quarta-feira, 8 de abril de 2009

Dois novos livros

Estes dois livros acabaram de chegar! Mais dois na lista à espera de serem lidos.


"Londres, Maio de 1998. Uma onde de calor sufoca a cidade: dias abafados, estranhas noites de nevoeiro e os passos furtivos de um assassino pelas ruas. Três pessoas aparecem misteriosamente assassinadas sem que qualquer pista indique uma relação entre os crimes: nada as une nem as liga... a não ser o facto de os seus cadáveres aparecerem com uma colher de prata no lugar onde anteriormente tinham a língua... No encalço deste carniceiro implacável está o superintendente Red Metcalfe, um investigador de reconhecidos méritos, capaz de se colar à pele e entrar na mente dos assassinos que persegue."






"Benjamim Weaver, judeu português, detective, espadachim e um famoso ex-boxeur, move-se com maestria e confiança na Londres do século XVIII. Trabalhando para clientes aristocratas na cobrança de dívidas difíceis, vive afastado da família devido à má relação com o seu pai, um abastado investidor da bolsa. Mas quando este é brutalmente assassinado, não pode ficar de braços cruzados. Descendo ao submundo do crime londrino, Weaver ziguezagueia entre bordéis, cervejarias, prisões e casas de jogo, para descobrir uma conspiração que o ameaça não só a si, mas também à própria Inglaterra. Um romance histórico fascinante, A Conspiração de Papel arrebata os leitores, página atrás de página, com um enredo envolvente e personagens apaixonantes de um período único da história."

Clássicos da Verbo

A Verbo irá lançar novas edições de alguns dos clássicos da literatura portuguesa. Os Maias, de Eça de Queirós, serão a primeira edição.






domingo, 5 de abril de 2009

É já amanhã...

É já amanhã o lançamento do novo disco dos XUTOS E PONTAPÉS!

Deixo aqui algumas músicas deste novo álbum:


SEM EIRA NEM BEIRA (uma letra que continua a mostrar a irreverência e crítica social)





PERFEITO VAZIO (às vezes eu fico imóvel, pairando no vazio, às vezes aqui faz frio...)ADORO!!!

sábado, 4 de abril de 2009

ASA lança "Colecção VINTAGE"

Inspirada por um conceito intrinsecamente associado a qualidade e singularidade, a Colecção Vintage tem por objectivo reunir obras literárias excepcionais, da autoria de escritores consagrados.

Saiba tudo sobre esta colecção em http://asavintage.blogs.sapo.pt/
Parece-me uma boa inicativa.

sábado, 28 de março de 2009

Mais uma baixa na Lista de Livros a Comprar

Nada melhor para terminar as férias, que comprar um livro! Hoje o escolhido foi:



E qual não é a minha suspresa, quando ao lado deste livro, estava um outro, que procuro há anos, sem encontrar (parece que esta semana foi proveitosa em encontrar livros "desaparecidos")! Claro está: comprei-o. Ei-lo (ihihihihih):


E depois, encontrei também este, sobre o qual tenho uma enorme curiosidade, e como estava a um bom preço, cá está ele a completar o trio de hoje:




sexta-feira, 27 de março de 2009

Novas aquisições de hoje

Hoje decidi ir passear até ao Porto.

Subi a Rua 31 de Janeiro, onde fui vendo as montras das duas livrarias que aí existem. Já em Santa Catarina, visitei a Livraria Latina, depois fui à FNAC e ainda espreitei a Bertrand do Via Catarina. De seguida parei para ouvir um duo da América Latina que habitualmente toca nesta rua. Brilhante!!! São só dois mas com um equipamento fantástico, quer ao nível musical quer no que respeita à imagem (tirei uma foto com o telemóvel, mas não sei porquê não a estou a conseguir passar para o PC). Adoro parar e ficar a ouvir a sua música, em especial o som dos tambores e flautas artesanais que usam. Não resisti e desta vez comprei mesmo o CD.

Segui pela Rua de Santa Catarina, mas o meu destino era a Rua do Bonjardim. Porquê? Porque é lá que fica um dos alfarrabistas desta cidade, o meu preferido, e que podem visitar aqui . Ora, como já devem estar a imaginar~não saí de lá com as mãos a abanar. Na verdade saí com dois livros do Dick Haskins, e vontade de trazer metade das estantes.

Aqui ficam as imagens das compras de hoje:


A capa do CD



"A Sétima Sombra" - Edições ASA (2002)




"A Noite Antes do Fim" (capa e contra-capa) - Colecção Enigma (1964)

quinta-feira, 26 de março de 2009

"A Embaixadora" - Dick Haskins

Sinopse:

"Naquele fim de tarde ameno, no início do Verão, Vanda não podia imaginar o perigo que a aguardava ao sair do emprego. Mas a verdade é que um grupo de conspiradores vira nela a sósia perfeita para levar a cabo um arriscado golpe político internacional...
Vanda ver-se-á então num papel que nunca sonhara incarnar, passando longas horas de terror e suspense num estádio superlotado, durante um jogo de futebol.
Até que o espírito de observaçãode uma criança propiciasse, para o caso, uma inesperada solução."


Comecei a ler este livro ontem e acabei hoje. Palavras para quê? É mais um brilhante livro de Dick Haskins, apesar de o detective homónimo não ser personagem desta história.

Vanda, amiga de Elsa e Henrique e madrinha dos seus dois filhos, prepara-se para passar um fim de semana prolongao numa pousada, longe da cidade. Mas, no início da viagem, é surpreendida por um homem, engessado e que aparenta ter sido vítima de múltiplas fracturas, que lhe pede boleia. Sensibilizada pelo estado físico do homem e pela sua educação, Vanda aceita levá-lo a casa.

Dias antes, Vanda, sem ter conhecimento, era observada por uma mulher, no restaurante onde habitualmente almoça. A sua figura e em especial o seu rosto, despertaram a atenção de Juanita, secretária da Embaixadora de Purto Nuevo em Portugal.

Juanita descobre em Vanda a sósia perfeita da Embaixadora, dadas as semelhanças impressionantes e quase inacreditáveis entre ambas. Vanda era a peça que faltava para que o seu plano para derrotar o governo democrático de Puerto Nuevo fosse posto em prática.

Uma história brilhantemente desenvolvida, onde espionagem, intriga política e dedução à Dick Haskins se enlaçam num enredo que mantém o leitor preso da primeira à última página.

Entrevista a José Rodrigues dos Santos no JN


"Literatura portuguesa hostilizava os leitores"

Mesmo sem ter sido o maior 'best seller' de José Rodrigues dos Santos, "A vida num sopro" foi um dos livros portugueses mais vendidos em 2008. Para o escritor-jornalista - que se apresta para lançar novo romance em Outubro - a explicação para o êxito é simples: o público português sentia falta de "boas histórias".


Segundo dados da Bertrand e da Fnac, voltou a ser um dos autores portugueses com mais livros vendidos no ano passado. Para si, esse é o maior dos prémios?


Não escrevo para mim nem para os meus amigos; escrevo para as pessoas. O facto de os meus livros estarem a ter esta aceitação generalizada em Portugal e terem tradução para 15 línguas mostra que a minha obra está a agradar aos leitores.


Sente que o seu êxito não tem sido bem assimilado pelo meio literário, que o vê ainda como um "intruso"?


Admito que sim e agrada-me ser um "outsider". Em geral, os "establishments" não gostam do que vai contra as suas ideias feitas e a ordem estabelecida, mas a verdade é que alguém tinha de o fazer para atrair os leitores de volta às letras portuguesas. A situação anterior, em que as pessoas preferiam ler autores estrangeiros, é que não me parecia aceitável; e se ela acontecia, a culpa não era decerto dos leitores, mas dos autores portugueses que não os conseguiam seduzir.

Como viu os comentários depreciativos de António Lobo Antunes sobre o seu mais recente romance?


Soltei uma gargalhada. Mas depois fiquei surpreendido porque li que, sendo questionado sobre o assunto, terá admitido que não leu o livro. Como podemos não gostar de um romance que não lemos? Só por preconceito.


Tem amizades no meio literário?


Poucas. Não frequento os círculos literários. Não por preconceito ou sobranceria, mas porque tenho sempre muito para fazer.


Sente que tem responsabilidade no peso crescente dos autores portugueses nos tops de vendas?


As letras portuguesas viviam muito fechadas em si mesmas, os autores faziam gala em dizer que não queriam saber do público para nada e escreviam de uma forma muito difícil. Até parecia que havia intenção em hostilizar os leitores. Isso é evidente que afastou o público. Para o reconquistar foi preciso apostar em histórias interessantes e contadas de uma forma fluida e ritmada.


Admite escrever um romance com uma estrutura não convencional, próxima da concepção da crítica?


Não vejo qualquer interesse em fazê-lo. O difícil, insisto, é escrever claro. Esse é o desafio que me imponho quando me embrenho na criação dos meus livros.


A separação entre literatura popular e literatura de qualidade é uma invenção dos académicos?


Quem decide o que é qualidade? Quem são as pessoas que fazem parte do comité que toma essas decisões? Existe esse comité? Quem o elegeu? O conceito de qualidade é subjectivo e está a ser usado para defender preconceitos e até interesses estabelecidos. Se uma pessoa gosta de um livro e outra pessoa não, como posso saber que uma tem razão e a outra não? Ninguém pode determinar que um é melhor do que o outro. São apenas diferentes. É por isso que eu dou um conselho aos leitores: não leiam uma coisa só porque alguém diz que é de grande qualidade. A leitura não deve ser sacrifício; tem de ser um prazer.


Ter muitos livros vendidos não significa que se seja muito lido?


É verdade, mas as pessoas têm vergonha de o assumir porque receiam serem gozadas provavelmente por outras pessoas que também não os leram. Esses livros são comprados para serem colocados na estante como um objecto de prestígio, não necessariamente como objecto de leitura.

(Entrevista de Sérgio Almeida, publicada aqui)

quarta-feira, 25 de março de 2009

"Chamava-se Luís" - Marina Mayoral

Sinopse:

"Luís era um toxicodependente de uma família modesta. Morreu aos trinta anos.
Quando o coveiro acabou de colocar a laje na sua campa, um cortejo de personagens começa a desfilar perante o leitor, dando-nos a sua visão do protagonista.
O resultado é um relato que não faz concessões, em que o amor e o ódio se expressam sem passar pelo filtro do narrador.
Marina Mayoral propõe um tema duro e desenvolve-o em toda a sua complexidade, de forma séria e rigorosa. O romance transmite, a cada momento, uma sensação de realidade vivida que consegue manter o leitor suspenso até ao fim."

Já tinha este livro em lista de espera há cerca de um ano. Comprei-o por acaso, numa promoção da Bertrand, por 1 euro.

É um livro pequeno (155 páginas) que se lê de um fôlego. O tema, actual, é desenvolvido sem pieguices ou figuras de estilo, que tantas vezes caracterizam estas narrativas.

É a história de Luís relatada por aqueles que o rodeiam e que, de uma forma ou de outra, vivem com ele a sua toxicodependência: a mãe, os irmãos, a filha, o enteado, os filhos da patroa da mãe, a patroa da mãe... Cada capítulo é a voz de uma destas personagens.

Gostei, especialmente porque a autora não intervém no discurso das personagens, deixando-o fluir, mantendo a atenção do leitor até ao fim.

Um livro que relata uma vida de trinta anos, que quando se aproxima do fim, reúne unanimidade no sentimento que desperta em todos os que o conhecem: era melhor que morresse...


Uma surpresa via WOOK

Hoje, o carteiro trouxe, para além de cartas e contas uma encomenda há muito desejada. Um livro do Dick Haskins. Já procurava este livro desde 2006, mas nunca o encontrava, até que fui informada que estava esgotado na editora (foi editado pelas Edições ASA). Assim, começou a procura pelos alfarrabistas, mas também sem êxito.

Na passada semana, enquanto visitava o site da WOOK, encontrei-o, à venda, com stock disponível. Nem queria acreditar! É claro que nem hesitei e fiz a encomenda, mas no meu íntimo esperava receber uma mensagem do género "lamentamos mas não é possível satisfazer o seu pedido". Mas hoje, o carteiro tocou (duas vezes como é tradição) e cá está este livro tão procurado. Agora, vou lê-lo e depois conto como foi.
A WOOK faz milagres, lá isso faz!

A sobrecapa


A capa

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