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quarta-feira, 17 de março de 2010

"Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo"´- Haruki Murakami


Título: Auto-retrato do escritor enquanto corredor de fundo
Autor: Haruki Murakami
Tradutora: Maria João Lourenço
Editora: Casa das Letras
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 186

Sinopse:

"Em 1982, ao mesmo tempo que abandonava o lugar à frente do clube de jazz e que tomava a decisão de se dedicar à escrita, Haruki Murakami começava a correr. No ano seguinte, abalançou-se a percorrer sozinho o trajecto que separa Atenas da cidade de Maratona.
Depois de participar em dezenas de provas de longa distância e em triatlos, o romancista reflecte neste livro sobre o que significa para ele correr e como a corrida se reflectiu na sua maneira de escrever. Os treinos diários, a sua paixão pela música, a consciência da passagem do tempo, os lugares por onde viaja acompanham-no ao longo de um relato em que escrever e correr se traduzem numa forma de estar na vida.
Diário, aubiográfico, elogio da corrida, de tudo um pouco podemos encontrar aqui. Haruki Murakami abre o livro das confidências (e a sua alma) e dá a ler aos seus fiéis leitores uma meditação luminosa sobre esse ser bípede em permanente busca de verdade que é o homem."

Opinião:
Fascinante! Adorei!
Demorei mais tempo que o normal a ler este livro por dois motivos: a minha saúde fez-me diminuir o ritmo de leitura pois o cansaço já é muito e o livro convidou-me a momentos de profunda reflexão.
Neste livro, Murakami fala de si enquanto corredor de fundo. A princípio pode parecer pouco, falar de si próprio enquanto corredor, mas Murakami consegue prender o leitor a estas páginas tal como se de um dos seus romances se tratasse.
Adorei a forma como o autor de expõe, sem medos, desculpas ou críticas, mas sim com uma análise sobre si próprio. Consegue transmitir de uma forma muito clara a orientalidade que o caracteriza e que faz com que corra, não para ganhar aos outros, mas para se superar a si prórpio. Aliás, este é um dos princípios dos orientais que me agrada bastante - as coisas não se fazem para ultrapassar os outros mas para nos superarmos, para evoluirmos.
A escrita de Murakami é límpida, tal como é aquilo que ele nos mostra através das palavras: um homem que se procura superar, consciente das suas limitações, um homem que erra mas que consegue aprender e melhorar, um homem com fragilidades que se concentra nas suas forças.
Neste livro sentimo-nos tão próximo do autor que nos apetece dar-lhe um abraço.
Sem dúvida, um livro de destaque.

Prós:
A escrita de Murakami, poética, límpida, maravilhosa. A reflexão sobre cada um de nós que o livro convida a fazer.

Contras:
Não tem.

domingo, 10 de janeiro de 2010

"30 Anos - A maior banda de rock português" - António Murteira da Silva e Rui Costa


Título: 30 Anos - A maior banda de rock português
Autores: António Murteira da Silva e Rui Costa
Editora: Bertrand Editora
Edição: 1.ª Edição / Novembo 2009
Páginas: 173


Sinopse:

"Os Xutos & Pontapés são um marco na música e na sociedade portuguesa. Poucas são as bandas que se podem dar ao luxo de afirmar que comemoraram o 30.º aniversário com uma formação quase intocada. Gui, João Cabeleira, Kalú, Tim e Zé Pedro dispensam apresentações. Eles marcaram de forma indelével o último quartel do século xx e, certamente, irão marcar a música nacional que se fará neste século. Os fãs e aqueles que agora começam a descobri-los encontrarão neste livro a história dos cinco músicos que fizeram a banda sonora da vida de várias gerações"


Opinião:

Não sei se por já ter lido, e relido "Conta-me Histórias" de Ana Cristina Ferrão, se por já conhecer a história dos Xutos e Pontapés de cor e salteado (afinal são já mais de 20 anos a acompanhar a banda), que este livro não me conseguiu satisfazer. Terminei de o ler com uma sensação estranha...


O livro é escrito por dois fãs dos Xutos e isso nota-se ao longo das páginas. No entanto a abordagem é um pouco superficial, aborda a história dos Xutos um pouco "pela rama". Se calhar sou eu que esperava algo mais, algo novo, que ainda não soubesse. Foca todos os períodos da banda, mas a sensação com que fiquei é que é lhe falta qualquer coisa mais. A verdade é que quem leia este livro fica a conhecer, de um modo geral, a história dos Xutos e Pontapés, enquanto banda, e a sua discografia. Aliás o que eu senti é que este livro é mais uma história em torno das histórias de cada disco dos Xutos e Pontapés.

Não desgostei, mas não me fascinou nem satisfez. Mas como já disse, talvez o mal seja mesmo meu que já conheço a história da banda e que vivi alguns dos momentos descritos. E no que toca aos Xutos as minhas vivências ultrapassam qualquer descrição, pois a emoção prevalece! Eneste livro falto isso mesmo, emocionar-me, fazer-me sorrir de nostalgia.


Prós:

Nota-se uma intensa pesquisa dos autores e a sua admiração pela bnda, bem como um conhecimento da sua história.


Contras:

O livro procura uma linguagem muito próxima da oralidade, o que nem sempre é bem conseguido. Alguns erros de português como por exemplo: ".. tivemos lá cerca de um mês" quando deveria ser "... estivemos lá cerca de um mês"

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Agustina Bessa-Luís

Agustina Bessa-Luís faz hoje 87 anos. Parabéns!

Nascida em Vila Meã, a 15 de Outubro de 1922, Agustina desde cedo se apaixonou pelos livros, iniciando-se na leitura dos melhores autores ingleses e franceses na biblioteca do avô materno.

Em 1932 muda-se para o Porto para estudar e aí passa a sua adolescência e onde se fixa definitivamente a partir de 1950. Entre 1945 e 1950 vive em Coimbra.

A sua primeira novela Mundo Fechado, é publicada em 1948, mas é com a Sibila, em 1954 que surge o sucesso e o reconhecimento.

Sempre ligada à actividade literária Agustina envolveu-se em diversos projectos: foi membro do Conselho Directivo da Comunitá Europea degli Escrittori (1961/1962), foi directora do jornal diário portuense O Primeiro de Janeiro (1986/1987), assumiu a direcção do Teatro Nacional Dona Maria II (1990/1993), foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social , e é membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts e des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras, e da Academia das Ciências de Lisboa - Classe de Letras.

Ao longo da sua vida foi sendo distinguida com vários prémios entre os quais, A Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), A Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988), o grau de Officier de L'Ordre des Arts e des Lettres (1989), e em 2004 recebeu o mais importante Prémio Literário da Língua Portuguesa - O Prémio Camões.

Na sua vasta obra contam mais de cinquenta títulos, tendo vários dos seus romances sido adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira: Fanny Owen (Francisca, 1981), Vale Abraão (Vale Abraão, 1993), As Terras do Risco (O Convento, 1995), A Mãe de Um Rio (Inquietude, 1998). Filipe Lá Féria adaptou e encenou para teatro, o seu romance As Fúrias, em 1995.


Bibliografia de Agustina Bessa-Luís:

Ficção



Biografias


Teatro


Crónicas, memórias, textos ensaísticos


Literatura infantil


Adaptações cinematográfica


Prémios à autora

  • 1975 - Prémio "Adelaide Ristori" (Centro Cultural Italiano de Roma)
  • 1982 - Prémio da Cidade do Porto
  • 1988 - Prémio Seiva de Literatura (Companhia de Teatro Seiva Trupe), Porto
  • 1996 - Prémio Bordalo de Literatura (Casa da Imprensa)
  • 2004 - Prémio Camões - o mais importante prémio literário da língua portuguesa
  • 2004 - Prémio Vergílio Ferreira (Universidade de Évora)
  • 2005 - Prémio de Literatura do Festival Grinzane Cinema, Turim (Itália)


Prémios às obras




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