sábado, 12 de julho de 2008

Autores portugueses na Internet



O grupo editorial Leya, em parceria com o portal Google, irá disponibilizar excertos de obras de autores portugueses para leitura na internet. Desta forma, a LEYA pretende colocar para consulta e leitura mais de mil títulos até ao final do ano, todos de autores portugueses.


Considero esta iniciativa excelente, pois dá visibilidade ao que se escreve por este país e assim, quando clicar aqui, já poderei ter acesso a autores portugueses. Esperemos é que o grupo LEYA tenha em conta os diferentes gostos de cada um, e não se limite aos "nomes fortes" do grupo, como por exemplo José Saramago ou António Lobo Antunes.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Encontro com António Andrade Albuquerque

Ontem conheci o escritor que tanto admiro: António Andrade Albuquerque, ou de quiserem, o Dick Haskins. É verdade!

Adorei! O António Albuquerque uma pessoa espectacular, divertida, bem disposta, extremamente agradável, que me propiciou (e ao meu marido) um belíssimo dia de férias, na sua companhia e do seu filho, também muito simpático.

Começámos com um passeio pela bela costa Oeste, pelo meio tivémos um excelente jantar com música ao vivo (a picanha estava mesmo muito boa, e o pudim de leite condensado... hummmmm!!!...) e terminámos num bar de praia.

Rimos muito, falámos de assuntos mais sérios, trocámos impressões sobre o estado actual do mundo editorial, mas acima de tudo, partilhámos bons momentos.

E terminei a noite com um sorriso de felicidade nos lábios, e a sentir-me uma privilegiada por ter conhecido uma pessoa tão espectacular.

Obrigado António, por tudo!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

"Príncipe de Fogo" - Daniel Silva

Há 13 anos, Gabriel viu a sua vida destruída. Cumprindo ordens de Arafat, um homem colocou uma bomba no carro onde iam viajar a sua mulher e o seu filho... o filho morreu, a mulher deixou de existir, apesar de se manter viva.

Gabriel, restaurador de arte, tem agora pela frente mais uma missão em prol do Gabinete. Após um atentado em Roma, Israel acredita que mais se seguirão, pela Europa, e cabe a Gabriel descobrir onde será o próximo a fim de o evitar.

Mas essa procura vai-se tornar pessoal. O homem que planeia os atentados é o mesmo que destruiu a família de Gabriel. Khaled é o seu verdadeiro nome... mas sob que disfarce actuará ele na Europa?

Numa verdadeira caça ao homem, viajamos por Roma, Londres, Veneza, Telavive, Jerusalém, Cairo, Marselha, Surrey, Martigues, Troyes, Paris, Fiumicino, Tel Meggido, Tiberíades e terminamos em Aix-au-Provence.
Um livro que nos dá a conhecer a história de um conflito real e tão actual como é o conflito entre Israel e Palestina, enquanto relata a procura de Khaled, o homem a quem Arafat chama filho.



Só é pena que as revisões dos textos finais sejam tão descuidadas (isto partindo do princípio que existem!). É que não há nada mais desagradável do que ler um livro onde se encontram erros gramaticais (artigos no masculino e adjectivos ou nomes no feminino, ou vice-versa), erros de português (cacimbo em vez de cachimbo) ou, até mesmo um nome que se altera (alguém que se chama Navor numa linha, chama-se Navot três linhas abaixo)



É lamentável esta falta de rigor!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Estantes Originais

Preciso de comprar mais umas estantes para arrumar todos os meus livros. Enquanto retirava ideias da net, descobri alguns modelos bem originais. Vejam só:







Estes dois modelos são os meus preferidos. Fiquei apaixonada!




quarta-feira, 2 de julho de 2008

Leituras Interrompidas

Existe algum livro que não tenham conseguido acabar de ler?

Têm algum autor que não consigam ler?

Eu confesso que não consigo acabar "O Evangelho segundo Jesus Cristo", de José Saramago. E apesar de já ter tentado, não consigo ler os livros da Margarida Rebelo Pinto ou da Danielle Steel (não é preconceito nem nada contra as senhoras, é apenas um estilo que não me diz nada)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

"Obsessão" - Dick Haskins

Quando Pedro Castro, escritor de policiais e a sua mulher, Vera, desembarcaram na Grã-Bretanha, com destino a Londres, não imaginavam que aquela viagem de sonho se podia transformar num pesadelo.

Para Pedro, aquela viagem era a realização de um sonho. Finalmente estava na cidade que tantas vezes tinha servido de cenário às suas histórias, cujas ruas tinha descrito recorrendo a folhetos turísticos. Mas agora, ele próprio respirava o ar de Londres.

Tinha chegado à cidade há poucas horas quando, sentado num bar, foi chamado à atenção pelo barman para uma rapariga que, segundo este, estava aterrorizada. Sem saber porque razão, Pedro deu por si a seguir a rapariga, até que esta entra num prédio... as luzes de um apartamento são acesas e Pedro vê a rapariga a mirar-se num espelho. Mas... no momento a seguir vê um homem que aponta uma arma ao espelho... à rapariga... ouve os tiros e vê a rapariga a cair atingida pelos projécteis. Numa reacção irreflectida corre para a casa e no escuro do átrio de entrada cruza-se com o assassino de quem apenas sente uma pancada antes de mergulhar na inconsciência.

Quando retoma a consciência, decide alertar a Scotland Yard para o acontecido, mas como não quer problemas durante a sua visita turística fá-lo, anonimamente, numa chamada telefónica.

Será que Pedro se vai conseguir abstrair do que viu? Será que se consegue manter anónimo? E como é que vai lidar com um pormenor do crime que só ele conhece?

Uma história de suspense, bem ao jeito de Dick Haskins, em que um homem começa por querer a descoberta da verdade e acaba a lutar pela sua própria vida e pela vida da mulher que ama.

Só senti falta de uma coisa nesta história: o meu querido detective Dick Haskins não é protagonista.

6 de Julho - Dia Internacional pelo TIBETE

Clique na imagem para ampliar e conseguir ler o programa.

domingo, 29 de junho de 2008

"Encontro em Lisboa" - Tom Gabbay

"Encontro em Lisboa" é um livro de espionagem, escrito por Tom Gabbay. No seio da Segunda Grande Guerra, em Julho de 1940, entre Hollywood, Lisboa e Paris, vai-se desenrolando uma história de amizade, amor, traições, interesses, política e conspirações.
Lili Sterne, estrela de cinema em ascenção, parte de Hollywood com rumo a Lisboa, à procura de uma amiga de infância. Mas não vai sozinha: leva consigo um seu amigo, Jack Teller, duplo de cinema, com capacidade dedutiva digna de um detective mas que se perdeu de amores por uma casada. Afinal, o convite de Lili para viajar até Portugal deu-lhe um bom motivo para desaparecer do caminho do marido traído que o quer matar.
Em Lisboa, cruzam-se com o Capitão Catela, capitão da GNR, fiel ao regime de Salazar, mas que por uma boa quantia é capaz de esquecer alguns procedimentos; Ricardo Espírito Santo, aristocrata de Cascais; os duques de Windsor; espiões alemães e jornalistas ingleses.
A procura de Eva Lange, a amiga desaparecida, conduz-nos a uma história de espionagem que envolve Berlim, Londres, Paris e Lisboa, e onde todos estão comprometidos.
Mais uma história interessante, que tem como cenário principal de toda a acção a cidade de Lisboa.

domingo, 22 de junho de 2008

Histórias de Portugal - Autores Estrangeiros

Estou a ler um livro, cuja acção é passada em Lisboa, durante a Segunda Guerra Mundial. É uma história de espionagem, interessante, escrita por um autor que não é português.
E este facto fez-me pensar: porque é que os portugueses não escrevem sobre Portugal? Há tempos li um livro belíssimo sobre D. Sebastião, mas que também era escrito por uma autora estrangeira.
É claro que existem excepções: António Andrade Albuquerque retrata em "O Expresso de Berlim", os meandros da espionagem em Lisboa, durante a Segunda Guerra Mundial (muito à semelhança do que estou actualmente a ler), Domingos Amaral também aborda esse tema no seu livro "Enquanto Salazar Dormia"...
Também vão surgindo alguns livros cujas histórias se baseiam em investigações policiais reais (escritos por ex-inspectores da Polícia Judiciária ou jornalistas de investigação), uns mais ficcionados que outros. Estou-me a lembrar, por exemplo, dos livros do Pedro Rosado "Ulianov e o Diabo", "O Clube Macau" e "Crimes Solitários".
Mas é preciso mais, é preciso que os portugueses, de uma vez por todas, encarem as épocas da sua história de frente e escrevam sobre elas, criem romances, thrillers, policiais, sobre a nossa realidade.
É bom ler um livro, cujas paisagens descritas nos fazem sentido, em que heróis e vilões pisam as calçadas das nossas cidades, em que as histórias nos mostram um Portugal, que apesar de ficcionado, bebe da realidade que faz a nossa história, que faz o nosso dia-a-dia.
Gostava de ver mais publicações de autores portugueses, com histórias passadas em Portugal e, essencialmente, escritas num bom português!

domingo, 15 de junho de 2008

"Lisbon Killer..." - Rui Araújo

Lisbon Killer, é um policial português, que nos dá uma visão de como se desenvolve uma investigação no seio da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária.

Baseado num caso verídico, a histórica é narrada na primeira pessoa, num linguagem simples, mas dura, de quem combate o crime nas ruas de Lisboa.

No espaço de uma semana, três mulheres são assassinadas, violadas e estranguladas - o mesmo modus operandi, o que conduz ao mesmo assassino. No entanto, a Brigada do inspector Miguel Neves vê o seu trabalho dificultado pela ausências de quaisquer pistas deixadas nos locais do crime, e pela presença de uma jornalista, a desenvolver uma reportagem sobre serial killers.

Um marido que se diz loucamente apaixonado, um fuzileiro que gosta de investigar, um funcionário público solitário e os seus amigos, são algumas das personagens deste livro.

Uma história real do crime português.

Este é o segundo policial escrito por Rui Araújo, jornalista de investigação, co-fundador da revista "Grande Reportagem" e o primeiro jornalista português a entrar em Timos após a invasão. O seu primeiro romance policial intitula-se "À Queima-Roupa".

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