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segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Assassinos Escondidos" - Robert Wilson

Título: Assassinos Escondidos
Autor: Robert Wilson
Tradução: Certas Palavras, Lda.
Editora: Dom Quixote
Páginas: 417

Sinopse:

"Enquanto o inspector Javier Falcón investiga um cadáver mutilado e sem rosto, horrendo, encontrado numa lixeira municipal, a encantadora cidade de Sevilha é abalada por uma explosão enorme, que tem efeitos devastadores num prédio de apartamentos e também num jardim de infância vizinho. Descobre-se, depois, que na cave do prédio existia uma mesquita, e claro que todos se sentem apavorados com a ideia de uma ameaça terrorista.

O calor denso do Verão sevilhano está no seu auge. O terror invade a vida quotidiana, mas, numa cidade em alerta vermelho, Falcón percebe que nem tudo é o que parece. E, quando sabe que lhe falta muito pouco para resolver aquele caso, é confrontado com uma descoberta realmente assustadora.

É que talvez não vá a tempo de evitar uma catástrofe gigante, que ultrapassa as fronteiras de Espanha."

Opinião:

Estou, decididamente , fã de Robert Wilson!!! A sua escrita é absorvente, contagiante e as suas personagens tão reais que podem ser qualquer pessoa com quem nos cruzamos na rua ou nos transportes.

"Assassinos Escondidos" tem por base o terrorismo e os medos dos espanhóis após o 11 de Março.  

Javier Falcón, inspector da Brigada de Homicídios, investiga o assassínio de um homem, encontrado numa lixeira, sem mãos, com o rosto desfigurado por ácido e sem escalpe. A causa da morte parece ter sido envenenamento por cianeto. Mas o mais estranho é que parece ter existido algum respeito pelo corpo, que foi envolto numa espécie de sudário. Mas, durante esta investigação, Sevilha é abalada por uma forte explosão. Um bloco de apartamentos é devastado e um jardim infantil afectado pela explosão. Morreram crianças, mulheres, pessoas que passavam na rua, homens que estava a sair de casa para o trabalho,... 

As dúvidas sobre a origem da explosão depressa de desfazem, quando se torna conhecida a existência de uma mesquita na cave de um dos prédios afectados. Aliás, esse prédio foi o epicentro da explosão. Daqui em diante, os investigadores vêm-se envolvidos numa investigação sem precedentes. Brigada de Homicídios, Anti-Terrorismo, Serviços de Informação, Secretas, o partido político Fuerza Andalucía, todos estão envolvidos, e alguns talvez estejam demasiado envolvidos. 

Enquanto a investigação se desenvolve, Falcón tem ainda de lidar com o seu passado, e com a morte da sua ex-mulher, vítima de maus tratos infligidos pelo seu actual companheiro, que é o juiz que se encontra à frente de toda a investigação.

Numa história em que tudo se interliga, a realidade nem sempre é o que nos parece mais óbvio.

Prós: A escrita, a história as personagens, que nos prendem desde o início e se desenvolvem de forma que nos parece estar a acontecer ao nosso lado.

Contras: Talvez o final, que surge de forma um pouco abrupta.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Nova aquisição

E com este livro, completo a colecção de Robert Wilson, autor que conheci através de uma troca de livros. Agora só é preciso tempo para ler este e todos os outros que aguardam por sair das prateleiras.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"O Cego de Sevilha" - Robert Wilson

Já há bastante tempo que tinha uma curiosidade enorme em ler algo de Robert Wilson e este livro em particular. Graças a uma troca de livros, tive a oportunidade de o ler e posso dizer que o mesmo se revelou bastante interessante.

É um trhiller psicológico intenso, emotivo, forte e até, por vezes, cruel. Tudo começa quando Javier Falcón, inspector jefe del Grupo de Homicidos de Sevilla, começa a investigar o assassínio de um homem de negócios, Raúl Giménez. Com mais de vinte anos de serviço, habituado a ver pessoas mortas, assassinadas, nada previa que aquilo que ia ver seria responsável por uma dolorosa e inquietante descoberta pessoal.

Ao ver o rosto do homem, completamente desfigurado, auto-mutilado e sem pálpebras, Javier Fálcon sentiu um impacto que quase o derrubava e que o surpreendeu: não conhecia a vítima, era apenas mais um caso para investigar. Seria? Mas foi quando descobriu uma foto do seu pai, o pintor Francisco Fálcon, entre os pertences da vítima, que Javier Fálcon iniciou uma penosa descoberta de si próprio através dos segredos bem guardados nos diários do seu falecido pai.

Paralelamente à investigação criminal Javier Fálcon investiga um passado do qual tem apenas imagens difusas e recordações sensoriais - a sensação de ser elevado no ar por alguém de quem não recorda o rosto, os passos da sua madrasta (a quem chama segunda mãe) a afastarem-se para sempre, o cheiro a leite de amêndoas que o faz, ainda hoje, não suportar sequer a visão de produtos lácteos.

A caminhada iniciada por este homem habituado a ser duro, racional e pouco impressionável vai ser bastante dolorosa, chegando a ser questionada a sanidade mental do seu autor, pois as revelações que o seu pai faz através dos seus diários coloca em questão toda uma existência.

Um livro muito bem escrito, uma história fascinante, onde várias vidas se cruzam para revelar uma vida que esteve muito para além do que os olhos podiam alcançar, muito para lá dos quadros do artista.

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