Sábado, 11 de Julho de 2009

Feira do Livro no Jumbo


Pois é, o Elefante dedicou-se aos livros (pelo menos a alguns) e de 9 a 21 de Julho tem descontos interessantes. E quem tiver Cartão Jumbo ainda tem descontos adicionais em alguns títulos.


Aqui ficam alguns dos livros (existem muitos outros, incluindo infantis):

COM 20% DE DESCONTO
  • "No Teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Até que o Rio nos Separe" de Charles Martin
  • "Bons Sonhos Meu Amor" de Dorothy Koomson
  • "Baunilha e Chocolate" de Sveva Casati Modignani
  • "O Pacto" de Jodi Picoult
  • "Um Homem com Sorte" de Nicholas Sparks
  • "Amanhecer" de Stephenie Meyer
  • "Jerusalém" de Mia Couto
  • "Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa
  • "Não Sei Nada Sobre o Amor" de Júlia Pinheiro
  • "Pegadas na Areia" de Margaret Fishback Powers
  • "O Tigre Branco" de Aravind Adiga
  • "O Rstro do Jaguar" de Murilo Carvalho

COM 40% DE DESCONTO
  • "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón
  • "1808" de Laurentino Gomes
  • "O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos
  • "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares
  • "Quem Quer Ser Bilionário" de Vikas Swarup

COM 30% DE DESCONTO
  • "A Ilha" de Victoria Hilsop (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Pânico" de Jeff Abbott (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Tudo por Amor" de Jodi Picoult (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Crepúsculo" de Stephenie Meyer (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Lua Nova" de Stephenie Meyer (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)


Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Novas aquisições

Eu tenho estado a conseguir resistir à tentação e não tenho comprado livros. Tenho dois escolhidos no Círculo de Leitores e mais nada. Mas hoje fiz uma aquisição, ou melhor 2 em 1! Mas hoje merecia... após ter tido ontem um dia de trabalho que começou às 08h30 da manhã e acabou já hoje às 03h30 da madrugada. É verdade, hoje mereci este miminho, este acto de liberdade cultural que é a escolha e a compra de um livro... sempre ajuda a esquecer a "escravatura"!

A escolha de hoje deve-se a três factores:

Primeiro: Gosto de literatura japonesa, com todos os seus aspectos surreais, fantasmagóricos que nos transportam ao íntimo do ser humano, aos receios e medos profundos do Homem. é uma literatura mais intimista, reflexiva, existencial;

Segundo: li há uns tempos no blogue À Margem a crítica a este livro e desde então que fiquei com vontade de o ler;

Terceiro: o preço. Dois livros por 5,00 € (e como sou aderente FNAC paguei 4,50 €).

E eis as aquisições:





Domingo, 5 de Julho de 2009

Gradiva reedita "Cosmos" de Carl Sagan

Comprei este e li-o em 1992. Custou-me 895.00$, na edição "Gradiva Bolso", na loja da Valentim de Carvalho, no Rossio. Um livro excelente, ciência escrita de forma acessível a todos.

Agora, em reedição pela Gradiva.
















Sábado, 4 de Julho de 2009

"Hotel Lusitano" - Rui Zink

SINOPSE:

"Ficámos instalados no Hotel Lusitano, uma espelunca de quatro andares situada nas traseiras do Hotel Mundial, onde entráramos primeiro a ver os preços, mas do qual desistimos por razões óbvias. De qualquer modo, estávamos ao pé do centro da cidade, e isso era o mais importante. Em menos de um minuto púnhamo-nos no Rossio, a praça central. Aliás, o próprio Hotel Mundial ficava por detrás da Praça da Figueira, que por sua vez ficava atrás do Rossio. Que era, como foi dito, a praça central, isto é, o centro. À primeira vista, parece complicado, mas in loco vê-se que é fácil. Acreditem. Se não acreditarem, vão comer sabão.

O quarto não era a oitava maravilha do mundo - as paredes cobertas de um papel berrante tipo mata-moscas, por exemplo, estavam a cair. Mas as camas eram minimamente confortáveis, e mais não se podia pedir quando se ia para a selva não é? L'aventure c'est l'aventure. E aquele quarto até tinha duche, só que (descobri-o dolorosamente) a água quente não era propriamente a mais assídua das visitas. Mas não nos importámos. Tínhamos de ser enérgicos, decidíramos. Desporto. Exercício. Desporto. Exercício. Um, dois, um, dois."

"Dois americanos vêm a Lisboa, ao engano. Que lhes pode acontecer? Sexo, aventura, morte. Muita acção, sangue q.b., duas lágrimas de mar salgado, três de humor, tudo frito em lume brando, como de costume.

Finalmente, em livro, a história em que Gene Kelly se inspirou para filmar Um Americano em Paris."

Este é o primeiro livro de Rui Zink que li e confesso que me surpreendeu. Gostei bastante. A história retrata as vivências de dois americanos (um pintor e um escritor) em Lisboa. A viagem começa por ser uma total incógnita, pois nenhum deles sabe mais de Portugal do que o que leram num guia turístico. O destino fora escolhido ao assistirem à vitória de Carlos Lopes na Maratona dos Jogos Olímpicos, pela televisão. Nada sabiam do país, apenas que era barato. E era disso que precisavam: de um país barato!

Ao chegarem a Lisboa iniciam o seu conhecimento da cidade e da sua gente, ajudados por Mário, um pintor que conhecem numa exposição. Entre paixões, aventuras e até uma prisão, Rui Zink faz um retrato de Portugal e da sua gente, com um humor brilhante.

Deixo aqui dois excertos:

"A multidão que percorria o Chiado - a Tifany's Street de Lisboa - era, como é natural, constituída pelos mais diversos tipos fisiológicos, mas o modelo predominante era indubitavelmente o atarracado-baixote, tanto nos homens como nas mulheres. Roupagens escuras, pretas, cinzentas, castanhas, estados de espírito da mesma cor estampadas no rosto, com ou sem sacos de plástico numa mão e malinha na outra, era um divertido espectáculo vê-los a andar de um lado para o outro, como carrinhos de choque numa feira de província."

"Esta gente tem algo de medieval. Por exemplo não têm grande noção do que é um espaço próprio, individual. Na rua andam todos aos encontrões, ninguém se desvia, cospem para o chão. No autocarro, eu, que tenho quase o dobro do tamanho da maioria deles, é que sou obrigado a encolher-me para que um qualquer pequenitates de pernas arqueadas ocupe dois terços do banco. Na rua, em horas de ponta, tenho de andar como por entre a chuva, de lado, a contorcer-me, para não chocar com esta velhota, aquele gajo, esta mãe com os seus dois filhos. Merda, acaba por irritar."

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Novidades Assírio & Alvim




Sinopse:

"não é um romance, nem sequer uma novela.
é uma história, uma confissão, um retrato, uma dor, um obscuro palco dos teatros da amargura?
é um poema despedaçado, irrompendo de uma desusada prosa?
é a terra, a casa, o lugar, a família, a sua solidão, intempestiva e silenciosa.
é isto ou aquilo, o que se quiser, quando se olha para dentro e para lá do rosto dos homens."

j.a.b.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Novidades Gradiva


Como é que, na nossa vida, uma coisa conduz a outra?

Um cruzamento surpreendente da física com as ciências sociais. Uma explicação de como podemos compreender o comportamento humano através da apreciação da totalidade das decisões tomadas, e não da análise de acções individuais. De Thomas Hobbes e Adam Smith à investigação moderna sobre o tráfego rodoviário e o funcionamento dos mercados, contemplando áreas tão distintas como a economia, a sociologia e a psicologia, Philip Ball mostra-nos como somos afectados, exactamente, pelo comportamento dos outros. Existirão «leis naturais» a reger a realidade humana? E como é que, na nossa vida, as coisas se encadeiam?


O QUE SE DIZ SOBRE O LIVRO

«[Ball] está tão à vontade quando se debruça sobre a ficção de Tolstoi e Vonnegut como quando se debruça sobre a mecânica newtoniana, a economia keynesiana ou uma multidão que canta em coro num desafio de futebol. A sua abrangência é enorme – e valiosa.» Daily Telegraph

«Há algo para toda a gente – as causas da criminalidade, o modo como as cidades se desenvolvem, a diplomacia arriscada da guerra fria, o modo como o pânico se espalha por uma multidão, a forma da Internet e o velho favorito, o jogo de rede dos «seis graus para Kevin Bacon». Uma cornucópia de tópicos compensadora… escrita sempre de forma elegante.» Fortean Times

«Ball investiga muito para lá das parangonas actuais… Substancial, impecavelmente investigado e… persuasivo. Para alguém que queira aprender algo sobre a fermentação intelectual, no cruzamento surpreendente da física e das ciências sociais, Massa Crítica é o ponto de partida.» Nature

«Lúcido, acessível e envolvente… Ball defende o argumento de forma persuasiva e abrangente e é um antídoto bem-vindo contra o pensamento popular individualista.» Glasgow Herald

«Requintadamente produzido e exaustivamente investigado… Ball escreve de modo paciente e eloquente… Excitante… Uma chamada empolgante às fileiras e uma resposta elegante à tradição superficial do empirismo britânico.» Independent

O AUTOR

Philip Ball é químico, com doutoramento em física. Foi um dos editores da revista Nature durante mais de dez anos e tem Uma dezena de livros publicados. Massa Crítica valeu-lhe o Prémio Aventis em 2005. Philip Ball é hoje um escritor a tempo inteiro. Mora em Londres.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

"Maigret & O Assassino do Canal" - Simenon

Sinopse:


"Perto de uma eclusa, uma mulher aparece morta numa estrebaria. A sua identidade é desconhecida, ignorando-se também o que a terá levado até ali. Maigret inicia a investigação. A vítima só é identificada aquando da chegada do Southern Cross, iate de que é proprietário Sir Walter Lampson, o marido. Todavia, o nome pelo qual era conhecida é falso e a sua verdadeira identidade permanece um mistério. Até que algumas pistas lançam Maigret no encalce de La Providence, uma barcaça onde vive Jean, um homem taciturno cuja solidão encobre um doloroso segredo."

Este livro foi publicado, pela primeira vez, em 1931, e é o primeiro livo de Simenon que leio. Um livro pequeno, simples, mas com uma narrativa mais centrada no pensamento lógico-dedutivo do detective Maigret do que na acção do crime em torno do qual se centra a história.

A história é simples, assim como a linguagem utilizada. Ao longo da narrativa acompanhamos Maigret na procura de um assassino, acompanhando as suas acções, observações e deduções.

Um livro que se lê bem.

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Avidez mórbida ou oportunidade de negócio?

Ao ler esta notícia no Blogtailors, surgiu-me a seguinte reflexão:



Com a rapidez com que o mercado produz biografias e reportagens sobre os mortos, famosos, recentes, dou por mim a pensar: será que os famosos têm uma espécie de pré-aviso da morte (isto é, avisam previamente que irão morrer para que exista tempo de preparar todo o merchandising associado ao post-mortem)? Ou será que a avidez do mundo moderno se dá ao trabalho de ter já preparados uns quantos "trabalhos" ou "rascunhos" sobre alguns famosos, não se vá dar o caso de ele morrer de repente? Se a realidade for esta segunda opção, não deixa de ser mórbido, apesar de também se poder apelidar de "visão de futuro no negócio". É que da morte ninguém escapa!

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

"Sem Sangue" - Alessandro Baricco

SINOPSE


"Quando os seus inimigos finalmente o encontram, Manuel Roca obriga Nina, a sua filha pequena, a meter-se num esconderijo debaixo de um alçapão na despensa, a partir do qual testemunhará o assassinato do seu pai e do seu irmão. Após a matança, Tito, um dos assassinos, encontra o esconderijo de Nina, mas, apiedado da inocência da criança, não diz nada aos seus cúmplices. Décadas mais tarde, Nina é uma intrigante mulher que passeia pela rua quando encontra um já idoso Tito a vender lotaria. Este encontro revelará até que ponto a traumática experiência da sua infância marcou ambas as personagens, e se serão alguma vez capazes de a superar."


Um livro pequeno, que seria apenas de meia dúzia de páginas não fosse o enorme tamanho da letra.

Não irei falar da história, pois isso era contá-la.

Quanto à leitura deste livro, não foi boa nem má, foi uma leitura que quando terminou, terminou. Não deixou nada das suas personagens em mim. É pena, pois considero a escrita do autor muito agradável. No entanto a história, que mais se assemelha a um conto, de tão pequena que é, parece uma história inacabada, um capítulo de uma história maior. Pensando bem, fico com a sensação de que este livro é um epílogo (um pouco extenso) de uma verdadeira história que não foi escrita.

A eternidade efémera

Morreu Michael Jackson, o Rei da música Pop. Tinha 50 anos e uma vida plena de êxitos e escândalos.

A música mundial está de luto.

Nunca fui fã, não tenho nenhum disco dele, mas sem dúvida que era dotado de uma voz inconfundível, capaz de uma melodia envolvente. E se dançava... Enfim , o homem era um espectáculo em palco.

Mas como em todos os comuns mortais (por muito que nos custe acreditar, os ídolos são comuns mortais como todos nós), a vida não é só coisas boas e a sua foi plena de escândalos e até de alguma bizarria (direi eu).

Mas o mundo vai para sempre lembrar o Mickael Jackson cantor, encantador de multidões.

E a música perde mais um dos ícones inigualáveis.

Deixo aqui algumas fotos, do artista que procurava a perfeição e que se utilizou a si próprio como um palco.