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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Porque hoje é 25 de Abril...


Salgueiro Maia, um Homem íntegro, que não se deixou corromper pelo poder, que foi esquecido pelo seu país, abandonado pela Democracia que ajudou a nascer... Um Homem esquecido pelas gerações passadas, desconhecido das gerações presente e futura...

Para mim serás sempre um exemplo!!!


domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril

RELEMBRAR









PARA NÃO ESQUECER










domingo, 7 de junho de 2009

Foi há 20 anos...


A semana que passou foi bastante complicada em termos laborais, pelo que estive ausente deste espaço.

E no dia 4, quando acordei, lembrei-me que já passaram 20 anos sobre o massacre de Tiananmen, situação que na altura acompanhei através dos meios de comunicação. Tinha 15 anos...

Tiananmen significa Porta da Paz Celestial, mas naquele dia foi o cenário de uma descida ao inferno...

Deixo aqui uma entrevista que merece ser ouvida e um livro, que li em 1997 - "A Porta da Paz Celeste" de Shan Sa.














SINOPSE:

"Zhao, o soldado, e Ayamei, correm pelas ruas de Pequim. A Praça da Paz Celeste - Tiananmen - está coberta do sangue de estudantes, esses filhos modernos da China criados no meio de uma ideologia sufocante. Ayamei sai de Pequim, percorre milhares de quilómetros, foge para a montanha. Obstinado, crente no regime, Zhao persegue-a. No final da perseguição, Zhao, o autodidacta inflexível, será sensíbvel à nova dimensão existencial que Ayamei está prestes a descobrir? Onde acaba a China ancestral e começa a China moderna?"


A AUTORA:

Shan Sa nasceu em 1973, em Pequim. Filha de professores universitários, frequentou a Universidade de Pequim e viveu intensamente os acontecimentos de Tiananmen, em 1989. Um ano mais tarde, tendo obtido uma bolsa do governo francês, exilou-se em Paris onde estudou filosofia e sociologis. No Verão de 1993 mudou-se para a Suíça para secretariar o pintor Balthus; dois anos depois regressou a Pequim apenas para visitar uma exposição dos seus trabalhos. Antes de A Porta da Paz Celeste, (Prémio Goncourt 1998 - Primeiro Romance), tinha já publicado várias obras de poesia e um livro infantil.

Shan Sa é um pseudónimo que a autora utiliza para evitar qualquer tipo de complicação com as autoridades de Pequim. Shan significa montanha e Sa é o vento que agita as folhas.

domingo, 10 de maio de 2009

"A Ilha das Trevas" - José Rodrigues dos Santos

Sinopse:
"Paulino da Conceição é um timorense com um terrível segredo. Assistiu, juntamente com a família, à saída dos portugueses de Timor-Leste e a todos os acontecimentos que se seguiram, tornando-se um mero peão nas circunstâncias que mediaram a invasão indonésia de 1975 e o referendo de 1999 que deu a independência ao país.
Só há uma pessoa a quem Paulino pode confessar o seu segredo - mas terá coragem para o fazer?
A vida e a tragédia de uma família timorense servem de ponto de partida para aquele que é o romance de estreia de José Rodrigues dos Santos, percursor de grandes êxitos como A Filha do Capitão, O Codex 632 e A Fórmula de Deus.
Um romance pungente onde a ficção se mistura com o real para expor, num ritmo dramático, poderoso e intenso, a trágica verdade que só a criação literária, quando aliada à narrativa histórica, consegue revelar."
Quando comecei a ler este livro esperava algo muito diferente do que encontrei. Esperava uma história, baseada nos acontecimentos vividos em Timor-Leste, mas uma história. O que encontrei foi um relato histórico de um povo que resistiu a um genocídio perpetrado durante anos sob a indiferença da comunidade internacional.
Adorei este livro! É sem dúvida um livro brilhante, que apesar de apelidado de romance, relata de forma muito fiel acontecimentos reais.
Conheço relativamente bem a história de Timor-Leste, pois paralelamente à causa tibetana, foi uma causa em que me envolvi. Participei em manifestações, organizei exposições, convivi de muito perto com o povo timorense, conheci algumas das suas tradições e pude sentir a força, a resistência e a verdade desse povo.
Conheci sobreviventes do massacre de Santa Cruz, membros da Falintil, guerrilheiros, mulheres e crianças. Falei com Taur Matan Ruak, saudei Xanana Gusmão e festejei o resultado do referendo que deu a independência tão merecida a Timor Lorosae.
Por tudo isto, reconheço na narrativa de José Rodrigues dos Santos os timorenses reais e as suas vidas, reconheço tantos massacres relatados, relembrei tantas histórias reais narradas pelos próprios... Momentos houve em que ao ler algumas passagens ouvi as vozes de alguns timorenses com quem convivi, me arrepiei e os olhos ficaram turvos...
Não vou aqui falar da história dos livro, pois é a história de um povo, que deve ser lida. Recomendo vivamente este livro, para que não se esqueça nunca a história; para que a mesma não se volte a repetir.
Um abraço a todos os timorenses! Resistir é vencer!

sábado, 25 de abril de 2009

Liberdade e Livros de mãos dadas






Este ano decidi escrever sobre dois dias para mim importantes em conjunto - o 25 de Abril e o Dia do Livro (celebrado a 23 de Abril).


Porquê?


Porque com a liberdade vieram livros e com os livros sentimos liberdade. Foi após o 25 de Abril que se conheceram autores como Tolstoi ou Dostoiévski.


É porque alguém fez o 25 de Abril que hoje lemos Murakami, Dan Brown, que Miguel Sousa Tavares pode escrever "Equador" ou José Rodrigues dos Santos escreveu "A Vida num Sopro".


Porque em Portugal, tal como se tratam mal os livros (somos o segundo país da Europa onde se lê menos) também se trata mal a democracia. Tal como há quem compre livros apenas porque é prestigiante tê-los na prateleira, também há quem ponha os princípios democráticos na prateleira, para que sejam vistos mas não utilizados.


Somos um país que continua a viver à sombra dos feitos dos descobrimentos sem saber respeitar a história recente e os Homens que a fizeram.


Queria acreditar que um dia trataríamos bem o sonho dos Homens que fizeram a Liberdade em Portugal. Mas confesso, que às vezes, muitas vezes, a esperança tende a desaparecer...



Sejam livres e boas leituras!

domingo, 24 de agosto de 2008

Foi há 20 anos

Lembro-me bem deste dia... Quando os directos e as emissões especiais tinham razão de ser....






E quando as notícias eram comunicadas sem interferência das opiniões pessoais dos jornalistas nem comentários desnecessários... As imagens falam por sí...



segunda-feira, 21 de julho de 2008

"O Homem da Carbonária" - Carlos Ademar

"Lisboa, ano de 1926. Certa Manhã, um ardina de O Século encontrou no Jardim da Estrela o corpo do chefe da segurança do Presidente do Conselho. Tal como o líder do Governo, também o seu guarda-costas era membro da sociedade secreta Carbonária Portuguesa.

Afonso Pratas, o veterano chefe da Polícia de Investigação Criminal, tomouem mâos a resolução de um dos seus mais intrincados casos. O assunto era melindroso e as hipóteses demasiadas: Um banal assalto com consequências inesperadas? Uma questão passional envolvendo a bela mulher do chefe de gabinete? Ambições pessoais de camaradas de armas? Vinganças políticas perpetradas pelos integralistas? Uma complexa questão de Estado?"

O Homem da Carbonária é um livro fascinante, quer pelo enredo policial, quer pelo documento histórico que é. Enquanto se desenvolve a história policial de investigação do assassinato de Peres, o autor vai-nos conduzindo numa viagem histórica a um Portugal revolucionário, de intrigas e conspirações, sociedades secretas e ambições. Portugal saído de uma Monarquia e que procura os caminhos da República sob a sombra da ditadura que espreita.

Quando o corpo de Peres, chefe da segurança do Presidente do Conselho, é encontado no Jardim da Estrela, Afonso Pratas está longe de saber que iniciou uma investigação complexa e com revelações surpreendentes.

Ao longo da narrativa vão surgindo temas que o autor explica no final do livro, em jeito de Glossário, mas que bem poderiam ser notas de rodapé, e que se revestem de crucial importância para a compreensão do contexto histórico, social, político e cultural em que se desenrola a acção.

Mais uma vez, um autor português que deve ser lido.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Os Jovens e o 25 de Abril

Hoje, o Presidente da República Portuguesa revelou estar preocupado com a distanciamento dos jovens em relação à política e ao desconhecimento revelado pelos mesmos no respeitante ao 25 de Abril. É de facto preocupante os nossos jovens demonstrarem uma profunda ignorância sobre a nossa história tão recente. Sobre o dia histórico, que lhes permite hoje tantas coisas proibidas e nem sonhadas, aos jovens de então.

Mas, para mim, há algo ainda mais preocupante que essa ignorância juvenil, e que é o esquecimento sénior. Passo a explicar: os jovens de hoje, são filhos e netos dos jovens, homens e mulheres de Abril de '74. E se os jovens nunca ouviram falar do 25 de Abril, a culpa é da escola? Também, mas não só. O facto de os jovens de hoje não saberem nada, ou quase nada, sobre essa data histórica, significa que os pais, os avós, aqueles que viveram esse dia e essa época, não lhes contam como foi. Significa que somos um povo que não fala do seu passado, que os pais não contam aos filhos como era "no seu tempo", que a nossa história é esquecida, não apenas nos bancos de escola, mas no seio das famílias, por aqueles que fazem parte dessa mesma história.

Eu cresci a ouvir falar do 25 de Abril em casa. Não foi na escola que me contaram que os supermercados ficaram vazios, porque as pessoas se abasteceram, com medo do que podia vir - foi a minha mãe. Foi o meu pai que me contou como os capitães se organizaram, e porquê. Foram os meus pais que me explicaram o que era a PIDE, a DGS, o Limoeiro, as Mónicas, o Tarrafal. Foi o meu pai que me contou os episódios de uma guerra que viveu.

Não tenho filhos, mas se os tivesse contar-lhes-ia que a avó, no dia 25 de Abril de 1974, foi à janela logo de manhã e ouviu a vizinha dizer "Ó vizinha, já sabe? Há uma revolução!", e que o avô chegou a casa com um grande pão de Mafra, porque já não conseguiu comprar mais nada, quando no trabalho o mandaram para casa porque havia uma Revolução.

Pois é, parece-me que os pais de hoje, se esquecem de muitas coisas...

25 de Abril

Para não esquecer...



24 de Abril de 1974 - 22h30 - A SENHA




25 de Abril de 1974 - 00h30 - Rádio Renascença - Programa "Limite" - A CONTRA-SENHA



25 de Abril de 1974 - 04h30 - Rádio Clube Português - Comunicado do "M.F.A."

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Salgueiro Maia... 16 anos de ausência


Muito haveria a dizer de Salgueiro Maia. Homem, militar, marido, pai, apaixonado por castelos... Homem que acreditou em sonhos... Homem que concretizou sonhos...



Mas hoje não vou aqui falar muito de Salgueiro Maia. Talvez um dia o faça, mas hoje pretendo, apenas, deixar-lhe a minha homenagem. Para mim será sempre um dos meus heróis.

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