
Mais uma vez se consagra um grande escritor, capaz de captar a atenção do leitor desde a primeira página. A história é escrita de uma forma absolutamente fascinante, quer no que respeita à forma, quer ao seu conteúdo (e hoje em dia já vai sendo raro encontrar boas histórias escritas em bom português).
António é um jovem de treze anos, filho de José e Maria, que numa pequena aldeia de Vouzela surpreende todos com a sua eloquência e perspicácia. Dotado de inteligência e cultura invulgares, e um sentido de justiça e humanismo incomuns, desenvolve uma forte personalidade e encontra no Padre Albano, o pároco da aldeia, um amigo com que pode falar sobre as dúvidas que o assolam. O padre Albano admira António, e vaticina-lhe um futuro promissor.
No entanto, a morte inesperada do pároco, conduz António para uma revelação surpreendente, que leva o leitor para uma outra obra do mesmo autor - O Expresso de Berlim.
António, o menino que os professores diziam que se formaria em medicina, decide ser padre, decisão também tomada por José, o seu amigo de infância, cuja infelicidade tornou seu irmão.
Aos trinta e um anos, António é Cardeal Patriarca de Lisboa e participa no Conclave que se segue à morte do Sumo Pontífice e é eleito Papa, por unanimidade. O seu dinamismo, as suas atitudes imprevisíveis, o facto de se colocar ao lado da humanidade e as reformas que propõe para a Igreja, faz com que o apelidem de "o papa que nunca existiu"...
Mas que futuro terá este Papa, adorado pelo povo, mas olhado com desconfiança pela própria igreja?
Um livro apaixonante!
Sem comentários:
Enviar um comentário