aprender e melhorar, um homem com fragilidades que se concentra nas suas forças.
Neste livro sentimo-nos tão próximo do autor que nos apetece dar-lhe um abraço.
Sem dúvida, um livro de destaque.

Prós:
A escrita de Murakami, poética, límpida, maravilhosa. A reflexão sobre cada um de nós que o livro convida a fazer.

Contras:
Não tem.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Haruki Murakami condecorado com a Ordem das Artes e Letras


É com grande orgulho de fã que li esta notícia. Todos os prémios que lhe sejam atribuídos são, de certeza, merecidos. Até o Nobel!


Ler a notícia do The Independent


terça-feira, 1 de dezembro de 2009

"Sputnik, Meu Amor" - Haruki Murakami

Sinopse
"Um jovem professor primário, identificado apenas pela inicial «K», apaixona-se por Sumire, uma jovem aspirante a escritora. Quando esta entabula uma relação amorosa com Miu, uma enigmática mulher de meia-idade que a emprega como secretária, K é relegado para o ingrato papel de confidente. Sumire, porém, estando de férias numa ilha grega com a sua amante, desaparece misteriosamente, e K é chamado para ajudar nas buscas. Um estranho triângulo que oferece uma profunda reflexão sobre a solidão, os sonhos e aspirações do indivíduo e a necessidade de os adaptar à realidade."
Aqui está um livro cuja capa e sinopse são enganadoras. Se o leitor espera uma história erótica, não é de todo o que vai encontrar.
Este é mais um brilhante livro de Murakami, que nos conduz à profundeza dos sentimentos mais íntimos do ser humano e à reflexão sobre a forma como cada um vive as e nas relações que estabelece com os que são mais próximos.
Apesar da tensão erótico-sexual subjacente ao longo de toda a história, Murakami transporta-nos para um mundo de sensibilidade e emoções que transcende o profano atingindo uma dimensão quase sagrada, como se tudo se passasse numa realidade alternativa.
As personagens são de uma profundidade emocional que é difícil deixar de as sentir depois de fechar o livro - permanecem em nós como uma impressão que não nos abandona e nos faz reflectir.
Brilhante!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"After Dark - Os Passageiros da Noite" - Haruki Murakami

Sinopse:

"Por uma noite, Murakami leva-nos com ele através de uma Tóquio sombria, onírica, hipnótica. Um deslumbrante romance perpassado de uma singular atmosfera poética, na fronteira entre a realidade e o universo fantasmático, onde cada pormenor, olhado retrospectivamente, faz sentido.

Num bar, Mari encontra-se mergulhada num livro, enquanrto bebe o seu chá e fuma cigarro atrás de cigarro.Às tantas, entra em cena um músico que a reconhece. Ao mesmo tempo, encerrada num quarto, Eri, a irmã de Mari, dorme com os punhos cerrados, sem saber que está aser observada por alguém.

Em torno das duas irmãs desfilam personagens insólitas: uma prostituta chinesa vítima de agressão, a gerente de um hotel do amor, um técnico informático, uma empregada de limpeza em fuga. Sucedem-se acontecimentos bizarros: um aparelho de televisão que, de um momento para o outro, começa bruscamente a funcionar, um espelho que conserva os reflexos.

Em Tóquio, durante as horas de uma noite, vai desenrolar-se um estranho drama..."


Um livro brilhante, que transcende todas as definições. Ao longo da narrativa as personagens, aparentemente sem algo em comum, cruzam-se no que de início parece ser uma sequência de acasos. No entanto, à medida que a noite avança - e com ela a história se desenvolve - existem mais do que simples acasos: percebemos que aquelas personagens se cruzam porque não podiam acontecer de outra forma, como se um destino se estivesse a cumprir.

Todas as personagens - Mari, a rapariga que lê livros e fala chinês; Eri, irmã de Mari, que dorme sem acordar por tempo indefinido; Takahashi, o misterioso músico que vai abandonar a sua banda; Kaoru, a gerente de um motel onde uma prostituta chinesa é espancada; Shirakawa, o informático que procura prostitutas; Korogi, a funcionária do motel que oculta a sua verdadeira identidade - têm em comum aquilo que é o cerne de toda a narrativa: o vazio existencial de quem se procura a si próprio na noite de Tóquio, plena de vida e movimento. É quando a noite toma conta da cidade que as personagens de uma Tóquio fantasmática se libertam e transcendem.

"After Dark - Os Passageiros da Noite" é uma viagem nocturna inquietante, narrada numa linguagem poética e calma, mas que nos deixa uma vivência de tensão contida desde o início até ao fim. Uma história sem fim, pois nas vidas que se desenrolam, não se procura um fim, mas sim a vivência do presente.

Ao ler o livro, fundi-me com os narradores e, tal como eles, pairei sobre as personagens, sentindo a sua angústia, mas não interferindo com o natural desenvolvimento das suas vidas.

Sem dúvida, um livro memorável, que deixa a sua beleza entranhada na memória do leitor.

Murakami merece, definitivamente, o Nobel!


domingo, 1 de junho de 2008

"Kafka à beira-mar" - Haruki Murakami

Já há algum tempo que tinha curiosidade em ler algo deste autor. Como gosto de gatos e de Kafka, comecei por este, e não me arrependo. O livro é FANTÁSTICO.

Fantástico, quer pela imaginação do autor, quer pela história, ou histórias, que narra.

Um jovem de quinze anos foge de casa para cumprir uma estranha profecia, legada pelo seu pai.

Um idoso, que fora uma criança "normal" antes de um acidente nas montanhas, mas que agora sofre de uma deficiência mental acentuada, e que fala com gatos, pedras e consegue fazer cair do céu peixes e sangessugas.

As vidas destas duas personagens cruzam-se numa dimensão que ultrapassa o real, onde conceitos assumem formas, passado e presente co-existem e interagem.

Uma viagem ao mundo interior de cada uma das personagens, onde real e fantástico se misturam, onde vida e morte não têm uma fronteira bem definida, onde basta não chegar a tempo à Pedra de Entrada para que tudo seja diferente.

Um livro muito diferente daquilo a que estou habituada, mas que me deixou com vontade de ler mais deste autor.

Aqui fica uma frase deste livro:

"- Escuta uma coisa. Todos os bens materiais se encontram em circulação. A terra, o tempo, os conceitos, o amor, a vida, a fé, a justiça, o mal - são tudo coisas fluidas e em transição. Não cristalizam eternamente num mesmo lugar e debaixo de uma mesma forma. No fundo, o próprio universo não passa de uma espécie de monumental serviço de transporte e logística, tipo FedEx."

sábado, 12 de abril de 2008

Mais duas aquisições literárias...

Pois foi, ontem comprei mais dois livros! Desta vez, nenhum deles é policial.

Aqui ficam as referências.


"Os Rebeldes do Himalaia" - Philippe Broussard

"O Tibete vive, desde 1950, sob o domínio absoluto da República Popular da China. Ao longo destes anos dolorosos, o país do Dalai-Lama conheceu, perante a indiferença da comunidade internacional, a prisão, a deportação e o genocídio de centenas de milhares dos seus habitantes, a destruição de templos, mosteiros e conventos e a asfixia de uma cultura única e milenar

Contudo, existe no Tecto do Mundo uma resistência constituída na sua maioria por monges e monjas que, inspirados no pacifismo budista, continuam a padecer da prisão e da tortura pela liberdade do seu país.

São eles os rebeldes do Himalaia, os paladinos da esperança de um povo desapossado do seu bem mais precioso: a sua identidade."

"Kafka à Beira-Mar" - Haruki Murakami


"Kafka à Beira-Mar narra as aventuras (e desventuras) de duas estranhas personagens, cujas vidas, correndo lado a lado ao longo do romance, acabarão por revelar-se repletas de enigmas e carregadas de mistério. São elas Kafka Tamura, que foge de casa aos 15 anos, perseguido pela sombra da negra profecia que um dia lhe foi lançada pelo pai, e de Nakata, um homem já idoso que nunca recupera de um estranho acidente de que foi vítima quando jovem, que tem dedicado grande parte da sua vida a uma causa - procurar gatos desaparecidos.

Neste romance os gatos conversam com pessoas, do céu cai peixe, um chulo faz-se acompanhar de uma prostituta que cita Hegel e uma floresta abriga soldados que não sabem o que é envelhecer desde os dias da Segunda Guerra Mundial. Assiste-se, ainda, a uma morte brutal, só que tanto a identidade da vítima omo a do assassino permanecerão um mistério.

Trata-se, no caso, de uma clássica (e extravagante) história de demanda e, simultaneamente, de uma arrojada exploração de tabus, só possível graças ao enorme talento de um dos maiores contadores de histórias do nosso tempo."

Quando ler as obras, comentarei.

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