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terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Rios de Púrpura" - Jean-Christophe Grangé

SINOPSE:

"Niémans e Abdouf pensavam saber tudo sobre a violência e a morte - para polícias como eles era esse o pão de cada dia. Mas desta vez vão confrontar-se com uma realidade que ultrapassa tudo o que poderiam imaginar: corpos mutilados e torturados, encontrados na posição fetal num mundo mineral e gelado.

Uma encenação macabra, por trás da qual só pode estar uma seita satânica ou um bando de assassinos enlouquecidos.

Mergulhando nos abismos do passado, os dois inspectores trarão à luz do dia as mais alucinantes revelações. A verdade que os espera (que nos espera) ultrapassa tudo o que se poderia prever. E Jean-Christophe Grangé desvenda-nos essa verdade pouco a pouco, com uma arte subtil do suspense que prende irremediavelmente o leitor e o obriga a não parar de ler."

Não conhecia o autor, nunca tinha ouvido falar do livro nem da sua adaptação ao cinema. Mas comprei-o numa promoção por 4,99€, pois na capa diz "O melhor thriller desde O Silêncio dos Inocentes". A sinopse não me pareceu má e por isso aqui estava ele na prateleira dos livros a ler.

Li e adorei! Uma escrita de suspense, de tensão, que prende o leitor e o faz passar cada página com a espectativa do que virá a descobrir, com a respiração suspensa face a incerteza do que pode encontrar.

Um assassino particular e dois polícias não menos peculiares fazem desta história uma vivência emotiva. Niémans é da velha-guarda mas pouco convencional. Tem acessos de fúria que o colocam em situações indesejáveis e uma fobia a cães. Abdouf, polícia argelino, que foge a todas as definições de polícia que conhecemos: um passado de crime, aspecto pouco convencional e acções que quebram as regras.

Dois polícias em cidades distintas começam a investigar dois crimes, que nada têm em comum Um assassínio e um assalto a uma escola. Mas o que parecia serem dois crimes distintos começa a delinear uma trama mais complexa, com tonalidades inesperadas.

Afinal serão assim tão distintos a rapariga desaparecida sem deixar rasto que Abdouf obsessivamente procura e o assassino que Niémans vê perpetuar sem deixar nenhuma pista? As duas histórias cruzam-se num desfecho inesperado, em que o leitor quase deixa de respirar para não acordar o mal.

Uma boa história, onde aos heróis não cabe um final feliz.

Deixo aqui o trailler da adaptação cinematográfica:


terça-feira, 16 de dezembro de 2008

"O Coleccionador de Ossos"

Hoje, como normalmente acontece numa das minhas folgas (senão nas duas), fui até à FNAC, folhear livros. E qual é o meu espanto e satisfação quando vejo este livro:


Já aqui disse que sou fã do Denzel Washington, e agora confesso que sou fã deste filme. Desde a sua edição, em 1999, já o vi várias vezes (não consigo resistir, sempre que sei que vai ser emitido novamente na televisão, fico à espera para ver). Gosto da história, da forma como a resolução dos crimes se desenrola, das personagens e da tensão entre elas. Apesar de já ter lido críticas negativas a este filme, eu gosto e como nunca fui de ir na onda nem nas críticas, admito que para mim é um bom filme e continuarei a vê-lo sempre que tiver oportunidade.

E hoje, ao ver o livro não resisti e... comprei-o! Mas para resistir à sua leitura de imediato, pois tenho muitos livros em lista de espera, pedi que o embrulhassem e coloquei-o na àrvore da Natal (é o meu presente "de mim para mim").


Espero que a leitura seja tão absorvente como o filme, do qual deixo aqui o trailler.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Parabéns Manoel de Oliveira

Adoro, adoro, adoro. Mesmo que me olhem como se fosse um E.T., me apelidem de intelectual e outras coisas, adoro os filmes de Manoel de Oliveira e admiro-o. Gostava muito de o conhecer pessoalmente. E 100 anos é um século, dinâmico, activo, lúcido, consciente, e sempre brilhante!
Parabéns Manoel e que eu tenha muitas vezes mais o prazer de me deleitar com os seus filmes.
E como comemoração do seu nascimento, foi lançada hoje no mercado, uma Edição Especial, numerada, em DVD que oferece um panorama global da obra do realizador, incluindo diversos títulos inéditos. São vinte e uma longas-metragens (onde estão contemplados "Non ou a Vâ Glória de Mandar", "O Quinto Império", "Os Canibais", "Party", entre muitos outros). A edição inclui um disco especial de extras, com a curta-metragem "Rencontre Unique", e um livro de 132 páginas sobre os temas e a estética da obra do realizador de cinema com mais idade no mundo que se encontra no activo. Esta era uma excelente prenda de Natal.

sábado, 13 de setembro de 2008

Manuel de Oliveira em Serralves


Desde Julho que decorre no Museu de Serralves, uma exposição dedicada a Manuel de Oliveira e amanhã terá início o ciclo de cinema do cineasta. Será que é desta vez que consigo rever alguns dos filmes de Manuel de Oliveira, como "O Convento" , "Vale Abraão" ou "Francisca"? Espero que sim.


Confesso que ainda não fui ver a exposição porque quero fazê-lo no dia 5 de Outubro,às 18h30, na visita guiada por Luís Miguel Cintra.


Aqui fica o link para a página do Museu de Serralves:

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Salgueiro Maia... 16 anos de ausência


Muito haveria a dizer de Salgueiro Maia. Homem, militar, marido, pai, apaixonado por castelos... Homem que acreditou em sonhos... Homem que concretizou sonhos...



Mas hoje não vou aqui falar muito de Salgueiro Maia. Talvez um dia o faça, mas hoje pretendo, apenas, deixar-lhe a minha homenagem. Para mim será sempre um dos meus heróis.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Manoel de Oliveira

Alguns de vocês já sabem e perguntam-me: "Como é que gostas de Manoel de Oliveira?"; outros ficarão agora a saber e, provavelmente, perguntarão o mesmo.

Mas a verdade é que gosto mesmo dos filmes de Manoel de Oliveira. São filmes profundos, com diálogos fantásticos, que contêm sempre uma reflexão social, moral, religiosa.
Os filmes de Manoel de Oliveira são, normalmente, caracterizados como "parados", devido à "lentidão" com que se desenrrola a acção e aos movimentos subtis da câmara, fazendo grandes planos de objectos ou cenários. Para mim, os filmes de Manoel de Oliveira são plenos de acção, não de uma acção visual, mas de uma acção emotiva, reflexiva, onde as palavras e os conteúdos assumem o papel principal, deixando os actos em segundo lugar. O seu cinema é um cinema que comunica pelas palavras e pela imagem, não pela acção. Para entender e gostar de Manoel de Oliveira é preciso penetrar fundo nos diálogos, na história, geralmente adaptada de textos literários. Manoel de Oliveira, cria nos seus filmes, personagens , que representam, acima de tudo, conceitos, ideias, ideais, personagens irreais em cenários reais.

Sempre fui ver os seus filmes sózinha, mas é assim que me fazem sentido, em especial se forem vistos no Quarteto ou no King. São momentos únicos, momentos meus, que eu adoro.

Manoel de Oliveira tem hoje 98 anos e é um dos portugueses que eu gostaria de conhecer.


Aqui fica a sua biografia:

Manoel Cândido Pinto de Oliveira nasceu a 12 de Dezembro de 1908, no Porto, no seio de uma família burguesa (o seu pai foi o primeiro fabricante de lâmpadas português). Desde muito cedo acompanhava o pai ao cinema, o que lhe despertou o interesse pela sétima arte. Estudou no Porto, no Colégio Universal, e na Galiza, no Colégio Jesuíta de La Guardia.
Aos 20 anos, inscreveu-se na Escola de Actores de Cinema, participando como figurante num filma de Rino Lupo, em 1928 - "Fátima Milagrosa".

A 21 de Setembro de 1931 estreou no Congresso Internacional da Crítica a versão muda de "Douro, Fauna Fluvial". Em 1933, é mais uma vez actor, no filme "Canção de Lisboa" e em 1934 estreou a versão sonora de "Douro, Fauna Fluvial".

Manoel de Oliveira destaca-se, entretanto, no automobilismo, chegando mesmo a vencer a "II Rampa do Gradil", em 1938. Casa-se com Maria Isabel Brandão Carvalhais, em 1940.

A sua primeira longa-metragem "Aniki-Bóbó" é realizada em 1942. Na década de 50, por falta de apoios financeiros não realiza alguns filmes que já existiam no papel, tendo-se dedicado então, à produção agrícola da família, na região do Douro. Em 1955 realizou um estágio intensivo na Alemanha, nos laboratórios da AGFA, com o objectivo de estudar a cor aplicada ao cinema. A década de 60 é a década da consagração internacional - Homenagem no Festival de Locarno, Itália, em 1964 e passagem da sua obra na Cinemateca de Henri Langlois, Paris, em 1965.
Em 1980 recebeu a Medalha de Ouro pela sua obra, atribuída pelo CIDALC, e em 1985 o seu filme "Le Soulier de Satin" é galardoado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

Em 1988 apresentou, no Festival de Cannes, o folme "Os Canibais" e em 1990 "Non ou a Vã Glória de Mandar" foi exibido extra concurso, com uma menção especial do júri oficial. São várias as homenagens que tem recebido - Veneza (1991), La Carmo (1992), Tóquio (1993), São Francisco e Roma (1994), entre outros. A Sociedade Portuguesa de Autores atribuiu-lhe, em 1995, o Prémio Carreira e em 1997, a SIC e a revista CARAS atribuiram-lhe o Prémio de Melhor Realizador.

(para a biografia foram consultados: www.citi.pt e pt.wikipedia.org)


Num próximo post colocarei a filmografia completa de Manoel de Oliveira, com uma breve sinopse de cada um dos filmes.

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