domingo, 2 de março de 2008

"O Expresso de Berlim" - António Andrade Albuquerque


Aqui estou eu para falar de mais um livro. E este é especial por três razões: o autor é António Andrade Albuquerque (por quem a minha admiração já é vossa conhecida), foi-me oferecido pelo autor e é uma excelente história.

Estamos em Agosto de 1943, no seio da Segunda Guerra Mundial, e Lisboa, à sombra de uma neutralidade dificilmente mantida, é palco de conspirações e espionagem.

João Kessler Albano Martins, filho de pai português e mãe alemã, tem 28 anos e é assistente de Biologia na Faculdade de Ciências de Lisboa. Vive na Pensão Esplêndida, na Rua Braamcamp. A menos de 300 metros da Pensão, fica a Pastelaria Coimbra, cuja esplanada é partilhada por espiões do Reich, agentes dos Aliados e os "duplos", que tomam partido ora de uns, ora de outros, tudo consoante a quantia proposta.

E é precisamente entre a esplanada da Coimbra e o quarto da Esplêndida, que João Kessler vê a sua vida mudar de rumo, repentinamente... Ao chegar ao seu quarto é surpreendido por um visitante que o espera, no seu interior. O motivo de tão surpreendente abordagem, é uma proposta irrecusável, apaixonante e perigosa.

No seio de uma Europa dividida, em que todos procuram sobreviver, João Kessler assume o papel principal de uma aventura suicida e de sobrevivência, que pode mudar o destino da Humanidade.

Sob a protectora farda de oficial da SS, Sturmbannfuhrer Kessler vive na corda bamba, mantendo o seu disfarce até conseguir entrar no campo de concentração de Dachau e cumprir a sua missão. Acompanhado por Vera Sturmer, uma jovem mulher com uns olhos azuis únicos, agente dos Serviços Secretos Britânicos, João Kessler demonstra um sangue frio e capacidade analítica, típicas de um verdadeiro espião.


Na prossecução dos seus objectivos, João Kessler é profundamente abalado, quando o Expresso de Berlim, onde Vera Strurmer viajava, é alvo de um raide aéreo. Vera não chega ao seu destino, Berlim, onde João a esperava... Agora, terá de seguir sozinho, atingir o seu objectivo sem a ajuda de uma agente secreta experiente... Será que o seu disfarce conseguirá iludir por muito mais tempo, os fanáticos do Reich?


Num enredo fascinante, onde todos podem ser bem diferentes do que aparentam, o autor escreveu uma história de suspense, espionagem, amor e Humanidade. Ao longo das suas páginas, viajamos por Lisboa, Paris, Berlim, ... visitamos os campos de concentração nazis, ouvimos os gritos de terror dos seus habitantes e as suas súplicas... vivemos uma história de amor... ficamos com a respiração suspensa, para logo a seguir respirarmos de alívio!


E no fim... bem no fim somos surpreendidos pelo início de mais uma história. a história do padre Albano Martins, que pode ser lida em O Papa que Nunca Existiu (um outro livro do autor). Não é um fim comum, e mesmo aqui, a terminar a história, o autor mantém o suspense e tudo pode ser o contrário do que aparenta...


Adorei e recomendo a todos!

Comunicado aos Leitores

Caríssimos Leitores,

Infelizmente, o "Conta-me Histórias" tem sido alvo de comentários que constituem falta de respeito pelo trabalho desenvolvido neste blog e pelos seus leitores. Não são comentários desagradáveis sobre o que aqui é escrito, mas sim tentativas de difusão de vírus através da abertura e leitura desses comentários. Assim, tal como poderão verificar em alguns textos, existem comentários eliminados, pelo motivo de serem meios de transmissão de vírus.
Quis assim, esclarecer perante os leitores deste meu blog, qual o motivo de existirem comentários eliminados.
Infelizmente, há quem se divirta a estragar os trabalhos dos outros.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

As Palavras

Foto de Nuno Mariano


À palavra viva é que eu tenho amor
Salta tão jovial ao nosso encontro,
Saúda com gestos graciosos
É bela, mesmo sem jeito,
Tem sangue, é capaz de esbanjar com brio,
E então entra até nas orelhas de um surdo
Encaracola-se e pôe-se a voar,
E em tudo o que faz - a palavra encanta.

Mas a palavra é um ser dedicado,
Ora doente, ora outra vez sadia.
Se lhe queres poupar a pequenina vida,
Tens de lhe pegar com leveza e graça
Sem a apalpares, nem apertares à bruta.
Que ela morre por vezes já de um mau olhar
E aí, fria, ela tão desfigurada
Tão sem alma, pobre e fria,
O seu corpinho a tal ponto transformado,
Da morte e da agonia mal tratado.

Uma palavra morta - feia coisa,
Um chocalhante e seco cling-cling-cling.
Fora esses ofícios hediondos
Que fazem morrer as palavrinhas


(Friedrich Nietszhe, Poemas)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

A tua motorizada


Lembras-te? Eu sabia que tinha esta foto! Pois, não era nenhuma Honda nem Kawasaki, mas era a menina dos teus olhos.
E como o prometido é devido, aqui fica a foto! Belos tempos, sem dúvida!!!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

O reencontro de amigos

Ontem foi uma noite muito, muito divertida. Finalmente, ao fim de 18 anos (pois é pessoal, de 1990 a 2008 são 18!), reencontrei dois dos meus amigos de adolescência: o meu mano - Nuno - e a Mafy.

Era para sermos mais, mas por imperativos da vida laboral, os outros não poderam aparecer. Mas a este trio maravilha, juntou-se a sonialx, que apesar de não ser amiga de adolescência, já o é há tempo e maluqueiras suficientes para ser aceite no círculo.

Após um passeio pelo Parque das Nações, lá nos dirigimos para a baixa lisboeta, de metro, a fim de jantarmos no restaurante onde já estava mesa reservada para nós. E, a aventura da noite começou mesmo na estação de metro do Oriente, onde foi tarefa árdua retirar um dos bilhetes - pensámos levar a máquina e dizer ao revisor que o bilhete se encontrava no seu interior, mas só tinhamos reservado mesa para 4 - onde deixar a máquina durante o jantar? Pois, era melhor tirar o bilhete na máquina ao lado e seguir viagem.

E assim, foi. Durante a viagem, a Mafy foi perdendo os sapatos, ou melhor tentando perdê-los, o que não aconteceu graças à nossa pronta intervenção. Quem não se safou foi o senhor que, inadvertidamente se colocou atrás da Mafy (o que é sempre um local perigoso), pois com os solavancos da carruagem esta teve de proceder a ajustes de equilíbrio, encontrando-o precisamente em cima dos pés do dito passageiro. Coitado, apesar da Mafy, muito prontamente, ter proferido um tímido "desculpe", lá ficou ele com o lábio inferior a tremer.. de dores.

Chegados à baixa, encontrámo-nos com a sonialx e, após as apresentações da praxe feitas, lá nos dirigimos para a Rua do Salitre, onde íamos jantar no restaurante Os Tibetanos. Entre conversa, risos e lembranças de tempos passados, chegámos ao restaurante, após revigorante caminhada que abriu o apetite aos animados caminhantes.

O jantar foi bem animado, e ficámos a saber que a Mafy gosta de sair de autocarros em andamento, fazendo um ataque ao solo, não com os pés (como fariam os comuns dos mortais), mas aterrando de joelhos no meio da estrada (tão sossegada que ela era e agora faz desportos radicais utilizando os transportes públicos!!!).

Relembrámos bons momentos, professores adoráveis e outros nem tanto, colegas, e situações hilariantes. Rimos a bom rir, demos boas gargalhadas, partilhámos recordações de momentos partilhados, e até cantámos o D'Artacão, o nosso verdadeiro herói!!!

Depois do jantar fomos ao Hard Rock tomar café, e a boa disposição manteve-se, relembrando músicas e bandas da nossa adolescência, vivida tão intensamente, que só poderia mesmo resultar numa amizade assim!!!

Enfim, concluímos que somos todos diferentes uns dos outros e que é essa diferença que nos une e faz com que, tantos anos depois, continuamos a ter aquela cumplicidade que faz as amizades únicas, especiais.

Eu sempre disse que a amizade não se agradece, mas a todos vós obrigado por existirem e fazerem parte da minha vida. Sem vocês eu não era a pessoa que sou hoje -disso podem ter a certeza.

Temos de fazer encontros destes mais vezes!!!

Esta música é para vós!




So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for things they say
Never cared for games they play
I never cared for what they do
I never cared for what they know
And I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
No nothing else matters

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

"Antecedentes Perigosos" - Tami Hoag

O último título de Tami Hoag, editado em Portugal pelo Círculo de Leitores, chama-se "Antecedentes Perigosos".

Minneapolis... numa pacata cidade, um triplo homicídio aterroriza a população... Uma mãe e as suas duas filhas adoptivas são sadicamente torturadas, violadas, sodomizadas, e deixadas mortas na sua própria casa, num cenário teatralizado e chocante.

Os polícias e detectives que se deslocaram ao local, respondendo ao alerta dado pelo filho mais velho da família, tiveram de receber apoio psicológico e psiquiátrico. O detective Stan Dempsey fora mesmo afastado das ruas, e estava agora confinado a trabalho de secretária. Todos eles eram perseguidos pelas imagens dos homicídios.

A juíza Carey Moore, encarregue do caso de homicídio da família Haas, é atacada numa garagem subterrânea.

Karl Dahl, principal suspeito dos homicídios, também é o principal suspeito do ataque à juíza.

Sam Kovac e Nikki Liska, a dupla de detectives já conhecida, fica encarregue do caso e de proteger Carey Moore. Mas tudo se complica, quando após a fuga de Karl Dahl da prisão, a juíza é raptada da sua própria casa e sob a vigilância permanente da polícia.

Uma viagem ao lado mais obscuro da mente humana, onde todos são culpados, onde todos têm algo a esconder, onde todos têm antecedentes perigosos. Tami Hoag conduz-nos ao horror, onde a face da inocência pode ser a máscara da crueldade.

"Rio das Flores" - Miguel Sousa Tavares


Com o segundo romance de Miguel Sousa Tavares, "O Rio das Flores", aconteceu-me algo de diferente na experiência que é ler um livro. Normalmente são as histórias que me cativam, os enredos, o suspense, o mistério... apesar de existirem personagens que pelas suas características já fazem parte da minha vida literária - é o caso de Dick Haskins, da dupla Sam Kovac e Nikki Liska ou Jane Rizzoli.

Mas, voltando a "Rio das Flores"...

A história é muito interessante, mostra um Portugal escondido, no interior do Alentejo, no seio da ditadura... Mas mais do que a história, foram as personagens que me cativaram e prenderam, da primeira à última página.

Pedro e Diogo, dois irmãos, filhos de Manuel Custódio Ribera Flores, proprietário rural de Estremoz e de Maria da Glória, esposa, mãe e guardiã da casa.

Pedro, decidido, autoritário no exercício profissional, defensor da ditadura e das elites, toma conta de Valmonte, a propriedade da família, após a morte do pai. Cinco anos mais novo que o irmão, não anseia por mais nada que não seja a terra onde nasceu, onde se sente dono e senhor. Racional. frio e calculista, luta pelos seus ideais, e é por eles (ou será para fugir da grande dor que transporta no coração?) que se alista na Guerra Civil Espanhola, para lutar contra os Republicanos. Destemido, luta por Espanha como pelo seu próprio país. O seu carácter introspectivo e dado a grandes silêncios, é reforçado com o seu regresso forçado a Portugal, mutilado, mas consciente que lutou pelo lado certo e por aquilo em que acredita.

Diogo, mais velho, emotivo... sonhador. Um homem que ama a liberdade, um democrata que ama a sua terra que ao mesmo tempo o sufoca, que desafia a ordem e os costumes instituídos ao casar com Amparo, filha de um ex-rendeiro, cigana. Sonha com a liberdade, ao mesmo tempo que se vê a viver e a sufocar num Portugal fechado, onde a ditadura ganha adeptos. Sonha com o Brasil, terra que virá a conhecer por motivos profissionais... terra pela qual adoece de amor, sem cura previsível...

Pedro, objectivo e directo, vê o seu lado pragmático ser abalado pelos seus sentimentos por Angelina, estudante de arte, para quem o Alentejo e Portugal são pequenos demais para a sua criatividade.

Diogo, apaixonado pela liberdade que em Portugal lhe é negada, parte para o Brasil, seguindo um sonho, deixando uma família...

Pedro e Angelina ... Diogo e Amparo ... As personagens apaixonantes que fazem um romance brilhante.

(A fotodo livro foi retirada de http://www.oficinadolivro.pt/site/frames.aspx)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

4 de Fevereiro - Dia Mundial Contra o Cancro

Hoje é o Dia Mundial Contra o Cancro!

O Dia Mundial contra uma doença com a qual já todos tomámos contacto, quer seja pessoalmente, através de familiares ou de casos próximos. Ninguém fica indiferente ao cancro, uma doença que é conhecida pelo sofrimento que provoca, pelos tratamentos dolorosos, pela desfiguração, pela mortalidade que provoca.

Assim, deixo aqui alguns conselhos breves, retirados de dois sites, aos quais aconselho uma visita:

http://www.ligacontracancro.pt/
http://www.portaldasaude.pt/


SINAIS DE ALERTA PARA PREVENÇÃO DO CANCRO
  • Modificação da co, dimensão ou ulceração de verruga ou sinal
  • Alteração dos hábitos intestinais ou urinários
  • Rouquidão ou tosse persistente
  • Dificuldades em engolir ou má digestão permanente
  • Ferida que não cicatriza
  • Hemorragia ou corrimento anormal pelos orifícios naturais
  • Nódulo ou dureza persistente na mama ou outra parte do corpo
  • Perda de peso não justificada
  • Dor persistente no tempo

CANCRO DO CÓLON E DO RECTO

Este cancro é o mais frequente nos homens, em Portugal.

FACTORES DE RISCO:

  • Idade suprior a 50 anos
  • Baixo consumo de vegetais verdes, fibras ou excessivo valor energético das refeições
  • Excesso de peso e sedentarismo
  • Presença de pólipos no intestino grosso
  • História de colite ulcerosa ou de doença de Crohn
  • Algumas doenças hereditárias, como a Polipose Adenomatosa familiar

SINAIS E SINTOMAS MAIS FREQUENTES:

  • Alteração nos hábitos intestinais, com o aparecimento de diarreia ou obstipação
  • Presença de sangue nas fezes
  • Sensação que o intestino não se esvazia completamente
  • Desconforto abdominal
  • Perda de peso inexplicada
  • Cansaço

CANCRO DA MAMA

Para que o seu diagnóstico seja frito precocemente, deve:

  • Fazer um auto-exame das mamas mensalmente, após o período menstrual;
  • Visitar, uma vez por ano, o médico, de preferência especialista em patologia mamária;
  • Participar em programas de rastreio.

SINTOMAS MAIS COMUNS:

  • Aparecimento de nódulo/endurecimento da mama ou na axila
  • Mudança do tamanho ou formato da mama
  • Alteração na coloração ou na sensibilidade da pela da mama ou da aréola
  • Corrimento pelo mamilo, com ou sem sangue
  • Retracção da pele da mama ou do mamilo

CANCRO DO COLO DO ÚTERO

O cancro do colo do útero é sempre cansado pelo Papilomavírus Humano. Para se diagnosticar este tipo de cancro, as mulheres devem visitar o ginecologista, realizando citologias regulares.

Na Europa, todos os dias, 40 mulheres morrem de cancro de colo do útero.

Não se esqueça - A detecção precoce do Cancro significa salvar ou prolongar a qualidade de uma vida.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Poesia na net

Olá amigos,

este meu blog tem sido uma porta aberta a novidades, e a última foi a descoberta de um site dedicado à Poesia. Um comentário no post "Reencontro", levou-me até http://www.luso-poemas.net

Se gostam de poesia, não deixem de visitar - é um espaço diversificado, rico e que dá voz às vozes da Poesia.

Obrigado a quem indicou este site.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

REENCONTRO

Na irrequieta juventude
Foste amigo verdadeiro
Confidências trocadas
Músicas partilhadas
Rebeldes - mas com causa
Onde a amizade era o reino

Separados pela vida
Dezassete anos passados
Muita vida vivida
Recordamos lembranças
De momentos partilhados

Na irrequieta vida adulta
O inesperado aconteceu
O reencontro desta amizade
Que o tempo não adormeceu

Rebeldes - mas sempre com causa
Partilhamos gostos
Desfrutamos da vida
Sentimos que o tempo
Não nos perdeu
Porque tu continuas TU
E eu continuo EU.






No teu olhar
Um sonho eu vi
Num brilho lunar
Ofuscante em ti

Mas o hoje é tudo o que temos
Amanhã a lua trará
Risos felizes, sombras passadas
Imagens de um tempo que não mais virá
Amanhã acordo e bebo
No cálice da nossa amizade
Olvidada no mundo, vive na eternidade

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin