quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010


O Prémio Nobel deste ano é Mario Vargas Llosa.

Nunca li nada do autor, mas quem sabe, não peço um livrinho para o Natal.

Ainda não foi desta que Murakami foi Nobel :(((

domingo, 26 de setembro de 2010

"Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não" - Manuela Gonzaga

Título: "Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não"
Autor: Manuela Gonzaga
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 417



Sinopse:

"Doida não e não! é um grito que atravessa os tempos, uma história de vida traçada com um grande rigor histórico, solidamente ancorada em documentação coeva. Estamos nos anos vinte, quando o pricípio da liberdade de imprensa se assumia em Portugal, uma conquista que só será renovada em 1974. Mas este retrato biográfico da «senhora de São Vicente», filha mais velha e herdeira do fundador e co-proprietário do Diário de Notícias, o jornalista Eduardo Coelho, e mulher de Alfredo da Cunha, também jornalista, é, acima de tudo, o testemunho da vontade indómita de uma mulher que tudo arriscou por amor. E que, quando todas as outas lhe foram retiradas, recorreu à mais letal das armas: a palavra escrita."

Opinião:

Gostei muito de ler este livro. A história é extremamente interessante não apenas por si própria, mas também por tudo o que a rodeia. Maria Adelaide, senhora de sociedade, festas e tertúlias apaixona-se pelo motorista da casa e foge com ele.

O que terá levado uma senhora tão distinta e amada pelos seus a cometer tal acto, tão tresloucado e repreensível?

Numa sociedade em que o adultério era prática e consentido, desde que camuflado e mantidas as aparências, Maria Adelaide, uma mulher de aparência frágil, toma a destemida atitude de não manter uma relação adúltera, optando por fugir com o seu amante e pedir o divórcio a seu marido. No entanto, em vez de conseguir o divórcio, vê-se internada no Hospital Psiquiátrico de Conde Ferreira, como se estivesse louca.

Este livro é a história desta mulher e a sua luta pela verdade, pela liberdade e pelo amor.

É fantástica a forma como é descrito o Hospital Conde Ferreira, as práticas da medicina psiquiátrica da altura e toda a sociedade do início de século.

Um livro que recomendo sem reservas.

Prós: A escrita, que nos cativa desde logo e a história que mais do que a história de uma mulher é um retrato de uma sociedade.

Contras: Não encontrei.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novidades literárias deste cantinho

Ontem fiquei um aninho mais velha e por isso há novidades literárias por aqui. Não sei se entretanto haverá mais...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

"A Morte Chama-te" - Karen Rose

Título: A Morte Chama-te
Autor: Karen Rose
Tradutora: Ana Isabel Silveira
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 462

Sinopse:

"O terror modificou para sempre a vida da psiquiatra Tess Ciccotelli. Alguém anda a artomentar os seus pacientes, levando-os a cometer siucídio, e a incriminá-la. Porém,  Tess temde proteger a privacidade dos seus doentes a todo o custo, mesmo quando o detective Aidan Reagan lhe exige a lista de todos os que estão a fazer tratamento, ou ainda que o perigo ameace a sua própria vida. Aidan não consegue esconder a sua admiração pela dedicação de Tess, especialmente quand se torna evidente uque um inimigo sem rosto nem nome está determinado a destruir a carreira, a família e a própria vida da psiquiatra. À medida que a atitude de Aidan se suaviza, a do assassino endurece, e aperta a teia que teceu em volta de Tess."



Opinião:

Mais um policial de Karen Rose, este com bastante romance à mistura, o que não me fez prender tanto como o anterior. A história é interessante e com contornos que me agradaram: a manipulação e o jogo psicológico usado pelo assassino são o ponto forte da história.

O que menos me agradou foi o papel da psiquiatra, tão boazinha e sempre a pensar em proteger os seus doentes mesmo quando a sua vida é posta à prova. A ingenuidade sempre me pareceu falsa.  Também a relação entre Tess e Aidan me pareceu um pouco forçada, como se a autora tivessee de ter sempre um romance nos livros. A meu ver, quebrou a tensão cruel da história com um amor tão cor de rosa!

Mas foi uma leitura agradável e com um assassino inesperado.



Prós: O enredo e a forma como as personagens são exploradas nos seus medos e fantasmas.

Contras: O lado mais romântico da história ocupa páginas demais e dá um toque cor de rosa a uma história que eu gostaria que tivesse sido menos romântica.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem site!!!


Hoje é para mim um grande dia. O meu grande amigo e excelente escritor António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem o seu site.

Foi com enorme alegria que recebi, há pouco, o seu telefonema. É mais que merecido este espaço do autor. Num país que vive em glória dos seus feitos passados, e de alguns feitos presentes mediáticos, esquecem-se grandes nomes das artes, tal como António Andrade de Albuquerque foi esquecido pelo meio literário. Mas os grandes Homens vivem por si, e é isso que este site revela.

Aproveito para questionar as revistas portuguesas sobre livros: para quando uma entrevista com este escritor português? Sabem quem é? Se não souberem já podem pesquisar no site do próprio e verificar que é autor de 34 obras, publicado em 30 países e que ainda escreve!!!

E não pensem que gosto do escrito por ele ser meu amigo, pois a realidade é precisamente o contrário. Por ser fã dos seus livros e da sua escrita é que nos conhecemos e ficámos amigos.

Estou feliz!!!

E aqui está o endereço do site. Não deixem de o visitar.

sábado, 10 de julho de 2010

"Mataram o Sidónio!" - Francisco Moita Flores

Título: "Mataram o Sidónio!"
Autor: Francisco Moita Flores
Editora: Casa das Letras
Edição: Maio de 2010 (1.ª Edição)
Páginas: 295


Sinopse:

"A Polícia confundira todos aqueles que odiavam Sidónio e a sua política cesarista com assassinos em potência. A Maçonaria queria vê-lo destruído, a Carbonária talvez o quisesse desfeito em migalhas, os católicos queriam mais do que o espavento das missas em que o Presidente participava, os integralistas exigiam uma política de ruptura, os democratas odiavam-no e por aí fora. E neste quadro de ódios, os resultados a que chegara apontavam para um miúdo de 22 anos, fascinado pelo turbilhão das sucessivas rebeliões sindicais, vaidoso da arma que mostrara a Ana Rosa, que num momento fortuito da sua vida, conseguira estar próximo do objecto de todos os ódios e disparar fortuitamente. E Asdrúbal vivia com essa angústia dilacerante. Nem a arma fora recuperada, nem o rapaz, abatido como um cão, poderia ser interrogado."



Opinião:

Este foi o primeiro livro de Moita Flores que li, e fiquei com vontade de ler mais. Gosto de ler sobre a nossa história para além dos Descobrimentos (a única época a que se dá ênfase na nossa história, com outros tantos episódios e épocas riquíssimos que são tantas vezes esquecidos , ou ocultados) e este livro fala-nos de um passado recente, tão importante para nos encontrar-mos no presente que vivemos - uma República que é ainda jovem e que já tem tantos episódios marcantes.

Gostei da escrita, simples mas bem elaborada, que cativa o leitor logo nas primeiras linhas.

E adorei ler sobre personagens tão reais e importantes como são Júlio de Matos, Miguel Bombarda, Asdrúbal d'Aguiar, e outros tantos.

Enquanto Lisboa é devastada pela pneumónica, Sidónio Pais é assassinado. A sua morte é envolta em contradições que não escapam a Asdrúbal d'Aguiar, proeminente médico legista da nossa história. E quando é ordenada a autópsia do Presidente, Asdrúbal confirma as suas suspeitas. Mas uma dúvida permanece: quem matou Sidónio Pais?

Na busca pela verdade sobre a morte do Presidente da República, Moita Flores vai dando ao leitor uma visão fascinante e real de como era a medicina legal em Portugal no início do século.

Mais do que um bom romance, um documento histórico!

Como curiosidade: Francisco Moita Flores foi meu professor na pós-graduação em Ciências Criminais, e ao ler este livro, conseguia ouvir a sua voz nasalada, e o seu entusiasmo, a contar todas estas "histórias" da História de Portugal, da História da Medicina Legal e das Ciências Criminais.


Prós: O conhecimento histórico transmitido ao leitor, da época e de como a medicina legal era e evoluiu. As personagens, reais, tal como os acontecimentos, fazem com que o leitor leia um documento histórico, através de um romance.

Contras: Não tem.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um blogue para Haruki Murakami


Há notícias que nos deixam felizes. Esta foi a úlima: o Tiago e a Marta criaram um blogue dedicado a este grande escritor, de quem eu tanto gosto.

Excelente ideia Tiago!

Serei visita assídua.



 
Aqui fica o link: MURAKAMI PT









sábado, 19 de junho de 2010

"O Mar em Casablanca" - Francisco José Viegas

 Título: O Mar em Casablanca
Autor: Francisco José Viegas
Editora: Porto Editora
Edição: Outubro 2009 (1.ª Edição)
Páginas: 234


Sinopse:

"O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores rimances de Francisco osé Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonil - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.

História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje."


Opinião:

Há muito que queria ler uma obra deste autor, e a escolhida foi esta. Confesso que foi  a primeira desilusão literária deste ano. A história não me conseguiu cativar, a escrita, demasiado dispersa, fez-me perder. À medida que a leitura avançava nunca me consegui esquecer que estava a ler um livro, não consegui estabelecer qualquer relação / empatia com as personagens. A história é interessante, mas não consegui senti-la da forma que gosto de sentir uma história. As personagens foram apenas isso - personagens fictícias de uma história inventada. O livro pareceu-me mais um diário em que alguém escreveu as suas memórias e pensamentos à medida que estas afloravam a sua mente, dispersas, sem ordem, porque quando escrevemos um diário escrevemos para nós próprios e não para os outros, e por isso, a ordem, o encadeamento não são importantes. É a aleatoriedade do pensamento.

Foi difícil acabar de ler este livro, mas como não gosto de deixar leituras a meio, terminei-o. Apesar da sensação de vazio que me deixou. Provavelmente não foi o tempo certo para esta leitura.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922 - 2010)


Porque nem o Nobel é eterno...

domingo, 13 de junho de 2010

Hercus Pereira, um seguidor muito especial

Eu tenho um grande carinho por todos os seguidores do "Conta-me Histórias". Ter seguidores é sinal de que gostam de nós, do que escrevemos.

Mas há um seguidor recente que me deixou muito feliz (eu sou assim, fico feliz com coisas aparentemente pequenas). Esse seguidor é o Hercus Pereira.

E porque é que esse seguidor é tão especial? Porque é timorense, e como já aqui disse, tenho um carinho muito especial pelo povo timorense e pela luta de Timor Lorosae, que acompanhei e vivi de muito perto, integrando manifestações, organizando exposições, fazendo vigílias, sempre acompanhada de timorenses excepcionais e alguns deles sobreviventes do massacre de Santa Cruz. Relembro muitas vezes o brilho do seu olhar, o sorriso franco, a esperança presente no seu coração e a dor de muitos, que em 1999 perderam os seus entes queridos em troca da Liberdade.

E com muito carinho que agradeço ao Hercus por ser seguidor deste blogue: Muito Obrigada!

E não deixem de visitar o seu blogue:  http://hercus.blogspot.com/

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