Sábado, 3 de Março de 2012

"O Sabor da Vingança" - Karen Rose

Título: O Sabor da Vingança

Autor: Karen Rose

Tradutor: Maria João Freire de Andrade

Editora: Círculo de Leitores

Edição: Junho 2009

Páginas: 432



Sinopse:

"Dana Dupinsky guarda muitos segredos: novas identidades, novos endereços, e até algumas verdades que esconde de sei mesma. Dedicada à Hanover House, um abrigo para mulheres, Deana sempre se mostrou relutante em procurar o amor. Porém, quando uma mulher e uma criança se encontram em perigo de morte, parece que o amor anda à sua procura. Ethan Buchanan jurou perseguir a mulher que raptou o seu afilhado, e apaixonar-se não está nos seus planos, mas a simples presença de Dana parece afastar os fantasmas que o assombram, e a sua capacidade para evitar perguntas pessoais aumenta os instintos de caça de Ethan. Hanover House tem um novo segredo mortal: um assassino tece uma teia de vingança, e Dana é a próxima vítima..."


Opinião:

Quando Dana recebe uma mulher e o seu filho na Hanover House, está muito longe de imaginar os problemas que está a trazer para aquela casa, que pretende ser um refúgio seguro para as mulheres que a procuram. Mas aquela mulher e aquela criança cedo se revelam estranhos e despertam a curiosidade de várias pessoas.

Ethan procura o seu afilhado surdo, raptado de sua casa, juntamente com a sua terapeuta da fala que apareceu morta horas mais tarde.

Dana estava no terminal rodoviário à espera de mais uma mulher maltratada pelo marido, que tinha conseguido encetar uma fuga e procurava agora um local seguro para reiniciar uma vida nova. Ethan estava no mesmo terminal rodoviário, a ver as cassetes de video-vigilância em busca do rasto do afilhado. Quando os dois se cruzam por acaso, não conseguem imaginar o quanto o quanto os liga.

Uma história intensa, onde uma vingança doentia e obsessiva ocupa o papel central.

Um bom livro!


"O Assassino Inglês" - Daniel Silva

Título: O Assassino Inglês

Autor: Daniel Silva

Tradutor: Vasco Teles de Menezes

Editora: Bertrand Editora - 11/17

Edição: Julho 2010

Páginas: 438



Sinopse:

"Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio. Allon vê-se inesperadamente  abraços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios - alguns dasua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar."


Opinião:

Mais uma leitura de Daniel Silva que me deixou satisfeita. A forma como o autor escreve faz com que o leitor se sinta tão próximo das personagens, que após alguns livros, Gabriel Allon é já um conhecido com o qual gosto de me reencontrar. É esta a sensação com que fico ao ler mais esta aventura do restaurador de arte.

Daniel Silva tem uma escrita"cinematográfica", o que faz com que a leitura dos seus livros seja uma viagem quase sensorial pela história - conseguimos, à medida que lemos, visualizar os locais, as personagens, as suas expressões. Conseguimos sentir as suas emoções.

De Londres a Zurique, passando pela Córsega, por Portugal e por Veneza, a acção desenrola-se a um ritmo intenso, que torna difícil para a leitura.

Gostei bastante.






Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

"Em Busca de Uma Voz Distante" - Taichi Yamada

Título: Em busca de uma voz distante
Autor: Taichi Yamada
Tradutor: Maria Helena Serrano
Editora: Civilização Editora
Edição: 2006
Páginas: 206

Sinopse:

"Do autor de Desconhecidos, mais um romance assombrosamente pungente, imbuído de um belo e melancólico sentimento de ânsia. Kasama Tsuneo é funcionário da Imigração em Tóquio e luta para ter uma vida "normal" após um incidente, há oito anos, do outro lado do mundo, em Portland, Oregon. Certo dia sofre um  estranho choque emocional e a sua vida ameaça fugir do seu controlo.
Taichi Yamada explora ideias de sexualidade, culpa e identidade, ao mesmo tempo que expõe novamente as suas qualidades únicas de contador de histórias e o seu dom inquietante de misturar o dia-a-dia com o surreal."

Opinião:

Brilhante!!! Já conhecia o autor e não esperava nada menos que brilhante, o que se confirmou.
Em busca de uma voz distante, é um livro forte, intenso, emocionalmente perturbante, por vezes clautrofóbico. Sentimos a ansiedade de Kasama Tsuneo, a opressão do seu peito no nosso e por vezes sustemos a respiração sem dar por isso.

Uma história que nos conduz aos medos e segredos da personagem, à sua sexualidade reprimida, à sua necessidade de libertação emocional.

Mais um livro que vem confirmar a minha paixão pela literatura japonesa!

Prós: A intensidade emocional da história.

Contras: Não tem

"O Anjo Branco" - José Rodrigues dos Santos

Titulo: "O Anjo Branco"
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Edição: 1.ª edição - Outubro 2010
Páginas: 678

Sinopse:

"A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia  perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo.

O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco tranforma-se numa lenda no mato.


Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África."

Opinião:

Adorei!!! Um livro forte, sem rodeios e sem tomar partidos. A história de José Branco, um homem que viveu de acordo com os seus princípios de igualdade, respeito e liberdade.

Não vou falar sobre a história pois há histórias que têm de ser vividas para se compreenderem e ler este livro é isso mesmo - é viver uma história, ou histórias, que foram as histórias de muitos portugueses. Um livro sobre a Guerra Colonial, sem máscaras, sem medos e sem "politicamente correctos".

Prós: a realidade com que a história é escrita, de forma imparcial, sem tomar partido por nenhuma das partes. A escrita a que José Rodrigues dos Santos já nos habituou, e que cativa desde o primeiro parágrafo.

Contras: Não tem.

Sexta-feira, 13 de Janeiro de 2012

"As Memórias do Livro" - Geraldine Brooks

Título: "As Memórias do Livro"

Autor: Geraldine Brooks

Tradutor: Ângelo dos Santos Pereira

Editora: Casa das Letras

Edição: 1.ª Edição - Outubro 2008

Páginas: 386



Sinopse:

"Vencedora do Prémio Pulitzer, Geraldine Brooks oferece-nos este complexo e ambicioso romance estruturalmente rico e de grande intensidade emocional que arrasta os seus leitores para uma aventura que vai de Espanha às ruínas de Serajevo, de Veneza às rochas ancestrais do norte da Austrália.
Em 1996, é oferecido a uma conservadora de livros raros o sonho da sua vida: a conservação de um misterioso e magníficamente iluminado códice hebraico da Espanha do século XV, dalvo da destruição da biblioteca de Serajevo. Quando Hanna descobre uma série de minúsculos artefactos na encadernação do livro - um fragmento de uma asa de insecto, manchas de vinho, pedras de sal, um cabelo branco - começa a aceder aos mistérios ancestrais que envolveram o livro e a desvendar as histórias dramáticas daqueles que tudo fizeram para o proteger.
As Memórias do Livro está repleto de inesquecíveis vozes do passado, mas é a voz de Hanna - controversa e contemporânea - que o converte numa leitura compulsiva que transcende os habituais limites da ficção histórica.
Inspirado numa história verídica e prendendo o leitor desde a primeira página, As Memórias do Livro contém  todas as características da escrita que levou Geraldine Brooks a receber o Prémio Pulitzer."

 
Opinião:
Já tinha este livro para ler há bastante tempo e ainda bem que o li entretanto. Gostei muito da escrita da autora e da forma como a história é contada: um capítulo sobre o que está a acontecer no momento actual, com a conservação da Hagadá seguido de um capítulo que nos conta a história dessa mesma Hagadá. E é essa história que é fascinante!!! Um livro escrito por uma judia, refugiada e protegida por muçulmanos torna-se numa relíquia que séculos mais tarde protegido em Serajevo, com a própria vida dos que conhecem o seu segredo.
A história é fascinante e que gosta de livros perder-se-á nesta narrativa, sentindo o cheiro dos pergaminhos, o toque das suas páginas, a fragilidade que resistiu a tantas aventuras.
Paralelamente à história da Hagadá, temos a história de Hanna, a jovem e promissora conservadora de livros, que ao mesmo tempo que recupera o códice hebraico, faz o mesmo à sua vida: avalia a sua fragilidade, descobre as suas fortalezas, recupera e restaura o que é necessário.
Duas histórias impressionantes: a Hagadá e Hanna.
Prós: A escrita fascinante, a estrutura da narrativa e a história.
Contras: Não tem

Olá 2012!!!


Olá a todos!


No ano que passou estive um pouco ausente deste espaço. Não foi o ano em que mais publiquei - bem pelo contrário, foi o ano em que menos publiquei.


A minha ausência deve-se a vários factores, entre os quais está o meu outo blogue http://casadabijutaria.blogspot.com/ que traduz a minha actividade pelo mundo da bijutaria e que começou como um passatempo, mas que no ano de 2011 cresceu e neste momento assume uma parte muito importante da minha vida. E como devem imaginar, ente criar as peças, elaborá-las, fazer Feiras de Artesanato, responder a todos os pedidos de informação, encomendas, facebook, não sobra tanto tenmpo como dantes para este cantinho, que continua a ser muito especial para mim.

Mas continuei a ler, sempre a ler... Os livros continuam a fazer parte da minha vida (e uma parte muito importante), apesar de nestes últimos tempos a s novas aquisições terem sofrido um pouco, mas é o reflexo da crise. Mas não julguem que me faltam livros para ler, porque não faltam; continuo a ter imensos livros na secção "a aguardar leitura".

Este ano não vou fazer balanços de quantos livros li, quantas páginas tinham esses livros, nem criar objectivos de  leitura: tal como a vida é uma continuidade, a passagem de ano também o deve ser e não o fim de algo ou o princípio de coisa alguma. Passei do dia 31 de Dezembro para o dia 1 de Janeiro, tal como passarei de hoje para amanhã, dando continuidade ao meu projecto de vida que se contrói a cada dia que passa, a cada realização conseguida, a cada momento vivido.

Tenho cinco livros já lidos que ainda não comentei, e serão esses os próximos posts deste blogue.

Espero que gostem e que me continuem a visitar. Eu continuarei a comentar aqui os livros que vou lendo, com muito prazer!!!

Sábado, 19 de Novembro de 2011

"Marina" - Carlos Ruiz Zafón

Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Maria do Carmo Abreu
Editora: Planeta
Edição: 4.ª Edição
Páginas:260

Sinope:

"«Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear poe ente as brumas da estação da Francia  e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca.

Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas sa alma. Este é o meu».

Na Barcelona de 1980, Óscar Drai sonha acordado, deslumbrado pelos palacetes modernistas próximos do internato onde estuda. Numa das escapadelas nocturnas conhece Marina, uma rapariga audaz e misteriosa que irá viver com Óscar a aventura de penetrar num enigma doloroso do passado da cidade e de um segredo de família obscuro. Uma misteriosa personagem do pós-guerra propôs a si mesmo o maior desafio imaginável, mas a sua ambição arrastou-o por veredas sinistras cujas consequências alguém deve pagar ainda hoje."


Opinião:

Carlos Ruiz Zafón é um autor indescritível, e com este seu livro estabeleci uma relação muito afectiva.

O livro é pequeno, lê-se rapidamente, mas deixa no leitor a sua marca para todo o sempre! É impossível não ficar emocionalmente ligado às personagens, de tão fortes que são e da forma como conseguem entrar no mais íntimo de nós. Uma história de dois adolescentes, que se cruzam com uma realidade obscura, ou será, que se cruzam com os seus medos mais íntimos?

A história é bela, as personagens apaixonantes, a escrita fantástica. Enfim, é Carlos Ruiz Zafón!

Não vou contar a história, pois tem mesmo de ser lida para ser compreendida e, o mais importante, para ser sentida!

Sem dúvida, um dos melhores livros deste ano!

Prós: Tudo.

Contras: Nada.

Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011

"O Palestiniano" - Antonio Salas

Título: O Palestiniano
Autor: Antonio Salas
Tradutor: António Carlos Carvalho
Editora: Planeta
Edição: 1.ª Edição Novembro 2010
Páginas: 662


Sinopse:

"«... Tive sorte. Vladimir Ramírez marcou-me encontro muito perto da mesquita de Caracas, à qual ia todas as sextas-feiras para rezar. E em plena gravação fomos interrompidos pelo telefone. Era o irmão dele... Carlos, o Chacal. Passou-me o telefone para que eu o cumprimentasse, e a nossa primeira conversa começou em árabe... Mais tarde, depois do meu adestramento paramilitar, co contacto com a ETA e as FARC na Venezuela, e dos contactos com o Hizbullah no Líbano e com o Hamas na Palestina, o Chacal iria converter-se no meu mentor e iria ligar-me directamente todas as semanas para me dar instruções...»

Depois de seis anos infiltrado sob a identidade fictícia de Muhammad Abdallah em diversas organizações terroristas surge O Palestiniano, uma crónica surpreendente em que o conhecido jornalista de investigação Antonio Salas nos relata este tempo vivido até ao limite, para tentar revelar aos leitores o que existe de verdadeiro ou de falso nas aterradoras notícias que nos atingem todos os dias acerca da escalada da violência no mundo.

Espanha, Palestina, Israel, Marrocos, Tunísia, Síria, Mauritânia, Venezuela, Egipto, Suécia, Líbano... são os cenários desta investigação sem precedentes, tão valiosa que ultrapassa as fronteiras do papel. Antonio Salas desenhou uma revolucionária página web, de consulta complementar à leitura do livro, com material inédito que ajudará a compreender melhor o gigantesco puzzle do terrorismo internacional.

O Palestiniano é uma nova forma de entender o jornalismo de investigação"


Opinião:

Adoro Antonio Salas. Confesso que sou sua fã, da sua coragem, da sua humildade e até, de certa forma, da sua inocência (no sentido de que as suas investigações não têm segundas intenções, para além de conhecer e dar a conhecer a verdade).

Este é o terceiro livro do autor, e é o terceiro livro que leio. Tal como os outros dois, "Diário de um Skin" e "Um ano no tráfico de mulheres", "O Palestiniano" não é uma história bonita, apesar de em alguns momentos o autor nos conseguir arrancar um sorriso ou até um riso mais alargado, com a sua ironia ou golpes de "protecção de Allah".

Desde os checkpoints israelitas, às FARC, à ETA, ao Hamas ou ao Hizbullah, António Salas conta-nos uma verdade da qual só sabemos pequenas partes (ou nem isso!). O terror, o medo, o desespero, estão presentes ao longo das mais de seiscentas páginas que relatam seis anos de investigação.

É precisa muita coragem para que ao longo de seis anos se viva uma personagem criada, uma religião que nos era estranha, hábitos alimentares e de vida que são opostos ao que até aqui tínhamos. Se dúvidas existirem sobre a coragem de Antonio Salas, talvez o facto de se ter circunsisado para que a sua identidade fosse credível retire as dúvidas.

A crónica destes seis anos de infiltração nas redes de terrorismo mais temidas e ainda activas no nosso mundo actual é aterradora.

O Palestiniano é um livro obrigatório para se conhecer o mundo em que vivemos, onde o Oriente, o Islão e o Islamismo já não são assim tão distantes.

Mais uma vez o autor se expõe aos leitores, nas suas fraquezas e medos através das suas confissões, algumas delas que quase nos levam a querer confortá-lo de tão intensa é a sua vivência.

Podia estar aqui horas a escrever sobre este livro, mas termino apenas com o aleya do Sagrado Alcorão que está na contracapa do livro:
"Nenhum ser sabe com quem se vai deparar amanhã, 
nem ser algum sabe em que terra vai morrer..."
Sagrado Alcorão, 31, 34

Prós: Tudo. A escrita do autor, que se desenrola como se estivesse a conversar connosco numa tranquila espalanada. As vivências que nos transmite, os conhecimentos, a intensidade.

Contras: Neste livro apenas encontro um contra, que pode ter sido a garantia de sobrevivência do autor - a infiltração acaba sem um fim planeado. Mas no rumo que tomava, o fim podia ser fatal.

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

"A Morte Oportuna" - Jacques Pohier

Título: A Morte Oportuna

Autor: Jacques Pohier

Tradutor: Gemeniano Cascais Franco

Editora: Editorial Notícias

Edição: 1.ª Edição - Julho de 1999

Páginas: 320


Sinopse:

"Poderá haver uma "morte oportuna"? A morte não é sempre, por definição, inoportuna? Na sua advertência ao leitor, Jacques Pohier refere aqueles que, marcados por uma doença invencível, se encontram sujeitos a violentíssimos sofrimentos, chegando ao ponto de "deseehar que a morte ponha cobro às suas provocações". O objectivo deste livro é discutir o nosso próprio olhar sobre a morte, ou melhor, sobre uma vida que passou a considerar a morte, não como uma entidade exterior, mas sim como uma componente interior. O autor manifesta-se contra a dependência terapêutic ou contra as decisões sobre tratamentos tomadas por outros: segundo ele, cada um deve ter o direito de poder decidir a data e a forma da sua própria morte. Para que isso se torne possível, será necessário alterar a legislação vigente"



Opinião:

Um livro fantástico!!! Para quem gostar de er sobre estes assuntos, recomendo vivamente. O autor foi dominicano entre 1949 e 1989. Entre as suas obras destaca-se o livro "Quand je dis Dieu", livro que originou a sua exoneração da igreja católica. Depois de ser ver privado da sua licença de teólogo, trabalhou para a Associação para o Direito de Morrer com Dignidade, da qual foi secretário-geral e por fim presidente. É com base nessa sua experiência que surge este livro, uma profunda reflexão sobre o direito de cada um poder escolher o momento da sua morte. Não é uma apologia ao suicídio, mas antes uma defesa de uma vida digna, optando por uma morte consciente e "oportuna".

Um livro que fala da morte com um extremo carinho e respeito pela vida.

Um livro que apesar de ir ao encontro de muitas das ideias que professo, me fez reflectir de forma profunda sobre estas questões. Adorei!!!

Prós: O tema, muito bem desenvolvido, sem juízos de valor ou moralidades. A seriedade e respeito com que o tema é abordado.

Contras: Não é bem um contra, pois sabemos que o autor se baseia na sua vivência, mas as partes em que a legislação é analisada pode tornar-se mais abstrato por não ser a nossa realidade legislativa.

Domingo, 2 de Outubro de 2011

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