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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Título: O Fio do Tempo

Autor: João Paulo Oliveira e Costa

Editora: Círculo de Leitores

Edição: 2010

Páginas: 348



Sinopse:

"A 4 de Outubro de 1500, um homem contempla Lisboa à janela dos seus aposentos, no paço da Alcáçova. Tem 101 anos, e é o último conquistador de Ceuta vivo. Enquanto aguarda a inevitável visita da morte, D. Álvaro de Ataíde recorda a sua vida aventurosa: servidor da casa de Viseu, conquistou Ceuta, lutou na Guerra dos Cem Anos, foi campeão de justas e torneios, sofreu em Tânger, ajudou a criar as caravelas, visitou a Guiné e conheceu gentes e feras nunca antes vistas, ganhou fama na Borgonha, esteve em Alfarrobeira, na tomada de Arzila e na batalha de Toro. Conselheiro de reis e duques, assistiu às lutas políticas e às tragédias do século XV português; viu a sua Casa ascender com D. Henrique e D. Fernando, cair em desgraça com D. Diogo, para finalmente subir ao trono  com D. Manuel. Assistiu ao novo rumo que o destino de Portugal tomava, mudanças que o seu escravo, um guinéu que se entregava à prática da feitiçaria, acreditava terem conhecido graças à maldição que lançara sobre el-rei de Portugal".

Opinião:
Esta história é passada nos tempos áureos dos descobrimentos portugueses e relata-nos 86 anos da História de Portugal através das memórias de D. Álvaro de Ataíde.
Começamos por conhecer o jovem cavaleiro negro com apenas 15 anos e a sua paixão por Filipa Andrade.
Ao longo da história, vamos conhecendo a História de Portugal através da própria história de D. Álvaro, do seu amor único a uma mulher, do seu amor ao seu filho e da dedicação do seu escravo.
Portugal e D. Álvaro partilham uma história de batalhas, conquistas, sonhos e desilusões que neste livro vamos conhecendo de uma forma apaixonante e que nos faz querer ler sempre mais um pouco.
Adorei!

"A Magia dos Números" - Yoko Ogawa

Título: A Magia dos Números
Título original: Hakase no aishita sushiki
Autor: Yoko Ogawa
Tradutor: Filipe Jarro (traduzido do francês)
Editora: Quetzal
Edição: 2011
Páginas: 214

Sinopse:
" Uma empregada de limpeza começa a trabalhar em casa de um velho matemático, cuja carreira foi brutalmente interrompida por um acidente de automóvel, que reduziu a autonomia da sua memória a oitenta minutos.
A cada manhã, a jovem mulher deve apresentar-se como se se vissem pela primeira vez, e é com grande paciência, gentileza e muita atenção que ela consegue ganhar a sua confiança. Também lhe apresenta o filho de dez anos. Inicia-se en tão um relacionamento maravilhoso: o rapazinho e a sua mãe vão não só partilhar com o velho amnésico a paixão pelo basebol, como também vão aprender com ele a magia dos números.
Neste subtil romance sobre a herança e a filiação - e em que três gerações se encontram sob o signo de uma memória extraviada e fugidia - a narrativa desdobra-se com a graça e o rigor de um origami. Lapidar e profundo como um haiku, A Magia dos Números é uma pequena obra-prima."


Opinião
Já é conhecida a minha paixão pela literatura japonesa. E livros como este só servem para a tornar numa paixão avassaladora!
Maravilhoso, meigo, delicado, são adjectivos que pouco definem este livro. Não consigo colocar em palavras os sentimentos que esta história me transmitiu.
A história é simples: uma empregada doméstica é destacada para uma casa por onde já passaram várias empregadas. Ao apresentar-se fica a saber que terá de tratar de um homem que, na sequência de um acidente automóvel, ficou com a memória reduzida a oitenta minutos. Após esse tempo, era como se tudo recomeçasse.
O professor, como é tratado carinhosamente em toda a história, tinha sido um notável matemático e só encontrava conforto na segurança dos números e das fórmulas matemáticas.
A empregada apresenta-lhe o seu filho, Root, de dez anos e desde logo se estabelece uma cumplicidade entre os três, que ao longo da história nos transmite uma lição de partilha, aceitação e amor incondicionáveis.
Uma história comovente. Um dos livros mais bonitos que li.

sábado, 3 de março de 2012

"O Sabor da Vingança" - Karen Rose

Título: O Sabor da Vingança

Autor: Karen Rose

Tradutor: Maria João Freire de Andrade

Editora: Círculo de Leitores

Edição: Junho 2009

Páginas: 432



Sinopse:

"Dana Dupinsky guarda muitos segredos: novas identidades, novos endereços, e até algumas verdades que esconde de sei mesma. Dedicada à Hanover House, um abrigo para mulheres, Deana sempre se mostrou relutante em procurar o amor. Porém, quando uma mulher e uma criança se encontram em perigo de morte, parece que o amor anda à sua procura. Ethan Buchanan jurou perseguir a mulher que raptou o seu afilhado, e apaixonar-se não está nos seus planos, mas a simples presença de Dana parece afastar os fantasmas que o assombram, e a sua capacidade para evitar perguntas pessoais aumenta os instintos de caça de Ethan. Hanover House tem um novo segredo mortal: um assassino tece uma teia de vingança, e Dana é a próxima vítima..."


Opinião:

Quando Dana recebe uma mulher e o seu filho na Hanover House, está muito longe de imaginar os problemas que está a trazer para aquela casa, que pretende ser um refúgio seguro para as mulheres que a procuram. Mas aquela mulher e aquela criança cedo se revelam estranhos e despertam a curiosidade de várias pessoas.

Ethan procura o seu afilhado surdo, raptado de sua casa, juntamente com a sua terapeuta da fala que apareceu morta horas mais tarde.

Dana estava no terminal rodoviário à espera de mais uma mulher maltratada pelo marido, que tinha conseguido encetar uma fuga e procurava agora um local seguro para reiniciar uma vida nova. Ethan estava no mesmo terminal rodoviário, a ver as cassetes de video-vigilância em busca do rasto do afilhado. Quando os dois se cruzam por acaso, não conseguem imaginar o quanto o quanto os liga.

Uma história intensa, onde uma vingança doentia e obsessiva ocupa o papel central.

Um bom livro!


"O Assassino Inglês" - Daniel Silva

Título: O Assassino Inglês

Autor: Daniel Silva

Tradutor: Vasco Teles de Menezes

Editora: Bertrand Editora - 11/17

Edição: Julho 2010

Páginas: 438



Sinopse:

"Espião ocasional e restaurador de arte, Gabriel Allon chega a Zurique para restaurar a obra de um Velho Mestre, a pedido de um banqueiro milionário. Em vez disso, dá por si no meio do sangue do cliente e injustamente acusado do seu homicídio. Allon vê-se inesperadamente  abraços com uma voraz cadeia de acontecimentos, incluindo roubos de arte pelos nazis, um suicídio com várias décadas e um trilho sangrento de assassínios - alguns dasua autoria. O mundo da espionagem que Allon pensava ter colocado de parte vai envolvê-lo uma vez mais. E ele vai ter de lutar pela vida com o assassino que ajudou a treinar."


Opinião:

Mais uma leitura de Daniel Silva que me deixou satisfeita. A forma como o autor escreve faz com que o leitor se sinta tão próximo das personagens, que após alguns livros, Gabriel Allon é já um conhecido com o qual gosto de me reencontrar. É esta a sensação com que fico ao ler mais esta aventura do restaurador de arte.

Daniel Silva tem uma escrita"cinematográfica", o que faz com que a leitura dos seus livros seja uma viagem quase sensorial pela história - conseguimos, à medida que lemos, visualizar os locais, as personagens, as suas expressões. Conseguimos sentir as suas emoções.

De Londres a Zurique, passando pela Córsega, por Portugal e por Veneza, a acção desenrola-se a um ritmo intenso, que torna difícil para a leitura.

Gostei bastante.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Em Busca de Uma Voz Distante" - Taichi Yamada

Título: Em busca de uma voz distante
Autor: Taichi Yamada
Tradutor: Maria Helena Serrano
Editora: Civilização Editora
Edição: 2006
Páginas: 206

Sinopse:

"Do autor de Desconhecidos, mais um romance assombrosamente pungente, imbuído de um belo e melancólico sentimento de ânsia. Kasama Tsuneo é funcionário da Imigração em Tóquio e luta para ter uma vida "normal" após um incidente, há oito anos, do outro lado do mundo, em Portland, Oregon. Certo dia sofre um  estranho choque emocional e a sua vida ameaça fugir do seu controlo.
Taichi Yamada explora ideias de sexualidade, culpa e identidade, ao mesmo tempo que expõe novamente as suas qualidades únicas de contador de histórias e o seu dom inquietante de misturar o dia-a-dia com o surreal."

Opinião:

Brilhante!!! Já conhecia o autor e não esperava nada menos que brilhante, o que se confirmou.
Em busca de uma voz distante, é um livro forte, intenso, emocionalmente perturbante, por vezes clautrofóbico. Sentimos a ansiedade de Kasama Tsuneo, a opressão do seu peito no nosso e por vezes sustemos a respiração sem dar por isso.

Uma história que nos conduz aos medos e segredos da personagem, à sua sexualidade reprimida, à sua necessidade de libertação emocional.

Mais um livro que vem confirmar a minha paixão pela literatura japonesa!

Prós: A intensidade emocional da história.

Contras: Não tem

"O Anjo Branco" - José Rodrigues dos Santos

Titulo: "O Anjo Branco"
Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
Edição: 1.ª edição - Outubro 2010
Páginas: 678

Sinopse:

"A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia  perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo.

O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco tranforma-se numa lenda no mato.


Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África."

Opinião:

Adorei!!! Um livro forte, sem rodeios e sem tomar partidos. A história de José Branco, um homem que viveu de acordo com os seus princípios de igualdade, respeito e liberdade.

Não vou falar sobre a história pois há histórias que têm de ser vividas para se compreenderem e ler este livro é isso mesmo - é viver uma história, ou histórias, que foram as histórias de muitos portugueses. Um livro sobre a Guerra Colonial, sem máscaras, sem medos e sem "politicamente correctos".

Prós: a realidade com que a história é escrita, de forma imparcial, sem tomar partido por nenhuma das partes. A escrita a que José Rodrigues dos Santos já nos habituou, e que cativa desde o primeiro parágrafo.

Contras: Não tem.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

"As Memórias do Livro" - Geraldine Brooks

Título: "As Memórias do Livro"

Autor: Geraldine Brooks

Tradutor: Ângelo dos Santos Pereira

Editora: Casa das Letras

Edição: 1.ª Edição - Outubro 2008

Páginas: 386



Sinopse:

"Vencedora do Prémio Pulitzer, Geraldine Brooks oferece-nos este complexo e ambicioso romance estruturalmente rico e de grande intensidade emocional que arrasta os seus leitores para uma aventura que vai de Espanha às ruínas de Serajevo, de Veneza às rochas ancestrais do norte da Austrália.
Em 1996, é oferecido a uma conservadora de livros raros o sonho da sua vida: a conservação de um misterioso e magníficamente iluminado códice hebraico da Espanha do século XV, dalvo da destruição da biblioteca de Serajevo. Quando Hanna descobre uma série de minúsculos artefactos na encadernação do livro - um fragmento de uma asa de insecto, manchas de vinho, pedras de sal, um cabelo branco - começa a aceder aos mistérios ancestrais que envolveram o livro e a desvendar as histórias dramáticas daqueles que tudo fizeram para o proteger.
As Memórias do Livro está repleto de inesquecíveis vozes do passado, mas é a voz de Hanna - controversa e contemporânea - que o converte numa leitura compulsiva que transcende os habituais limites da ficção histórica.
Inspirado numa história verídica e prendendo o leitor desde a primeira página, As Memórias do Livro contém  todas as características da escrita que levou Geraldine Brooks a receber o Prémio Pulitzer."

 
Opinião:
Já tinha este livro para ler há bastante tempo e ainda bem que o li entretanto. Gostei muito da escrita da autora e da forma como a história é contada: um capítulo sobre o que está a acontecer no momento actual, com a conservação da Hagadá seguido de um capítulo que nos conta a história dessa mesma Hagadá. E é essa história que é fascinante!!! Um livro escrito por uma judia, refugiada e protegida por muçulmanos torna-se numa relíquia que séculos mais tarde protegido em Serajevo, com a própria vida dos que conhecem o seu segredo.
A história é fascinante e que gosta de livros perder-se-á nesta narrativa, sentindo o cheiro dos pergaminhos, o toque das suas páginas, a fragilidade que resistiu a tantas aventuras.
Paralelamente à história da Hagadá, temos a história de Hanna, a jovem e promissora conservadora de livros, que ao mesmo tempo que recupera o códice hebraico, faz o mesmo à sua vida: avalia a sua fragilidade, descobre as suas fortalezas, recupera e restaura o que é necessário.
Duas histórias impressionantes: a Hagadá e Hanna.
Prós: A escrita fascinante, a estrutura da narrativa e a história.
Contras: Não tem

sábado, 19 de novembro de 2011

"Marina" - Carlos Ruiz Zafón

Título: Marina
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Tradutor: Maria do Carmo Abreu
Editora: Planeta
Edição: 4.ª Edição
Páginas:260

Sinope:

"«Quinze anos mais tarde, a memória daquele dia voltou até mim. Vi aquele rapaz a vaguear poe ente as brumas da estação da Francia  e o nome de Marina tornou-se de novo incandescente como uma ferida fresca.

Todos temos um segredo fechado à chave nas águas-furtadas sa alma. Este é o meu».

Na Barcelona de 1980, Óscar Drai sonha acordado, deslumbrado pelos palacetes modernistas próximos do internato onde estuda. Numa das escapadelas nocturnas conhece Marina, uma rapariga audaz e misteriosa que irá viver com Óscar a aventura de penetrar num enigma doloroso do passado da cidade e de um segredo de família obscuro. Uma misteriosa personagem do pós-guerra propôs a si mesmo o maior desafio imaginável, mas a sua ambição arrastou-o por veredas sinistras cujas consequências alguém deve pagar ainda hoje."


Opinião:

Carlos Ruiz Zafón é um autor indescritível, e com este seu livro estabeleci uma relação muito afectiva.

O livro é pequeno, lê-se rapidamente, mas deixa no leitor a sua marca para todo o sempre! É impossível não ficar emocionalmente ligado às personagens, de tão fortes que são e da forma como conseguem entrar no mais íntimo de nós. Uma história de dois adolescentes, que se cruzam com uma realidade obscura, ou será, que se cruzam com os seus medos mais íntimos?

A história é bela, as personagens apaixonantes, a escrita fantástica. Enfim, é Carlos Ruiz Zafón!

Não vou contar a história, pois tem mesmo de ser lida para ser compreendida e, o mais importante, para ser sentida!

Sem dúvida, um dos melhores livros deste ano!

Prós: Tudo.

Contras: Nada.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

"O Palestiniano" - Antonio Salas

Título: O Palestiniano
Autor: Antonio Salas
Tradutor: António Carlos Carvalho
Editora: Planeta
Edição: 1.ª Edição Novembro 2010
Páginas: 662


Sinopse:

"«... Tive sorte. Vladimir Ramírez marcou-me encontro muito perto da mesquita de Caracas, à qual ia todas as sextas-feiras para rezar. E em plena gravação fomos interrompidos pelo telefone. Era o irmão dele... Carlos, o Chacal. Passou-me o telefone para que eu o cumprimentasse, e a nossa primeira conversa começou em árabe... Mais tarde, depois do meu adestramento paramilitar, co contacto com a ETA e as FARC na Venezuela, e dos contactos com o Hizbullah no Líbano e com o Hamas na Palestina, o Chacal iria converter-se no meu mentor e iria ligar-me directamente todas as semanas para me dar instruções...»

Depois de seis anos infiltrado sob a identidade fictícia de Muhammad Abdallah em diversas organizações terroristas surge O Palestiniano, uma crónica surpreendente em que o conhecido jornalista de investigação Antonio Salas nos relata este tempo vivido até ao limite, para tentar revelar aos leitores o que existe de verdadeiro ou de falso nas aterradoras notícias que nos atingem todos os dias acerca da escalada da violência no mundo.

Espanha, Palestina, Israel, Marrocos, Tunísia, Síria, Mauritânia, Venezuela, Egipto, Suécia, Líbano... são os cenários desta investigação sem precedentes, tão valiosa que ultrapassa as fronteiras do papel. Antonio Salas desenhou uma revolucionária página web, de consulta complementar à leitura do livro, com material inédito que ajudará a compreender melhor o gigantesco puzzle do terrorismo internacional.

O Palestiniano é uma nova forma de entender o jornalismo de investigação"


Opinião:

Adoro Antonio Salas. Confesso que sou sua fã, da sua coragem, da sua humildade e até, de certa forma, da sua inocência (no sentido de que as suas investigações não têm segundas intenções, para além de conhecer e dar a conhecer a verdade).

Este é o terceiro livro do autor, e é o terceiro livro que leio. Tal como os outros dois, "Diário de um Skin" e "Um ano no tráfico de mulheres", "O Palestiniano" não é uma história bonita, apesar de em alguns momentos o autor nos conseguir arrancar um sorriso ou até um riso mais alargado, com a sua ironia ou golpes de "protecção de Allah".

Desde os checkpoints israelitas, às FARC, à ETA, ao Hamas ou ao Hizbullah, António Salas conta-nos uma verdade da qual só sabemos pequenas partes (ou nem isso!). O terror, o medo, o desespero, estão presentes ao longo das mais de seiscentas páginas que relatam seis anos de investigação.

É precisa muita coragem para que ao longo de seis anos se viva uma personagem criada, uma religião que nos era estranha, hábitos alimentares e de vida que são opostos ao que até aqui tínhamos. Se dúvidas existirem sobre a coragem de Antonio Salas, talvez o facto de se ter circunsisado para que a sua identidade fosse credível retire as dúvidas.

A crónica destes seis anos de infiltração nas redes de terrorismo mais temidas e ainda activas no nosso mundo actual é aterradora.

O Palestiniano é um livro obrigatório para se conhecer o mundo em que vivemos, onde o Oriente, o Islão e o Islamismo já não são assim tão distantes.

Mais uma vez o autor se expõe aos leitores, nas suas fraquezas e medos através das suas confissões, algumas delas que quase nos levam a querer confortá-lo de tão intensa é a sua vivência.

Podia estar aqui horas a escrever sobre este livro, mas termino apenas com o aleya do Sagrado Alcorão que está na contracapa do livro:
"Nenhum ser sabe com quem se vai deparar amanhã, 
nem ser algum sabe em que terra vai morrer..."
Sagrado Alcorão, 31, 34

Prós: Tudo. A escrita do autor, que se desenrola como se estivesse a conversar connosco numa tranquila espalanada. As vivências que nos transmite, os conhecimentos, a intensidade.

Contras: Neste livro apenas encontro um contra, que pode ter sido a garantia de sobrevivência do autor - a infiltração acaba sem um fim planeado. Mas no rumo que tomava, o fim podia ser fatal.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

"A Morte Oportuna" - Jacques Pohier

Título: A Morte Oportuna

Autor: Jacques Pohier

Tradutor: Gemeniano Cascais Franco

Editora: Editorial Notícias

Edição: 1.ª Edição - Julho de 1999

Páginas: 320


Sinopse:

"Poderá haver uma "morte oportuna"? A morte não é sempre, por definição, inoportuna? Na sua advertência ao leitor, Jacques Pohier refere aqueles que, marcados por uma doença invencível, se encontram sujeitos a violentíssimos sofrimentos, chegando ao ponto de "deseehar que a morte ponha cobro às suas provocações". O objectivo deste livro é discutir o nosso próprio olhar sobre a morte, ou melhor, sobre uma vida que passou a considerar a morte, não como uma entidade exterior, mas sim como uma componente interior. O autor manifesta-se contra a dependência terapêutic ou contra as decisões sobre tratamentos tomadas por outros: segundo ele, cada um deve ter o direito de poder decidir a data e a forma da sua própria morte. Para que isso se torne possível, será necessário alterar a legislação vigente"



Opinião:

Um livro fantástico!!! Para quem gostar de er sobre estes assuntos, recomendo vivamente. O autor foi dominicano entre 1949 e 1989. Entre as suas obras destaca-se o livro "Quand je dis Dieu", livro que originou a sua exoneração da igreja católica. Depois de ser ver privado da sua licença de teólogo, trabalhou para a Associação para o Direito de Morrer com Dignidade, da qual foi secretário-geral e por fim presidente. É com base nessa sua experiência que surge este livro, uma profunda reflexão sobre o direito de cada um poder escolher o momento da sua morte. Não é uma apologia ao suicídio, mas antes uma defesa de uma vida digna, optando por uma morte consciente e "oportuna".

Um livro que fala da morte com um extremo carinho e respeito pela vida.

Um livro que apesar de ir ao encontro de muitas das ideias que professo, me fez reflectir de forma profunda sobre estas questões. Adorei!!!

Prós: O tema, muito bem desenvolvido, sem juízos de valor ou moralidades. A seriedade e respeito com que o tema é abordado.

Contras: Não é bem um contra, pois sabemos que o autor se baseia na sua vivência, mas as partes em que a legislação é analisada pode tornar-se mais abstrato por não ser a nossa realidade legislativa.

domingo, 21 de agosto de 2011

"Ilusão Fatal " - Frank Tallis

Título: Ilusão Fatal
Autor: Frank Tallis
Tradutor: Ana Figueira
Editora: Civilização Editora
Edição: 2006
Páginas: 380

Sinopse:

"Estamos em Viena, em 1902, e na cidade imperial florescem as artes, a filosofia, a música e a ciência. Mas uma presença sinistra projecta uma sombra sobre este sumptuoso cenário. Uma bela médium é encontrada morta e o Dr. Max Liebermann, um jovem discípulo de Sigmund Freud, é convocado para ajudar o seu grande amigo, o detective inspector Oskar Rheinhardt, as investigar as misteriosas circunstâncias que rodeiam a sua morte. A sala onde foi encontrado o corpo estava trancada por dentro e um bilhete críptico sugere a intervenção de um poder sobrenatural malévolo.

Utilizando a nova ciência da psicanálise, Liebermann sonda as mentes dos suspeitos de Rheinhardt numa tentativa de resolver este crime intrigante. Mas nem todos partilham a sua paixão pelo funcionamento do inconsciente e, à medida que Liebermann se envolve mais profundamente na investigação, as suas crenças são postas à prova. Entretanto, o seu encontro com uma jovem preceptora inglesa que sofre de histeria, mas dona de uma notável inteligência, lança uma nova luz sobre o caso e sobre o próprio futuro de Liebemann..."

Opinião:

Um livro que junta policial e psicanálise é mesmo o livro ideal para mim. Quando comprei este livro, numa Feira do Livro de um hipermercado, não sabia nada sobre ele, apenas li a sinopse e despertou a minha curiosidade. E mais uma vez, um livro desconhecido e barato, revelou ser uma agradável surpresa.

Nesta história, o autor faz quase que uma apresentação dos primórdios da psicanálise, descrevendo os tratamentos por choques eléctricos à histeria e as desconfianças acerca da nova abordagem de Freud. Tal como tudo o que é novo e diferente, a psicanálise teve de enfrentar bastantes críticas e reprovãções, mas também teve os seus seguidores fiéis desde o início. Lieebermann é um desses seguidores, que junto com o seu amigo inspector Oskar Rheinhardt, pretende desvendar os mistérios do assassínio de uma bela médium. O crime está envolto numa aura de mistério que facilmente conduz para o campo do sobrenatural. Mas os homens da ciência e da lei não acreditam no sobrenatural, e creêm que todo o mistério tem a sua explicação.

Na sua busca pelo sucedido, os dois amigos enfrentam situações divertidas, de perigo e totalmente inesperadas.

Num musto de Sherlock Holmes e Sigmund Freud, a história vai-se desenrolando a um ritmo que não nos deixa parar de ler, com a curiosidade de saber o que vem a seguir.

Gostei bastante.

Prós:
A história da psicanálise que está implícita em todo o desenrolar da história policial.

Contras:
Nada a assinalar

sexta-feira, 10 de junho de 2011

"A Rainha no Palácio das Correntes de Ar" - Stieg Larsson

Título: A Rainha do Palácio das Correntes de Ar
Autor: Stieg Larsson
Tradutor: Mário Dias Correia
Editora: Oceanos
Edição: 2.ª Edição
Páginas: 715

Sinopse:

"Lisbeth Salander sobreviveu aos ferimentos de que foi vítima, mas não tem razões para sorrir: o seu estado de saúde inspira cuidados e terá de permanecer várias semanas no hospital, completamente impossibilitada de se movimentar e agir. As acusações que recaem sobre ela levaram a polícia a mantê-la incontactável. Lisbeth sente-se sitiada e, como se isto não bastasse, vê-se ainda confrontada com outro problema: o pai, que a odeia e que ela feriu à machadada, encontra-se no mesmo hospital com ferimentos menos graves e intenções mais maquiavélicas…
Entretanto, mantêm-se as movimentações secretas de alguns elementos da Säpo, a polícia de segurança sueca. Para se manter incógnita, esta gente que actua na sombra está determinada a eliminar todos os que se atravessam no seu caminho.Mas nem tudo podia ser mau: Lisbeth pode contar com Mikael Blomkvist que, para a ilibar, prepara um artigo sobre a conspiração que visa silenciá-la para sempre. E Mikael Blomkvist também não está sozinho nesta cruzada: Dragan Armanskij, o inspector Bublanski, Anika Gianini, entre outros, unem esforços para que se faça justiça. E Erika Berger? Será que Mikael pode contar com a sua ajuda, agora que também ela está a ser ameaçada? E quem é Rosa Figuerola, a bela mulher que seduz Mikael Blomkvist?"



Opinião:

Neste terceiro e último livro da Colecção Millennium, Lisbeth Salander assume o papel central da história, e há medida que esta se vai revelando, o título do livro desvenda-se. Lisbeth é a Rainha num sistema que parece perfeito, mas que na realidade está repleto de falhas: um Palácio com muitas correntes de ar...

Lisbeth Salander, a hacker, a mulher que parece uma adolescente, que tem dificuldades de relacionamento interpessoal, é acusada de um triplo homicídio. Mikael Blomkvist e Dragan Armanskij parecem ser os únicos a acreditar na sua inocência e unem esforços para o provar.

Enquanto a prova de inocência de Lisbeth se constrói, vamos conhecendo uma outra mulher. Uma mulher que foi menina e que é perseguida por tentar  fazer justiça.

Afinal, quem é Lisbeth Salander? Só ficará a saber com a leitura deste livro, que recomendo.

Prós: A escrita cativante, a construção psicológica da personagem Lisbeth Salander e o ritmo da história.

Contras:  A personagem de Lisbeth Salander assume por vezes características que a fazem assemelhar a uma herína de banda desenhada. 


quarta-feira, 25 de maio de 2011

"A Rapariga que Sonhava com uma Lata de Gasolina e um Fósforo" - Stieg Larsson

Título: "A rapariga que sonhava com uma lata de gasolina e um fósforo"
Autor: Stieg Larsson
Tradutor: Mário Dias Correia
Editora: Oceanos
Edição: 3.ª Edição
Páginas: 611


Sinopse:

"Depois de uma longa estada no estrangeiro, Lisbeth Salander regressa à Suécia, cede o pequeno apartamento onde vivia à sua amiga Miriam Wu, e instala-se luxuosamente numa zona nobre da cidade. Pela primeira vez na vida é economicamente independente, mas cedo percebe que o dinheiro não é tudo: não tem amigos nem família e está só. Mikael Blomkvist, que tenta contactar Lisbeth Salander durante meses, sem sucesso, desiste e concentra-se no trabalho. À Millennium chegou material para uma notícia explosiva: o jornalista Dag Svensson e a sua companheira Mia Johansson entregam na editora dois documentos  que provam o envolvimento de personalidades importantes numa rede de tráfico de mulheres para exploração sexual. Quando Dag e Mia são brutalmente assassinados, todos os indícios recolhidos no local do crime apontam um suspeito: Lisbeth Salander. O seu passado sombrio e pouco convencional não abona a favor da sua imagem e a polícia move-lhe uma implacável perseguição. Lisbeth Salander, que está disposta a romper de vez com o passado e a punir aqueles que a prjudicaram, tem agora de provar a sua inocência e só uma pessoas parece disposta a ajudá-la: Mikael Blomkvist que, apesar de todas as evidências, se recusa a acreditar na sua culpabilidade."

Opinião:

Se no primeiro livro de Stieg Larsson, fiquei um pouco desiludida, com este segundo fiquei bastante agradada.

A história centra-se em Lisbeth Salander, que ao longo do livro nos vai dando a conhecer a sua história, fazendo com que o leitor simpatize e empatize com a personagem. 

Acusada de um triplo homicídio, Lisbeth é obrigada a viajar ao seu passado e a enfrentar os fantasmas que a perseguem. Só Mikael Blomkvist, com quem ela cortara o contacto há um ano, se recusa a aceitar a sua culpabilidade, e continua a procurar o seu paradeiro. Quando descobre o local onde Lisbeth tem vivido, ela já desaparecera. Será tarde de mais?

Prós: A escrita e o desenrolar dos acontecimentos fazem com que o leitor se envolva na narrativa.

Contras: A personagem de Lisbeth, é uma personagem cativante, mas em determinados momentos assume características de quase super herói, pouco convincentes e realistas.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Assassinos Escondidos" - Robert Wilson

Título: Assassinos Escondidos
Autor: Robert Wilson
Tradução: Certas Palavras, Lda.
Editora: Dom Quixote
Páginas: 417

Sinopse:

"Enquanto o inspector Javier Falcón investiga um cadáver mutilado e sem rosto, horrendo, encontrado numa lixeira municipal, a encantadora cidade de Sevilha é abalada por uma explosão enorme, que tem efeitos devastadores num prédio de apartamentos e também num jardim de infância vizinho. Descobre-se, depois, que na cave do prédio existia uma mesquita, e claro que todos se sentem apavorados com a ideia de uma ameaça terrorista.

O calor denso do Verão sevilhano está no seu auge. O terror invade a vida quotidiana, mas, numa cidade em alerta vermelho, Falcón percebe que nem tudo é o que parece. E, quando sabe que lhe falta muito pouco para resolver aquele caso, é confrontado com uma descoberta realmente assustadora.

É que talvez não vá a tempo de evitar uma catástrofe gigante, que ultrapassa as fronteiras de Espanha."

Opinião:

Estou, decididamente , fã de Robert Wilson!!! A sua escrita é absorvente, contagiante e as suas personagens tão reais que podem ser qualquer pessoa com quem nos cruzamos na rua ou nos transportes.

"Assassinos Escondidos" tem por base o terrorismo e os medos dos espanhóis após o 11 de Março.  

Javier Falcón, inspector da Brigada de Homicídios, investiga o assassínio de um homem, encontrado numa lixeira, sem mãos, com o rosto desfigurado por ácido e sem escalpe. A causa da morte parece ter sido envenenamento por cianeto. Mas o mais estranho é que parece ter existido algum respeito pelo corpo, que foi envolto numa espécie de sudário. Mas, durante esta investigação, Sevilha é abalada por uma forte explosão. Um bloco de apartamentos é devastado e um jardim infantil afectado pela explosão. Morreram crianças, mulheres, pessoas que passavam na rua, homens que estava a sair de casa para o trabalho,... 

As dúvidas sobre a origem da explosão depressa de desfazem, quando se torna conhecida a existência de uma mesquita na cave de um dos prédios afectados. Aliás, esse prédio foi o epicentro da explosão. Daqui em diante, os investigadores vêm-se envolvidos numa investigação sem precedentes. Brigada de Homicídios, Anti-Terrorismo, Serviços de Informação, Secretas, o partido político Fuerza Andalucía, todos estão envolvidos, e alguns talvez estejam demasiado envolvidos. 

Enquanto a investigação se desenvolve, Falcón tem ainda de lidar com o seu passado, e com a morte da sua ex-mulher, vítima de maus tratos infligidos pelo seu actual companheiro, que é o juiz que se encontra à frente de toda a investigação.

Numa história em que tudo se interliga, a realidade nem sempre é o que nos parece mais óbvio.

Prós: A escrita, a história as personagens, que nos prendem desde o início e se desenvolvem de forma que nos parece estar a acontecer ao nosso lado.

Contras: Talvez o final, que surge de forma um pouco abrupta.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Não há palavras" - Zhang Jie

Título: Não há palavras
Autor: Zhang Jie
Tradutor: José Colaço Barreiros (a partir da versão italiana de Maria Gottardo e Monica Morzenti)
Editora: Gradiva
Edição: 1ª edição
Páginas: 290 (incluindo glossário)

Sinopse:

"Não há palavras para exprimir a força de um sentimento que arrasta consigo a alma e muitas vezes a seca ao ponto de a tornar para sempre árida, ou que, pelo contrário, a enche ao ponto de extravasar, apagando a razão.

Esse amor inexprimível está aqui, nas páginas deste romance:  homens e mulheres à mercê dos sentimentos, que vivem as suas vidas unidos e separados por vicissitudes e paixões - tendo como fundo um país imenso, antiquíssimo, de civilização rica e complexa, que mudou com inaudita rapidez e violência no breve espaço de um século.

Não Há Palavras tem a respiração profunda da época que narra - o século XX - e o sabor do quotidiano nas suas personagens grandes e pequenas, mesquinhas e verdadeiras, com fraquezas mas também capazes de um extraordinário heroísmo."


Opinião:

Tal como quase todos os livros chineses, este livro retrata de uma forma muito real e sem floreados, a vida de duas mulheres - Wu Wei e Bai Fan  - e de um homem - Hu Bingchen.

A vida destas três personagens entrelaça-se numa trama de marido, mulher e amante, onde os sentimentos são vivios de forma magnífica. Não é uma história de amor, é mais uma história de sofrimento, egoísmo, de sobrevivência, mas não deixa de ser uma história brilhante.

Acompanhamos as personagens ao seu passado e compreendemos a dor do seu presente, enquanto, sem máscaras, a história nos vai mostrando uma China que vive procurando o equilíbrio entre o seu passado rural e o presente ocidentalizado.

Um bom livro, que não se devora, mas que nos obriga a saborear...

Prós: Para além da escrita magnífica, o facto de fazer um retrato de uma China em transição.

Contras: Não é um contra do livro, mas como não estamos habituados aos nomes chineses, no início torna-se difícil distinguir as personagens femininas das masculinas

Ontem comprei um livro...

Ontem, enquanto esperava pela hora de mais uma consulta médica, fui ver as promoções de livros que estão no Hipermercado Jumbo. No meio de muitos livros que não me estavam a despertar qualquer interesse, encontrei este, que apelou à minha curiosidade quando saiu, em 2009. E, por apenas 5 € trouxe-o comigo. Apesar de ter chegado a casa toda molhada (sim, aqui no norte ontem parecia o dilúvio!), cheguei contente. Um dia em que se compra um livro (e ainda por cima a tão bom preço) é sempre um bom dia!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Últimas aquisições

Estes foram os últimos livros que adquiri, no final do ano de 2010 e início de 2011. Estou também a fazer a colecção "História da Vida Privada em Portugal", sob a direcção de José Mattoso, do Círculo de Leitores. São 4 volumes e quando os tiver todos mostro a colecção completa (já tenho dois).



Mais um livro da Tami, desta vez em primeira mão, pelo Círculo de Leitores.


Já andava para comprar este livro há algum tempo, e adquiri-o a um preço fantástico (5€), novo, numa feira de livros.


Mais um volume da Karen Rose (já tenho 6 volumes: 2 lidos e 4 para ler).


Em edição de bolso, que sai sempre mais económica, mais um livro de Daniel Silva.


Este livro, já não consegui encontrar no Círculo de Leitores (pela altura do Natal), mas encontrei mais tarde, na FNAC. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Prendas de Natal 2010

Olá, 

o tempo não tem sido muito para aqui vir dar conta das novidades, mas não podia deixar de vos mostrar os livros recebidos este Natal. Foram os 3 oferecidos pelos meus pais. Adoro os livros de capa dura do Círculo de Leitores!!!



terça-feira, 23 de novembro de 2010

"O Códice Secreto" - Lev Grossman

Título: O Códice Secreto
Autor: Lev Grossman
Tradutor: Maria Eduarda Colares
Editora: Colecção Enigmas da História - Revista Visão
Páginas: 278

Sinopse:

"Edward Wozny é um jovem banqueiro dedicado a uma prometedora carreira de consultor bancário em Nova Iorque que se prepara para umas merecidas férias em Londres. Antes de partir para a Europa, deve realizar um último trabalho para os duques de Bowry, importantes clientes da entidade financeira para a qual trabalha. Os duques pedem-lhe então que organize e catalogue uma série de livros de grande valor que trouxeram para o seu apartamento nova-iorquino.

Os duques estão especialmente interessados na recuperação de um códice do século XIII intitulado A Viage to the Contree of the Cimmeriams, escrito por Gervase de Langford, contemporâneo de Chaucer, um texto que permanenceu oculto durante séculos e que alegadamente contém importantes segredos e revelações que afectam o passado mas que podem também influir no presente... Enquanto, com a ajuda da jovem medievalista Margaret, procura sem resultado o códice, Edward dedica-se fervorosamente a um jogo de computador chamado Momus.

Um jogo tão aditivo que chega a submergi-lo num estado próximo da hipnose durante horas. Nesse estado, Edward começa a descobrir uma série de inquietantes e misteriosos paralelismos entre a sua própria vida, o manuscrito e o jogo..."


Opinião:

Comecei a ler este livro sem grandes expectativas. No entanto, foi uma leitura agradável um bom momento de entretenimento. Apesar de não ser um grande livro, nem uma grande história, está bem escrito e o autor consegue despertar no leitor a curiosidade para o manter expectante e querer ler sempre um pouco mais para ver o que vai acontecer.

É uma história simples, de um jovem banqueiro, que se vê envolvido na busca de um códice que nem sequer tem a certeza de existir. Um casal de duques, uma duquesa enigmática, um duque poderoso e um segredo de família são alguns dos ingredientes deste mistério, ao qual se junta uma medievalista enigmática e um jogo de computador viciante.

Um livro agradável.

Prós: A atenção que capta no leitor. As descrições quase cinematográficas.

Contras: Não tem contras uma vez que é um livro ligeiro, de leitura fácil e que não pretende ser uma grande obra.

"O Adeus às Armas" - Ernest Hemingway


Título: O Adeus às Armas
Autor:  Ernest Hemingway
Tradutor: Adolfo Casais Monteiro
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Março de 1989
Páginas: 249


Sinopse: Esta edição não tem sinopse.

Opinião:

Este não é o primeiro livro do Nobel que leio. Li "O Velho e o Mar", e adorei! Talvez por isso tivesse expectativas muito elevadas quando iniciei a leitura de "O Adeus às Armas". No entanto, não me senti correspondida nas expectativas. Não posso dizer que não gostei do livro, mas também não posso dizer que gostei... Confesso que me foi indiferente... Demorei a ler este livro muito mais do que era esperado e deixou-me uma sensação de indiferença que não gosto de sentir na leitura. As personagens não me prenderam e a história também não. Apesar de ser uma história sem "maquilhagem", um relato cru das vidas na guerra, deixou-me um sabor a pouco.

Que me perdoe o Nobel!

Prós: Bem escrito.

Contras: Talvez não o tenha lido na altura certa.

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