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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Título: O Fio do Tempo

Autor: João Paulo Oliveira e Costa

Editora: Círculo de Leitores

Edição: 2010

Páginas: 348



Sinopse:

"A 4 de Outubro de 1500, um homem contempla Lisboa à janela dos seus aposentos, no paço da Alcáçova. Tem 101 anos, e é o último conquistador de Ceuta vivo. Enquanto aguarda a inevitável visita da morte, D. Álvaro de Ataíde recorda a sua vida aventurosa: servidor da casa de Viseu, conquistou Ceuta, lutou na Guerra dos Cem Anos, foi campeão de justas e torneios, sofreu em Tânger, ajudou a criar as caravelas, visitou a Guiné e conheceu gentes e feras nunca antes vistas, ganhou fama na Borgonha, esteve em Alfarrobeira, na tomada de Arzila e na batalha de Toro. Conselheiro de reis e duques, assistiu às lutas políticas e às tragédias do século XV português; viu a sua Casa ascender com D. Henrique e D. Fernando, cair em desgraça com D. Diogo, para finalmente subir ao trono  com D. Manuel. Assistiu ao novo rumo que o destino de Portugal tomava, mudanças que o seu escravo, um guinéu que se entregava à prática da feitiçaria, acreditava terem conhecido graças à maldição que lançara sobre el-rei de Portugal".

Opinião:
Esta história é passada nos tempos áureos dos descobrimentos portugueses e relata-nos 86 anos da História de Portugal através das memórias de D. Álvaro de Ataíde.
Começamos por conhecer o jovem cavaleiro negro com apenas 15 anos e a sua paixão por Filipa Andrade.
Ao longo da história, vamos conhecendo a História de Portugal através da própria história de D. Álvaro, do seu amor único a uma mulher, do seu amor ao seu filho e da dedicação do seu escravo.
Portugal e D. Álvaro partilham uma história de batalhas, conquistas, sonhos e desilusões que neste livro vamos conhecendo de uma forma apaixonante e que nos faz querer ler sempre mais um pouco.
Adorei!

terça-feira, 24 de março de 2009

"O Império dos Pardais" - João Paulo Oliveira e Costa

Sinopse:

" Um romance histórico que tem como pano de fundo a afirmação do Império Português, o império dos pardais, durante o reinado de D. Manuel I e se centra em torno de cinco personagens principais que se movem dentro da lógica do mundo da espionagem. A personagem central é uma espia excepcional que pensa abandonar uma vida dedicada à violência e à satisfação de instintos primários, em que fora forçada a entrar, para recuperar uma vida social normal ao lado de um artista talentoso, apaixonado e ingénuo. A sua luta interior (contra hábitos sedimentados por quinze anos de isolamento, de rancor, de secretismo e de memórias perturbadoras) e o seu esforço para se libertar dos seus antigos mandantes percorrem toda a narrativa. A vida desta mulher cruza-se com a de dois supostos responsáveis pelos serviços secretos de D. Manuel I e amigos pessoais do rei. Ao acompanhar os encontros e desencontros, o leitor vive as cores, os aromas e os quotidianos de um tempo extraordinário em várias cidades e portos por onde vão passando e vivendo as personagens deste romance, que homenageia um povo e um rei."


Gostei muito deste livro. Comecei por considerar muito bem conseguida a relação do Império Português com o título: O Império dos Pardais. Tal como os pardais, também os portugueses foram conquistando terreno à custa das sobras dos pássaros de maior porte e daquilo que não lhes interessava. Tal como os pardais, os portugueses não se envolveram em guerras com gaivotas ou outras aves (Alemanha, França, Inglaterra), beneficiando antes da sua discrição, aproveitando as oportunidades.

Um romance histórico, passado no reinado de D. Manuel I, onde ficamos a conhecer um pouco mais da nossa história, através de uma realidade, mais ou menos ficcionada.

A acção começa e termina no Rossio, onde os pardais sobrevivem. Ao longo da história ficamos a conhecer uma Lisboa de outrora, tão diferente da actual, mas onde se reconhecem ruas e edifícios, e onde o rio tem um papel primordial para o desenvolvimento do país e da cidade.
Num misto de espionagem e política, as conquistas da Índia e do Brasil vão-se desenrolando, levando o leitor numa viagem além mar, partilhando guerras e tréguas, paixões e assassínios, encantos e desencantos, vida e morte.

Ao longo de toda a narrativa destaca-se a amizade que une D. Manuel I e Miguel de Castro, nobre seu amigo e que, em conjunto com outras personagens, tal como Violante, assumem o comando dos "serviços "de espionagem do rei.

Destaca-se também em toda a história, o papel das mulheres. Na verdade, são elas que dominam a narrativa, mesmo quando assumem um papel mais discreto, pois cabe a elas grande parte da acção e de influência e motivo de muitas outras acções.

Um livro brilhante que recomendo sem reservas.

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