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domingo, 3 de janeiro de 2010

"Os Cavaleiros de S. João Baptista" - Domingos Amaral



Título: Os Cavaleiros de S. João Baptista
Autor: Domingos Amaral
Editora: Editorial Notícias
Edição: 1.ª edição / Novembro 2004
Páginas: 371


Sinopse:

"O que fazer quando a rapariga por quem estamos apaixonados desaparece subitamente? João Pedro, um jovem advogado, faz o óbvio e começa à procura de Mariana, a filha de Marcos Portugal, um advogado para quem João Pedro trabalha. Mas nem o pai nem os amigos sabem dela, e quanto mais João Pedro a procura, mais desespera e mais suspeita de que o seu desaparecimento poderá estar ligado aos negócios de Marcos Portugal, e a uma estranha fundação que, na região de Tomar, procura tesouros escondidos pelos Templários. Os Cavaleiros de São João Baptista é um policial onde o crime se cruza com o amor, o sexo se mistura com a ganância e se descobrem segredos da História de Portugal e de uma relíquia antiga que todos pensam ter sido roubada..."


Opinião:

Esta é a primeira leitura deste ano de 2010, e resulta de uma troca de livros com o Ricardo.

A história é passada em Portugal e vai ressuscitar as várias histórias dos Templários e do seu tesouro, que se diz escondido em terras lusas.

O desaparecimento misterioso de Mariana, filha do advogado Marcos Portugal conhecido como o tubarão é o mote para uma história contada a dois tempos. Se por um lado assistimos à procura de Mariana por parte de João Pedro, advogado seu amigo que trabalaha para Marcos Portugal, simultaneamente vamos conhecendo a investigação policial do inspector Júlio César a um assassínio de uma mulher-a dias, a D. Elvira, crime de contornos cada vez mais estranhos.

A narrativa é fluída, prende o leitor e consegue despertar a curiosidade do que se vai passar a seguir.

Direi que podemos dividir o livro em duas partes: a primeira, em que as duas histórias se desenrolam em paralelo, onde o suspense prende o leitor e vamos conhecendo alguns segredos dos Templários, com todo o seu misticismo e erudição. Quando as duas histórias se fundem, inicia-se aquela que designo como segunda parte e que considero a mais fraca da narrativa.

Apesar de o ritmo da acção se tornar muito mais rápido, a história assume uma dimensão demasiado fantasiosa e poco verosímil. O incêndio na quinta, a loucura de Liliana, a existência do tesouro (ou não) surgem de tal forma que não me conseguiram fazer esquecer que estava a ler um livro.

No entanto, gostei da leitura. Foi uma forma leve de começar o ano.


Prós:
A escrita fluída, despretensiosa. A ideia de uma fundação secreta com base na ideologia dos Templários e o ressuscitar de lendas.


Contras:
A fantasia em que se envolve, em especial na segunda parte do livro, que não me fez esquecer que estava a ler um livro. Fez-me lembrar aqueles filmes, estilo "Missão Impossível" em que penso "só mesmo em filme!"

domingo, 22 de junho de 2008

Histórias de Portugal - Autores Estrangeiros

Estou a ler um livro, cuja acção é passada em Lisboa, durante a Segunda Guerra Mundial. É uma história de espionagem, interessante, escrita por um autor que não é português.
E este facto fez-me pensar: porque é que os portugueses não escrevem sobre Portugal? Há tempos li um livro belíssimo sobre D. Sebastião, mas que também era escrito por uma autora estrangeira.
É claro que existem excepções: António Andrade Albuquerque retrata em "O Expresso de Berlim", os meandros da espionagem em Lisboa, durante a Segunda Guerra Mundial (muito à semelhança do que estou actualmente a ler), Domingos Amaral também aborda esse tema no seu livro "Enquanto Salazar Dormia"...
Também vão surgindo alguns livros cujas histórias se baseiam em investigações policiais reais (escritos por ex-inspectores da Polícia Judiciária ou jornalistas de investigação), uns mais ficcionados que outros. Estou-me a lembrar, por exemplo, dos livros do Pedro Rosado "Ulianov e o Diabo", "O Clube Macau" e "Crimes Solitários".
Mas é preciso mais, é preciso que os portugueses, de uma vez por todas, encarem as épocas da sua história de frente e escrevam sobre elas, criem romances, thrillers, policiais, sobre a nossa realidade.
É bom ler um livro, cujas paisagens descritas nos fazem sentido, em que heróis e vilões pisam as calçadas das nossas cidades, em que as histórias nos mostram um Portugal, que apesar de ficcionado, bebe da realidade que faz a nossa história, que faz o nosso dia-a-dia.
Gostava de ver mais publicações de autores portugueses, com histórias passadas em Portugal e, essencialmente, escritas num bom português!

sábado, 5 de janeiro de 2008

"Enquanto Salazar Dormia..." - Domingos Amaral

"Nunca esperei regressar a esta rua, e nunca esperei que o meu velho coração sentisse tanta emoção ao pisar os passeios da Lapa.
(...)
Nada, de repente, existia. A não ser Lisboa, 50 anos atrás. A minha Lisboa, onde amei tanto e tantas vezes.

A minha Lisboa, das pensões e dos espiões, dos barcos ingleses e dos submarinos alemães; a Lisboa das ligas da Mary em cima de um lençol branco; a Lisboa dos cocktails no Aviz, enquanto eu perseguia Alice; a Lisboa do penteado "à refugiada" da minha noiva, a Carminho; a Lisboa dessa menina linda, frágil e alemã, Anika, por quem eu arrisquei o pescoço; a Lisboa de Michael..."

Assim começa esta história.

Estamos em Junho de 1995, dia 22, na Lapa, em Lisboa. Jack Gil Mascarenhas, 85 anos de idade, regressou a Portugal para o casamento do seu neto, Paul. Mas com o seu regresso, regressaram também imagens de um passado...
... Lisboa, 1941... Numa Europa fustigada pelos horrores da II Guerra Mundial, Lisboa vê-se "invadida" por milhares de refugiados, milionários, actrizes, judeus e espiões.

Jack Gil Mascarenhas é um espião luso-britânico, cuja missão é desmantelar as redes de espionagem nazis que actuavam em todo o país. Nas noites de Lisboa conspirava-se, amava-se, faziam-se negócios com a resistência; no Hotel Aviz,num ambiente luxuoso, cruzavam-se espiões, embaixadores, reis, membros da polícia política e taxistas, num mundo secreto e oculto.

Juntamente com Michael, também ele espião do MI6, Jack Gil fazia coisas acontecer durante a noite. Durante o dia, a sua vida dividia-se entre o homem espião e o homem que estava noivo de Carminho, uma jovem de saúde frágil, filha de um admirador de Churchill, irmã de Luís e António, militares que idolatravam Musolini e Hitler, e de Luísa,uma amante de cinema.

E "enquanto Salazar dormia...", Lisboa ficava bem acordada, revelando-se ora fria e calculista, ora sedutora e vuluptuosa. Uma Lisboa desconhecida de muitos, mas vivida intensamente por outros.

O autor é Domingos Freitas do Amaral e a editora a "Casa das Letras".

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