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domingo, 19 de outubro de 2008

"O Caso da Rua Direita" - Carlos Ademar

Sinopse:

"Em Lisboa, pela calada da noite, um carro com sangue é encontrado abandonado junto a um café. À mesma hora, no Hospital de Santa Maria entra um cadáver. As marcas do crime não deixam dúvidas. Quem matou o capitão Matias? A personalidade do defunto lançava a suspeita sobre muita gente: um marido enganado; uma mulher humilhada; uma loura vistosa; ligações a uma organização criminosa...

Uma brigada dos Homicídios embarca na aventura de tentar obter resposta.

Um livro que é um retrato fiel do quotidiano dos investigadores, das tensões vividas entre si, das paixões geradas, das frustrações e das suas dúvidas.

Mas que nos dá também a conhecer os métodos seguidos, as estratégias adoptadas, os meios utilizados, os desafios a vencer.

E, por fim, a resposta?"

Este foi o primeiro livro de Carlos Ademar que li, e foi o que me fez comprar as outras três obras do autor. É, talvez, de todos o mais simples, quer na história, quer na escrita. A história relata a investigação do caso da morte do capitão Matias, um homem simples e discreto, mas que à medida que a investigação avança se vai revelando não tão discreto e simples como nos parecia.

Um livro que retrata de forma muito fiável o quotidiano das brigadas de Homicídios da Polícia Judiciária, as suas lutas, vitórias, enganos e desenganos.

Um policial passado em Lisboa e escrito por quem tão bem conhece esta cidade e os seus segredos.

sábado, 18 de outubro de 2008

"Memórias de um Assassino Romântico" - Carlos Ademar

Sinopse:

"Depois de vários anos a trabalhar na Polícia Judiciária, ao receber uma herança Xavier decide abandonar a carreira e tornar-se detective privado. A sua experiência revelara-lhe que a Justiça tem dois pesos e duas medidas e que interesses pouco claros impedem, a maior parte das vezes, a condenação dos culpados.

Um dia entra no seu escritório a mulher de um gerente bancário, humilhada pelo marido, pedidndo-lhe ajuda no sentido de conseguir um divórcio financeiramente vantajoso. O que inicialmente parecia constituir uma simples operação de rotina viria a transformar-se numa enorme missão solitária, acabando por envolver Xavier numa luta desigual, marcada pela protecção dos fracos e pela punição dos responsáveis pelo sofrimento humano.

Mas se todas as missões têm um fim em nome de uma "justiça natural", quem é que se consegue salvar?"

Gostei bastante deste livro. Escrito na primeira pessoa, em jeito de diário, descreve a vida e os crimes de um serial killer português. Para além da história, que nos prende desde o início, é verdadeiramente fascinante a forma como o autor descreve e caracteriza psicologicamente a ascensão e declínio de uma mente tão perturbada como a da personagem.

Xavier começa por ter uma vida simples, equilibrada (tanto quanto nos parece), apenas pautada pelos desafios da sua profissão pouco convencional: detective privado. Um dia, aceita o caso de Iva, uma mulher que o procura para conseguir um divórcio vantajoso. E é assim que Xavier inicia a sua missiva, a qual denomina de "Justiça Natural".

À medida que vai executando a "justiça natural" com o apoio das sua "Consciência" (nome que atribui à arma que utiliza) vai conquistando espaço e tempo na comunicação social, que lhe alimenta o ego ao designá-lo por "O Sniper".

A ascenção da sua loucura é muito bem descrita pelo autor, que optando pelo discurso na primeira pessoa consegue desenvolver no leitor uma empatia única com a personagem. Ao longo das páginas do "diário" de Xavier percorremos os caminhos de uma mente perturbada e solitária, e de um corpo que deixa de existir subjugando-se à vontade única de uma obsessão; assistimos ao declínio físico e psicológico da personagem, partilhando da sua alienação.

Brilhante!!!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

"Estranha Forma de Vida" - Carlos Ademar

" Numa noite fria de Outubro o porteiro da discoteca Pomme Rouge é assassinado quando se dirige para o emprego. Os autores do crime são membros de um grupo violento que disputa a liderança da segurança dos espaços de diversão nocturna lisboeta. Agridem, roubam, sequestram, torturam, ganham poder e, principalmente, muito dinheiro.


Quando o inspector Alves da Polícia Judiciária começa a investigar estava longe de imaginar que o caso envolvia alguns políticos que trocam a dignidade por muito pouco, que um traficante de armas enriquecia vertiginosamente ou que um advogado deambulava pelos bares homossexuais da cidade promovendo as «festas brancas» ou o «quarto escuro».


Ao mesmo tempo, raparigas chegam da sua terra natal, percorrendo milhares de quilómetros para se despir num palco e vender o corpo, enquanto membros da máfia russa desaparecem misteriosamente. A cada momento as autoridades policiais estão prontas a deitar a mão a quem desafia a autoridade do Estado. Mas estará a Justiça preparada para combater uma criminalidade violenta e organizada? Não terá a própria Justiça uma estranha forma de vida?"


Este é o terceiro livro do autor, Carlor Ademar, que leio e mais uma vez, a terceira, gostei muito. Conta a história de Alberto Lima, um rapaz pequeno agredido pelos colegas que se transforma no homem mais temível das noites lisboetas. Ex-operacional da PSP, Alberto Lima está ligado a tudo o que é ilegal: tráfico de droga, tráfico de mulheres, tráfico de armas, corrupção, tráfico de influências, suborno, sequestros, torturas, assaltos, ...


Uma história que nos mostra um lado desconhecido da cidade, que apesar de o autor alertar para o facto de que todos os acontecimentos e personagens do seu livro são fruto da sua imaginação, ficamos com a clara impressão de que são muito mais que isso.


É um livro arrepiante por aquilo que conta e pelo final, frio e realista, que demonstra que nem sempre a Justiça faz honra ao seu nome.
Um livro que nos faz pensar e nos arrepia pelo realismo com que narra a crueldade esta "Estranha forma de Vida".


Recomendo vivamente.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

"O Homem da Carbonária" - Carlos Ademar

"Lisboa, ano de 1926. Certa Manhã, um ardina de O Século encontrou no Jardim da Estrela o corpo do chefe da segurança do Presidente do Conselho. Tal como o líder do Governo, também o seu guarda-costas era membro da sociedade secreta Carbonária Portuguesa.

Afonso Pratas, o veterano chefe da Polícia de Investigação Criminal, tomouem mâos a resolução de um dos seus mais intrincados casos. O assunto era melindroso e as hipóteses demasiadas: Um banal assalto com consequências inesperadas? Uma questão passional envolvendo a bela mulher do chefe de gabinete? Ambições pessoais de camaradas de armas? Vinganças políticas perpetradas pelos integralistas? Uma complexa questão de Estado?"

O Homem da Carbonária é um livro fascinante, quer pelo enredo policial, quer pelo documento histórico que é. Enquanto se desenvolve a história policial de investigação do assassinato de Peres, o autor vai-nos conduzindo numa viagem histórica a um Portugal revolucionário, de intrigas e conspirações, sociedades secretas e ambições. Portugal saído de uma Monarquia e que procura os caminhos da República sob a sombra da ditadura que espreita.

Quando o corpo de Peres, chefe da segurança do Presidente do Conselho, é encontado no Jardim da Estrela, Afonso Pratas está longe de saber que iniciou uma investigação complexa e com revelações surpreendentes.

Ao longo da narrativa vão surgindo temas que o autor explica no final do livro, em jeito de Glossário, mas que bem poderiam ser notas de rodapé, e que se revestem de crucial importância para a compreensão do contexto histórico, social, político e cultural em que se desenrola a acção.

Mais uma vez, um autor português que deve ser lido.

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