domingo, 27 de março de 2011

"Águas Calmas" - Tami Hoag

Título:  "Águas Calmas"
Autor: Tami Hoag
Tradutor: Maria Filomena Duarte
Editora: Temas e Debates
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 448

Sinopse:

"Quando o cadáver de um homem assassinado cai literalmente aos pés de Elisabeth Stuart, ela consegue limpar o sangue mas não afstar o terror. Ela e o filho adolescente e problemático, recém-chegados a Still Creek, são tratados com desconfiança pela gente local, incluindo o xerife. Todavia, nada irá impedi-la de procurar a verdade... excepto o assassino. Fugindo de um divórcio atribulado, Elizabeth estava convencida de que poderia iniciar uma nova vida junto do filho numa pequena cidade de província. Mas a idílica Still Creek, encaixada no coração das searas luxuriantes dos Amish, esconde segredos suficientemente perigosos para levar alguém a cometer um crime. Agora, Elizabeth tem de arriscar tudo para desmascarar o assassino... antes que a corrente do mal que atravessa Still Creek a arraste para o fundo"

Opinião:

Já não é novidade para ninguém que sou fã da Tami Hoag, da trama das suas histórias e das suas personagens. E este livro é mais um a confirmar aquilo que gosto na sua esrita: as personagens são tão bem desenvolvidas, que ao fim de algumas páginas, a leitura torna-se um diálogo entre o leitor e as personagens da história, que passam a fazer parte do nosso imaginário de uma forma tão real que parece que as conhecemos.

A história circula em torno de um homem assassinado e da mulher que descobre o corpo: Elizabeth Stuart. Elizabeth é uma estranha na cidade, mas ela e o seu filho adolescente são olhados como se fossem a encarnação do mal. Ela, divorciada duas vezes, é vista como uma pecadora, mulher fácil e caprichosa, que usa os homens apenas para conseguir luxos. O seu filho adolescente, problemático, é o alvo perfeito para tudo o que acontece de errado na cidade.

Ao longo da história, a vida de Elizabeth cruza-se com o xerife, ex-estrela de futebol, divorciado, com uma filha adolescente e fantasmas do passado por resolver.

Uma história que é mais romance que policial, mas que cativa o leitor desde a primeira página.

Brilhante!!!

Prós: a escrita cativante de Tami Hoag e as personagens apaixonantes e tão reais.

Contras: apenas o facto de o lado policial da história ser absorvido pelo lado mais "romance"

domingo, 27 de fevereiro de 2011

"As Regras de Moscovo" - Daniel Silva

Título: As Regras de Moscovo
Autor: Daniel Silva
Tradutor: Vasco Teles de Menezes
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Janeiro 2010
Páginas: 441

Sinopse:

"A morte de um jornalista leva Allon à Rússia, onde descobre que, no que diz respeito à arte da espionagem, até ele tem alguma coisa a aprender. Agora, está a jogar segundo as regras de Moscovo. E na cidade existe uma nova geração de estalinistas que conspiram para reivindicar um império perdido e desafiar o domínio global de um velho inimigo: os Estados Unidos da América. Um desses homens é Ivan Kharkov, um antigo coronel do KGB que construiu um império de investimento global sobre os escombros da União Soviética. No entanto, no interior desse império existe um negócio lucrativo de armas, e Kharkov está prestes a entregar as mais sofisticadas da Rússia à al-Qaeda."


Opinião.

Daniel Silva tem o dom de escrever de forma a agarrar o leitor desde a primeira página. "As Regras de Moscovo" é uma história de espionagem que foca factos da actualidade e se baseia nos medos contemporâneos da humanidade, medos esses que despertaram na nossa consciência após o 11 de Setembro.

As personagens já fazem parte do nosso círculo de "amigos literários" e foi bom reencontrá-los ao fim de algum tempo (o último livro de Daniel Silva que li já foi há mais de um ano).

Gostei da história, apesar de não ser nada de "espectacular", e faz um bom retrato da Rússia actual, um país que vive em busca de uma identidade, depois de ter perdido a identidade "grandiosa" com que sempre viveu.

Um bom livro.

Prós: O retrato histórico da Rússia. A escrita que prende o leitor.

Contras: Esperava mais desenvolvimento sobre o tráfico de armas e as ligações do KGB à al-Qaeda.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Não há palavras" - Zhang Jie

Título: Não há palavras
Autor: Zhang Jie
Tradutor: José Colaço Barreiros (a partir da versão italiana de Maria Gottardo e Monica Morzenti)
Editora: Gradiva
Edição: 1ª edição
Páginas: 290 (incluindo glossário)

Sinopse:

"Não há palavras para exprimir a força de um sentimento que arrasta consigo a alma e muitas vezes a seca ao ponto de a tornar para sempre árida, ou que, pelo contrário, a enche ao ponto de extravasar, apagando a razão.

Esse amor inexprimível está aqui, nas páginas deste romance:  homens e mulheres à mercê dos sentimentos, que vivem as suas vidas unidos e separados por vicissitudes e paixões - tendo como fundo um país imenso, antiquíssimo, de civilização rica e complexa, que mudou com inaudita rapidez e violência no breve espaço de um século.

Não Há Palavras tem a respiração profunda da época que narra - o século XX - e o sabor do quotidiano nas suas personagens grandes e pequenas, mesquinhas e verdadeiras, com fraquezas mas também capazes de um extraordinário heroísmo."


Opinião:

Tal como quase todos os livros chineses, este livro retrata de uma forma muito real e sem floreados, a vida de duas mulheres - Wu Wei e Bai Fan  - e de um homem - Hu Bingchen.

A vida destas três personagens entrelaça-se numa trama de marido, mulher e amante, onde os sentimentos são vivios de forma magnífica. Não é uma história de amor, é mais uma história de sofrimento, egoísmo, de sobrevivência, mas não deixa de ser uma história brilhante.

Acompanhamos as personagens ao seu passado e compreendemos a dor do seu presente, enquanto, sem máscaras, a história nos vai mostrando uma China que vive procurando o equilíbrio entre o seu passado rural e o presente ocidentalizado.

Um bom livro, que não se devora, mas que nos obriga a saborear...

Prós: Para além da escrita magnífica, o facto de fazer um retrato de uma China em transição.

Contras: Não é um contra do livro, mas como não estamos habituados aos nomes chineses, no início torna-se difícil distinguir as personagens femininas das masculinas

Ontem comprei um livro...

Ontem, enquanto esperava pela hora de mais uma consulta médica, fui ver as promoções de livros que estão no Hipermercado Jumbo. No meio de muitos livros que não me estavam a despertar qualquer interesse, encontrei este, que apelou à minha curiosidade quando saiu, em 2009. E, por apenas 5 € trouxe-o comigo. Apesar de ter chegado a casa toda molhada (sim, aqui no norte ontem parecia o dilúvio!), cheguei contente. Um dia em que se compra um livro (e ainda por cima a tão bom preço) é sempre um bom dia!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Últimas aquisições

Estes foram os últimos livros que adquiri, no final do ano de 2010 e início de 2011. Estou também a fazer a colecção "História da Vida Privada em Portugal", sob a direcção de José Mattoso, do Círculo de Leitores. São 4 volumes e quando os tiver todos mostro a colecção completa (já tenho dois).



Mais um livro da Tami, desta vez em primeira mão, pelo Círculo de Leitores.


Já andava para comprar este livro há algum tempo, e adquiri-o a um preço fantástico (5€), novo, numa feira de livros.


Mais um volume da Karen Rose (já tenho 6 volumes: 2 lidos e 4 para ler).


Em edição de bolso, que sai sempre mais económica, mais um livro de Daniel Silva.


Este livro, já não consegui encontrar no Círculo de Leitores (pela altura do Natal), mas encontrei mais tarde, na FNAC. 

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Prendas de Natal 2010

Olá, 

o tempo não tem sido muito para aqui vir dar conta das novidades, mas não podia deixar de vos mostrar os livros recebidos este Natal. Foram os 3 oferecidos pelos meus pais. Adoro os livros de capa dura do Círculo de Leitores!!!



sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

"Um Ano no Tráfico de Mulheres" - Antonio Salas

Título: Um ano no tráfico de mulheres
Autor: Antonio Salas
Tradutor:João Pedro George
Editora: Livros d'Hoje
Edição: 1.ª Edição
Páginas: 444

Sinopse

"Ao longo de um ano Antonio Salas, o autor de Diário de um Skin, fez-se passar por um traficante de mulheres à procura de pistas para desmascarar o sórdido e miserável mercado do sexo. As suas conclusões são chocantes!

«Todos conhecemos também alguma criança de treze anos; uma filha, uma irmã, uma neta, uma vizinha... Eu lembrei-me de Patrícia, a filha da minha ex-cunhada, e por um instante imaginei-a a ela nas garras de uma rede como a do mexicano. Imaginei-a vendida como uma boneca de trapos humana e colocada a trabalhar num qualquer bordel de luxo para clientes exigentes. Visualizei-a sendo manuseada por um empresário babado, suado e seboso como Manuel. E mal consegui conter a minha ira. [...] Graças a Deus, aquele arrebate durou-me apenas uns instantes. Sou um investigador e não um piquete de linchamento, mas a verdade é que a investigação estava a passar dos limites. Torna-se difícil entrar no papel de um sacana sem escrúpulos, como supostamente são todos os traficantes de seres humanos e de drogas, e evitar que a representação não te devore.»

«Nesta viagem até ao inferno, o autor sentiu compaixão, lástima, ira, desejo, culpabilidade, frustração, asco, impotência e, acima de tudo, tristeza. Uma imensa tristeza.»

«Se tivesse conseguido prever a angústia e o desespero que ia experimentar ao infiltrar-me neste mundo perverso, talvez nunca tivesse iniciado esta investigação.»"


Opinião:

Há livros que todos devíamos ler, por serem brilhantes obras de literatura, por contarem histórias fantásticas, por serem lindos.

E há livros que todos devíamos ler, por serem o relato do mundo, da vida, da podridão, da crueldade que a maioria de nós nunca conhecerá mas com a qual convivemos diariamente. Este é um desses livros.

"Um ano no Tráfico de Mulheres" é o relato da investigação que António Salas, autor de "Diário de um Skin" fez, durante um ano em que se infiltrou nas redes de tráfico de mulheres em Espanha.

De bordel em bordel, da prostituição de rua à prstituição de luxo, o autor vai conhecendo e relatando histórias, para as quais muitos dos leitores podem não estar preparados para conhecer. Histórias de mulheres que são trazidas da Nigéria, Roménia, Colômbia, México, Brasil em condições miseráveis e que em Espanha são obrigadas a prostituírem-se sob ameaças, escravidão, maus-tratos e tudo o que não somos capazes de imaginar.

Um livro de linguagem dura, crua mas real. Um relato sem 2cosmética" literária, que nos arrepia a cada página, a cada história, a cada mulher descoberta, a cada traficante desmascarado.

No entanto, um livro que nos dá um conhecer um Homem com H grande, capaz de sentimentos que nos deixam comovidos. Um Homem que sofre com o que vê e investiga e nos deixa, muitas vezes, com o olhar turvo.

Um livro fantástico escrito por um homem admirável!

Deixo agora algumas passagens do livro:

"De facto, à medida que ia aprofundando esta investigação, vi-me obrigado a reconsiderar uma e outra vez os meus conhecimentos sobre anatomia. Finalmente, concluí que a medicina e a fisiologia erram ao considerar que os órgãos humanos se situam na mesma parte do corpo tanto no caso das fêmeas como dos varões. Sem dúvida, o cérebro masculino não se encontra alojado dentro do crânio, mas sim em algum ponto dos genitais, o que me conduz à firme convicção de que, no nosso caso, doenças como a sífilis, a gonorreia ou os chatos poderiam ser consideradas perturbações mentais..." (páginas 227/228)

"Uma rapariga bonita e «trabalhadora» pode ir para a cama, em cada dia, com dez ou quinze homens diferentes. Atirando por baixo, um serviço completo oscila entre os trinta euros da rua e os sessenta de um clube. Suponhamos que uma rapariga ganha uns quinhentos euros ao dia e que, num esbanjamento de generosidade, a deixamos descansar um dia em cada sete. Teríamos uma receita de três mil euros por semana ou, o que vai dar no mesmo, uns treze mil e quinhentos euros por mês e por cada uma. Só com aquele carregamento de seis raparigas, nós embolsaríamos cerca de oitenta e um mil euros por mês (...). ( página 262)

"Quando dei a volta à primeira esquina e os perdi de vista, não aguentei mais e vomitei em pleno passeio, salpicando as minhas calça. Apesar de ter despejado tudo o que tinha no estômago, não consegui libertar-me da vergonha e do asco, que ainda hoje continuam dentro de mim. Vergonha e asco pelo género humano. Especialmente pelo masculino. Desde então, fiquei a saber que as redes de prostituição infantil são uma realidade." (página 368)

Prós: Tudo.

Contras: Não tem.

domingo, 5 de dezembro de 2010

"O Símbolo Perdido" - Dan Brown

Título: O Símbolo Perdido
Autor: Dan Brown
Editora: Bertrand
Edição: Outubro 2009
Páginas: 571


Sinopse:

"Aquilo que se perdeu será encontrado...


Washington, D.C.: Robert Langdon, simbolista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros. Robert Langdon reconhece-o trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.


Quando Peter Solomon, eminente maçon e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.


Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível."


Opinião:

Diga-se o que se disser, Dan Brown sabe cativar o leitor como mais ninguém o faz. É difícil deixar de ler este Símbolo Perdido, pois a ânsia de descobrir mais um pouco, a curiosidade de saber o que vai acontecer a seguir fazem-nos virar página a página a uma velocidade quase tão estonteante como a da própria história. Tanto se passa em tão pouco tempo, tantas vidas mudam, tantos segredos são revelados e tantas surpresas desvendadas...

Não vou falar da história, pois isso, para além de tornar o posto longo demais, contaria a história que merece ser lida.No entanto, para quem gostar como eu, de simbolismo e de compreender rituais, aconselho a sua leitura, sem sombra de dúvidas. Símbolos e rituais maçónicos são revelados neste livro, no seio de uma trama  de ódio e vingança que nos prende desde a primeira página.

Adorei!

Prós: A escrita cativante. O facto de se basear em rituais e símbolos da maçonaria, o que nos faz compreender um pouco melhor esse mundo tão desconhecido.

Contras: Se fossemos a temporizar todos os acontecimentos era impossível que se passassem no tempo que a história dura. O tempo da história é demasiado "curto" para tantos acontecimentos. Mas afinal, é uma história!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

"O Códice Secreto" - Lev Grossman

Título: O Códice Secreto
Autor: Lev Grossman
Tradutor: Maria Eduarda Colares
Editora: Colecção Enigmas da História - Revista Visão
Páginas: 278

Sinopse:

"Edward Wozny é um jovem banqueiro dedicado a uma prometedora carreira de consultor bancário em Nova Iorque que se prepara para umas merecidas férias em Londres. Antes de partir para a Europa, deve realizar um último trabalho para os duques de Bowry, importantes clientes da entidade financeira para a qual trabalha. Os duques pedem-lhe então que organize e catalogue uma série de livros de grande valor que trouxeram para o seu apartamento nova-iorquino.

Os duques estão especialmente interessados na recuperação de um códice do século XIII intitulado A Viage to the Contree of the Cimmeriams, escrito por Gervase de Langford, contemporâneo de Chaucer, um texto que permanenceu oculto durante séculos e que alegadamente contém importantes segredos e revelações que afectam o passado mas que podem também influir no presente... Enquanto, com a ajuda da jovem medievalista Margaret, procura sem resultado o códice, Edward dedica-se fervorosamente a um jogo de computador chamado Momus.

Um jogo tão aditivo que chega a submergi-lo num estado próximo da hipnose durante horas. Nesse estado, Edward começa a descobrir uma série de inquietantes e misteriosos paralelismos entre a sua própria vida, o manuscrito e o jogo..."


Opinião:

Comecei a ler este livro sem grandes expectativas. No entanto, foi uma leitura agradável um bom momento de entretenimento. Apesar de não ser um grande livro, nem uma grande história, está bem escrito e o autor consegue despertar no leitor a curiosidade para o manter expectante e querer ler sempre um pouco mais para ver o que vai acontecer.

É uma história simples, de um jovem banqueiro, que se vê envolvido na busca de um códice que nem sequer tem a certeza de existir. Um casal de duques, uma duquesa enigmática, um duque poderoso e um segredo de família são alguns dos ingredientes deste mistério, ao qual se junta uma medievalista enigmática e um jogo de computador viciante.

Um livro agradável.

Prós: A atenção que capta no leitor. As descrições quase cinematográficas.

Contras: Não tem contras uma vez que é um livro ligeiro, de leitura fácil e que não pretende ser uma grande obra.

"O Adeus às Armas" - Ernest Hemingway


Título: O Adeus às Armas
Autor:  Ernest Hemingway
Tradutor: Adolfo Casais Monteiro
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Março de 1989
Páginas: 249


Sinopse: Esta edição não tem sinopse.

Opinião:

Este não é o primeiro livro do Nobel que leio. Li "O Velho e o Mar", e adorei! Talvez por isso tivesse expectativas muito elevadas quando iniciei a leitura de "O Adeus às Armas". No entanto, não me senti correspondida nas expectativas. Não posso dizer que não gostei do livro, mas também não posso dizer que gostei... Confesso que me foi indiferente... Demorei a ler este livro muito mais do que era esperado e deixou-me uma sensação de indiferença que não gosto de sentir na leitura. As personagens não me prenderam e a história também não. Apesar de ser uma história sem "maquilhagem", um relato cru das vidas na guerra, deixou-me um sabor a pouco.

Que me perdoe o Nobel!

Prós: Bem escrito.

Contras: Talvez não o tenha lido na altura certa.

Novidades

Nestes últimos tempos, as novas aquisições não têm sido muitas, mas estas foram as últimas:


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Mario Vargas Llosa - Prémio Nobel da Literatura 2010


O Prémio Nobel deste ano é Mario Vargas Llosa.

Nunca li nada do autor, mas quem sabe, não peço um livrinho para o Natal.

Ainda não foi desta que Murakami foi Nobel :(((

domingo, 26 de setembro de 2010

"Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não" - Manuela Gonzaga

Título: "Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não"
Autor: Manuela Gonzaga
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 417



Sinopse:

"Doida não e não! é um grito que atravessa os tempos, uma história de vida traçada com um grande rigor histórico, solidamente ancorada em documentação coeva. Estamos nos anos vinte, quando o pricípio da liberdade de imprensa se assumia em Portugal, uma conquista que só será renovada em 1974. Mas este retrato biográfico da «senhora de São Vicente», filha mais velha e herdeira do fundador e co-proprietário do Diário de Notícias, o jornalista Eduardo Coelho, e mulher de Alfredo da Cunha, também jornalista, é, acima de tudo, o testemunho da vontade indómita de uma mulher que tudo arriscou por amor. E que, quando todas as outas lhe foram retiradas, recorreu à mais letal das armas: a palavra escrita."

Opinião:

Gostei muito de ler este livro. A história é extremamente interessante não apenas por si própria, mas também por tudo o que a rodeia. Maria Adelaide, senhora de sociedade, festas e tertúlias apaixona-se pelo motorista da casa e foge com ele.

O que terá levado uma senhora tão distinta e amada pelos seus a cometer tal acto, tão tresloucado e repreensível?

Numa sociedade em que o adultério era prática e consentido, desde que camuflado e mantidas as aparências, Maria Adelaide, uma mulher de aparência frágil, toma a destemida atitude de não manter uma relação adúltera, optando por fugir com o seu amante e pedir o divórcio a seu marido. No entanto, em vez de conseguir o divórcio, vê-se internada no Hospital Psiquiátrico de Conde Ferreira, como se estivesse louca.

Este livro é a história desta mulher e a sua luta pela verdade, pela liberdade e pelo amor.

É fantástica a forma como é descrito o Hospital Conde Ferreira, as práticas da medicina psiquiátrica da altura e toda a sociedade do início de século.

Um livro que recomendo sem reservas.

Prós: A escrita, que nos cativa desde logo e a história que mais do que a história de uma mulher é um retrato de uma sociedade.

Contras: Não encontrei.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Novidades literárias deste cantinho

Ontem fiquei um aninho mais velha e por isso há novidades literárias por aqui. Não sei se entretanto haverá mais...


terça-feira, 17 de agosto de 2010

"A Morte Chama-te" - Karen Rose

Título: A Morte Chama-te
Autor: Karen Rose
Tradutora: Ana Isabel Silveira
Editora: Círculo de Leitores
Edição: Maio 2009
Páginas: 462

Sinopse:

"O terror modificou para sempre a vida da psiquiatra Tess Ciccotelli. Alguém anda a artomentar os seus pacientes, levando-os a cometer siucídio, e a incriminá-la. Porém,  Tess temde proteger a privacidade dos seus doentes a todo o custo, mesmo quando o detective Aidan Reagan lhe exige a lista de todos os que estão a fazer tratamento, ou ainda que o perigo ameace a sua própria vida. Aidan não consegue esconder a sua admiração pela dedicação de Tess, especialmente quand se torna evidente uque um inimigo sem rosto nem nome está determinado a destruir a carreira, a família e a própria vida da psiquiatra. À medida que a atitude de Aidan se suaviza, a do assassino endurece, e aperta a teia que teceu em volta de Tess."



Opinião:

Mais um policial de Karen Rose, este com bastante romance à mistura, o que não me fez prender tanto como o anterior. A história é interessante e com contornos que me agradaram: a manipulação e o jogo psicológico usado pelo assassino são o ponto forte da história.

O que menos me agradou foi o papel da psiquiatra, tão boazinha e sempre a pensar em proteger os seus doentes mesmo quando a sua vida é posta à prova. A ingenuidade sempre me pareceu falsa.  Também a relação entre Tess e Aidan me pareceu um pouco forçada, como se a autora tivessee de ter sempre um romance nos livros. A meu ver, quebrou a tensão cruel da história com um amor tão cor de rosa!

Mas foi uma leitura agradável e com um assassino inesperado.



Prós: O enredo e a forma como as personagens são exploradas nos seus medos e fantasmas.

Contras: O lado mais romântico da história ocupa páginas demais e dá um toque cor de rosa a uma história que eu gostaria que tivesse sido menos romântica.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem site!!!


Hoje é para mim um grande dia. O meu grande amigo e excelente escritor António Andrade Albuquerque / Dick Haskins já tem o seu site.

Foi com enorme alegria que recebi, há pouco, o seu telefonema. É mais que merecido este espaço do autor. Num país que vive em glória dos seus feitos passados, e de alguns feitos presentes mediáticos, esquecem-se grandes nomes das artes, tal como António Andrade de Albuquerque foi esquecido pelo meio literário. Mas os grandes Homens vivem por si, e é isso que este site revela.

Aproveito para questionar as revistas portuguesas sobre livros: para quando uma entrevista com este escritor português? Sabem quem é? Se não souberem já podem pesquisar no site do próprio e verificar que é autor de 34 obras, publicado em 30 países e que ainda escreve!!!

E não pensem que gosto do escrito por ele ser meu amigo, pois a realidade é precisamente o contrário. Por ser fã dos seus livros e da sua escrita é que nos conhecemos e ficámos amigos.

Estou feliz!!!

E aqui está o endereço do site. Não deixem de o visitar.

sábado, 10 de julho de 2010

"Mataram o Sidónio!" - Francisco Moita Flores

Título: "Mataram o Sidónio!"
Autor: Francisco Moita Flores
Editora: Casa das Letras
Edição: Maio de 2010 (1.ª Edição)
Páginas: 295


Sinopse:

"A Polícia confundira todos aqueles que odiavam Sidónio e a sua política cesarista com assassinos em potência. A Maçonaria queria vê-lo destruído, a Carbonária talvez o quisesse desfeito em migalhas, os católicos queriam mais do que o espavento das missas em que o Presidente participava, os integralistas exigiam uma política de ruptura, os democratas odiavam-no e por aí fora. E neste quadro de ódios, os resultados a que chegara apontavam para um miúdo de 22 anos, fascinado pelo turbilhão das sucessivas rebeliões sindicais, vaidoso da arma que mostrara a Ana Rosa, que num momento fortuito da sua vida, conseguira estar próximo do objecto de todos os ódios e disparar fortuitamente. E Asdrúbal vivia com essa angústia dilacerante. Nem a arma fora recuperada, nem o rapaz, abatido como um cão, poderia ser interrogado."



Opinião:

Este foi o primeiro livro de Moita Flores que li, e fiquei com vontade de ler mais. Gosto de ler sobre a nossa história para além dos Descobrimentos (a única época a que se dá ênfase na nossa história, com outros tantos episódios e épocas riquíssimos que são tantas vezes esquecidos , ou ocultados) e este livro fala-nos de um passado recente, tão importante para nos encontrar-mos no presente que vivemos - uma República que é ainda jovem e que já tem tantos episódios marcantes.

Gostei da escrita, simples mas bem elaborada, que cativa o leitor logo nas primeiras linhas.

E adorei ler sobre personagens tão reais e importantes como são Júlio de Matos, Miguel Bombarda, Asdrúbal d'Aguiar, e outros tantos.

Enquanto Lisboa é devastada pela pneumónica, Sidónio Pais é assassinado. A sua morte é envolta em contradições que não escapam a Asdrúbal d'Aguiar, proeminente médico legista da nossa história. E quando é ordenada a autópsia do Presidente, Asdrúbal confirma as suas suspeitas. Mas uma dúvida permanece: quem matou Sidónio Pais?

Na busca pela verdade sobre a morte do Presidente da República, Moita Flores vai dando ao leitor uma visão fascinante e real de como era a medicina legal em Portugal no início do século.

Mais do que um bom romance, um documento histórico!

Como curiosidade: Francisco Moita Flores foi meu professor na pós-graduação em Ciências Criminais, e ao ler este livro, conseguia ouvir a sua voz nasalada, e o seu entusiasmo, a contar todas estas "histórias" da História de Portugal, da História da Medicina Legal e das Ciências Criminais.


Prós: O conhecimento histórico transmitido ao leitor, da época e de como a medicina legal era e evoluiu. As personagens, reais, tal como os acontecimentos, fazem com que o leitor leia um documento histórico, através de um romance.

Contras: Não tem.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um blogue para Haruki Murakami


Há notícias que nos deixam felizes. Esta foi a úlima: o Tiago e a Marta criaram um blogue dedicado a este grande escritor, de quem eu tanto gosto.

Excelente ideia Tiago!

Serei visita assídua.



 
Aqui fica o link: MURAKAMI PT









sábado, 19 de junho de 2010

"O Mar em Casablanca" - Francisco José Viegas

 Título: O Mar em Casablanca
Autor: Francisco José Viegas
Editora: Porto Editora
Edição: Outubro 2009 (1.ª Edição)
Páginas: 234


Sinopse:

"O que une um cadáver encontrado nos bosques que rodeiam o belo Palace do Vidago e um homicídio no cenário deslumbrante do Douro? O que une ambos os crimes às recordações tumultuosas dos acontecimentos de Maio de 1977 em Angola? Jaime Ramos, o detective dos anteriores rimances de Francisco osé Viegas, regressa para uma nova investigação onde reencontra a sua própria biografia, as recordações do seu passado na guerra colonil - e uma personagem que o persegue como uma sombra, um português repartido por todos os continentes e cuja identidade se mistura com o da memória portuguesa do último século.

História de uma melancolia e de uma perdição, O Mar em Casablanca retoma o modelo das histórias policiais para nos inquietar com uma das personagens mais emblemáticas do romance português de hoje."


Opinião:

Há muito que queria ler uma obra deste autor, e a escolhida foi esta. Confesso que foi  a primeira desilusão literária deste ano. A história não me conseguiu cativar, a escrita, demasiado dispersa, fez-me perder. À medida que a leitura avançava nunca me consegui esquecer que estava a ler um livro, não consegui estabelecer qualquer relação / empatia com as personagens. A história é interessante, mas não consegui senti-la da forma que gosto de sentir uma história. As personagens foram apenas isso - personagens fictícias de uma história inventada. O livro pareceu-me mais um diário em que alguém escreveu as suas memórias e pensamentos à medida que estas afloravam a sua mente, dispersas, sem ordem, porque quando escrevemos um diário escrevemos para nós próprios e não para os outros, e por isso, a ordem, o encadeamento não são importantes. É a aleatoriedade do pensamento.

Foi difícil acabar de ler este livro, mas como não gosto de deixar leituras a meio, terminei-o. Apesar da sensação de vazio que me deixou. Provavelmente não foi o tempo certo para esta leitura.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

José Saramago (1922 - 2010)


Porque nem o Nobel é eterno...

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