domingo, 30 de dezembro de 2007

António Andrade de Albuquerque - Dick Haskins

E se de repente, um dos meus autores favoritos, daqueles que adoraria conhecer pessoalmente, cuja obra devoro e me preenchem em cada palavra escrita, em cada história contada, escrevesse no meu blog?

Impossível, estou delirante com certeza.... Mas é verdade, aconteceu!!! Hoje, ao fazer uma rotina habitual - abrir o blog e verificar os novos comentários - vi dois comentários que me deixaram em êxtase: estavam assinados "A. Andrade Albuquerque (Dick Haskins)". De início nem acreditei, não podia ser, claro que não... Mas depois... era verdade, o autor dos policiais que tanto gosto (quem me conhece sabe bem que é verdade) tinha feito dois comentários no meu post "Feliz Natal". Isto sim, é uma grande prenda de Natal!!! Fiquei com um sorriso de felicidade que ainda perdura. Senti-me mesmo muito feliz, por saber que o meu blog, um espaço onde partilho um pouco das minhas histórias, em especial livros, autores e música, foi visitado por alguém que tanto admiro, bem como à sua obra. É mesmo difícil colocar em palavras o que sinto.
Obrigado Dick Haskins, pela atenção prestada, pelos comentários e pelas palavras de apreço e simpatia, pelo sorriso e felicidade despertados.

E agora, aqui fica a explicação do pseudónimo Dick Haskins, explicado pelo próprio:

"O pseudónimo que usei no género policial que escrevi (Dick Haskins) nada teve ou tem a ver com o 25 de Abril. Simplesmente, quando optei pela profissão de escritor (final da década de cinquenta) ninguém aceitava um livro da chamada literatura policial se o autor não tivesse um nome estrangeiro, particularmente inglês. Optei, então, por Dick Haskins, mas - na verdade - nunca ocultei a minha verdadeira identidade com o pseudónimo; logo no início da minha carreira como escritor, quando principiei a ser editado em países estrangeiros,a imprensa, a rádio e a televisão sublinharam que Dick Haskins era António de Andrade Albuquerque... e, no que me diz respeito,evidenciei uma vez mais a identidade pseudónimo-nome próprio quando, este ano, as Edições ASA publicaram os meus livros O PAPA QUE NUNCA EXISTIU e O EXPRESSO DE BERLIM, primeiros romances que escrevi fora do género policial."

Um Feliz Ano Novo para sí, António Andrade de Albuquerque.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

À ESPERA...

Vivemos a vida à espera...

Esperamos por dias melhores, por um salário maior, ... esperamos pelo tempo que nunca temos, dizemos com frequência "Fica para a próxima"... E enquanto esperamos, adiamos um hoje real por um amanhã expectante... adiamos "para a próxima" mesmo sem sabermos se "a próxima" existirá algum dia; adiamos um pequeno sorriso na esperança de uma grande gargalhada...

Mas enquanto esperamos e adiamos, esquecemos algo importante... esquecemos que vivemos hoje, que podemos ser felizes aqui e agora se soubermos viver já, em vez de adiarmos para depois.

É por isso que é hoje que digo às pessoas que amo o quanto as amo, que digo aos meus amigos "Gosto de ti", que vou sorrir, chorar, dar uma boa gargalhada, respirar fundo e encher-me de vida... viver...

Porque amanhã posso já não estar...

domingo, 23 de dezembro de 2007

FELIZ NATAL

Um Feliz Natal para todos os que visitam este blog - família, amigos, leitores habituais, curiosos, ...

Que o Pai Natal vos traga tudo aquilo que querem.



quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Circo de Feras 9/12/2007

Campo Pequeno, dia 9 de Dezembro, 16 horas. Cá estou eu, à espera do meu segundo concerto deste fim de semana. Ontem foi muito bom e espero que hoje também seja. Não consegui bilhete para o concerto da tarde, por isso só vou ao da noite, mas aqui onde estou, na entrada para a Plateia em pé, consigo ouvir o concerto... ihihih...

Longa se torna a espera, hoje vim sózinha, mas entretanto chega o Jorge (que também cá esteve ontem) e depois a Madalena. O tempo passa... e a hora aproxima-se... cá vou eu novamente para as grades, do lado direito do palco.

Que grande espectáculo! O jogo de luzes, o som, os convidados, os números de circo... Mais uma vez destaco o coro de Gospel, em especial a actuação em "Estupidez" e os Tocá Rufar, brilhantes em toda a exibição, com uma entrada fenomenal - umas verdadeiras Feras em palco.

E os Xutos... bem... esses estavam brilhantes, fenomenais, lindos... iguais a si mesmos, os maiores e os melhores. Um belo solo do João Cabeleira, o "Homem do Leme" acústico, "Nesta Cidade" com o Tim mesmo à minha frente, o som do sax que sempre adorei...

Que mais posso dizer... Foram 20 anos de Circo de Feras e 20 anos de fã, comemorados da melhor forma.

Aos Xutos, a todos os que estiveram em palco, aos que idealizaram, produziram, conceberam e criaram este espectáculo, um BEM HAJA!

Deixo mais umas fotos:


domingo, 9 de dezembro de 2007

CIRCO DE FERAS - 8/12/2007

Ontem foi o 1.º Concerto do Circo de Feras, no Campo Pequeno. Cheguei cerca das 16 horas ao Campo Pequeno e ali fiquei à espera da minha amiga sónialx. Pouco depois chegou a Cláudia, e enquanto esperávamos, fomos conversando e acabámos por ficar juntas até ao final do concerto.

O concerto foi LINDO, LINDO, LINDO. Adorei o espectáculo, as actuaçoes dos Toca a Rufar foram fenomenais, o Gospel muito bonito, o recinto cheio... e cantaram o Homem do Leme!!!
Fiquei mesmo na frente, de um local onde via o palco todo (obrigado aos seguranças pelas dicas) e tirei bastantes fotos.

Hoje lá vou estar outra vez, espero que no mesmo sítio, e com mais fotos. Depois conto como foi.

Obrigado Xutos!!!

E obrigado marido!

Aqui ficam algumas fotos deste dia.









terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Tess Gerritsen

Tess Gerritsen é uma autora norte-americana, que há algum tempo ganhou espaço nas prateleiras da minha biblioteca. Médica de formação, começou a escrever em 1987 (ano em que foi publicado o seu primeiro livro, um thriller romântico). Em 1996 publica o seu primeiro policial, num estilo muito próprio.

A sua escrita, viva e plena de acção, assume características pouco recomendáveis a leitores mais sensíveis, com descrições quase cirúrgicas dos crimes que relata. Ao longo dos seus livros, as personagens vão criando uma história própria, individual, uma certa cumplicidade com os leitores, que passa de livro para livro, onde as suas vidas se desenvolvem ao mesmo tempo que as mentes mórbidas e sádicas dos assassinos vão pondo em prática as suas loucuras, desejos e fantasias.

Jane Rizzoli é a detective que, num mundo dominado pelos homens, procura não mostrar fraquezas, apesar de também as sentir como todos os seus colegas. É uma mulher aparentemente fria, pronta para ser a primeira a enfrentar o perigo e correr riscos, mas que no fundo procura superar a sua fragilidade. Ao longo dos diversos títulos, a Jane Rizzoli detective e a Jane Rizzoli mulher vão-se cruzando e, muitas vezes, contradizendo.

A patologista Maura Isles é, ao contrário da detective, uma mulher que desperta a curiosidade masculina. Conhecida por "Rainha dos Mortos" é a ela que cabe a tarefa de autopsiar os corpos das vítimas, de "falar" com os cadáveres e dar, algumas vezes, respostas, outras vezes, levantar questões. Fechada no seu casulo, dá a imagem de mulher inacessível, inabalável, mas que no fundo, esconde uma vida e um passado.

Em Portugal, o "Círculo de Leitores" já editou 5 títulos desta autora:

"O Cirurgião" - Um assassino silencioso entra em casa das mulheres enquanto elas dormem. Fere-as com a precisão de um cirurgião... Os jornais de Boston começam a denominá-lo de "O Cirurgião"... Catherine Cordell, médica e sobrevivente de um ataque muito semelhante ao de "O Cirurgião", é a única pista que os detectives Jane Rizzoli e Thomas Moore têm. Mas, como é possível os crimes estarem a ser repetidos se Catherine Cordell matou o seu agressor?...

"O Aprendiz" - Boston; um verão escaldante e uma série de crimes horrendos. Homens abastados são forçados a assistir, enquanto as suas esposas são brutalizadas, após o que também eles serão assassinados. Quem será este assassino, cujo sadismo amedontra a cidade? O perfil sugere o assassino "O Cirurgião", recentemente preso. A polícia segue a pista de um acólito à distância, que imita o seu ídolo maníaco e louco. Jane Rizzoli vê-se, novamente, na pista do assassino que a marcou... Só que desta vez está decidida a acabar com ele, mas espera-a uma vingança mais cruel do que se possa imaginar...

"A Pecadora" - No interior do convento, na Capela de Nossa Senhora da Luz Divina, encontra-se o mal: duas freiras jazem no chão, uma sem vida, outra gravemente ferida, vítimas de um assassino sem piedade. Ao autopsiar a irmã Camille, de 20 anos, a patologista Maura Isles descobre que esta freira tinha dado à luz pouco antes de ser assassinada. A seguir, é descoberto outro cadáver, mutilado e irreconhecível. Maura Isles e a detective Rizzoli juntam-se, para descobrir que estes dois homicídios se ligam por um antigo horror.

"Duplo Crime" - E se de repente, o corpo que jaz na nossa frente fosse o nosso? Foi isso que aconteceu a Maura Isles, ao descobrir que a mulher que foi assassinada à porta de sua casa, era igual a si própria... O ADN confirma que essa mulher é sua irmã gémea. Mas , Maura sempre fora filha única... Uma investigação de homicídio que se transforma numa viagem a um passado desconhecido... à descoberta de uma mãe que, paralelamente ao poder de lher ter dado a vida, julga ter o poder de lha tirar...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Salvador Dali

Salvador Dali nasceu a 11 de Maio de 1904, em Figueras, uma pequena cidade da província de Gerona. Desde o seu nascimento que a morte é uma presença na sua vida e, mais tarde, na sua obra: Salvador recebe o nome de um irmão que morrera prematuramente poucos anos antes do seu nascimento. Para além de receber doses extremosas de afecto dos seus pais, o que contribui para a sua personalidade excêntrica e egocêntrica, também Salvador Dali se vê como o fantasma do irmão falecido.


Muito cedo, com apenas 10 anos de idade, Dali decide que quer ser pintor. A sua origem catalã e a sua infância influênciam a sua pintura, onde, desde as primeiras obras , em quase todos os seus quadros, se vê como pano de fundo as paisagens rochosas da costa catalã.
Também a metáfora gastronómica, as noções alimentícias e o canibalismo são das constantes mais significativas da obra e pensamento daliniano. O comestível assume-se como representante do mortal: tudo o que se come é susceptível de putrefacção e antecipação da morte (muitas vezes representado pelas formigas nos seus quadros), ao mesmo tempo que cozinhar significa metamorfose, transformação do duro em mole. Assim, comer pode ser incorporar, apreender o que é alheio, numa metáfora paranóica do conhecimento.


Canibalismo de Outono (1936 - 1937)


Esta obra relaciona o comer à morte, através de um macabro banquete. Todos os pormenores são retratados, desde os utensílios aos diversos alimentos. A violência da cena é suavizada pelos tons outonais.

Outro tema frequente na obra de Dali, são as gavetas. Dalí inspira-se nas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud para pintar os seus célebres quadros "O Contador Antropomórfico" (1936), "Girafa em Chamas" (1936 - 1937) ou "Espanha" (1938). Segundo Salvador Dali, "A única diferença entre a Grécia imortal e a época contemporânea é Freud, que descobriu que o corpo humano, que era puramente neoplatónico na época dos Gregos, está hoje cheio de gavetas secretas que só a psicanálise é capaz de abrir."

O Contador Antropomórfico (1936)

Neste quadro, a figura encontra-se com a cabeça debruçada sobre as suas próprias gavetas, numa alegoria psicanalítica da tendência para aspirarmos o odor narcísico das nossas próprias gavetas.


Espanha (1938)

Uma gaveta pode abrir-se para deixar sair os odores nauseabundos da guerra, numa alusão aos horrores da Geuerra Civil Espanhola.

Este quadro conduz-nos a um outro tema nobre de Dali - as imagens duplas, anamorfoses ou imagens distorcidas que só são visíveis quando se observa o quadro de determinado ponto de vista. Trata-se de um dos exemplos mais evidentes do método paranóico-crítico. É como se existissem dois quadros num só, originando uma terceira dimensão. Nestas obras, Dali revela a inapreensível relatividade do mundo das imagens.

No quadro acima reproduzido "Espanha" dois cavaleiros num duelo à lança formam os peitos da mulher, cuja cabeça é formada por um grupo de pessoas num violento combate.


O Enigma sem Fim (1938)


De acordo com a atenção fixada numa parte ou outra do quadro, pode ver-se o busto de Freud, uma natureza morta, um homem reclinado, um galgo,...


Dois outros elementos constantes na obra de Dali são as muletas e a criança com o arco, que aparecem juntas este quadro.


O Espectro do Sex-Appeal (1934)

A criança representa Dali, testemunha infantil das suas próprias visões, enquanto que as muletas têm duas interpretações - fazem a ligação entre o surreal, o imaginário, o paranóico e o real (estando enterradas no solo, suportando as imagens) ou por vezes representam a sublimação da ideia de impotência, a dualidade entre o duro e o mole tâo característica de toda a obra deste artista.

O Grande Paranóico (1936)

As várias pessoas do quadro formam um rosto.

Muito mais há a dizer sobre a vasta obra de Salvador Dali... talvez num outro post...

domingo, 4 de novembro de 2007

Desafio

Vi no blogue do Alquimista este desafio e decidi aceitar:

1. Pegue num livro.
2. Abra na página 161.
3. Procure a 5ª frase completa na referida página.
4. Transcrever a frase no blogue. Tal como identificar o livro, o(a) autor(a) do mesmo.
5. Passar o desafio a cinco bloggers.

"Ana de Áustria baixou a cabeça, deixou esgotar a torrente sem responder, esperando que ele, depois de cansado, se calasse; mas não era isso o que queria Luís XIII; Luís XIII queria uma discussão de onde obtivesse qualquer esclarecimento; tal era a convicção que tinha de que o Cardeal ocultava alguma segunda ideia e lhe maquinava uma dessas surpresas terríveis, daquelas que Sua Eminência sabia preparar."

("Os Três Mosqueteiros" - Alexandre Dumas)

Se alguém quiser, que agarre este desafio...

sábado, 3 de novembro de 2007

O meu professor de Filosofia

Há pessoas que ao longo das nossas vidas nos vão marcando de forma decisiva. Para mim, uma dessas pessoas foi o meu primeiro professor de Filosofia.

A forma apaixonada com que fazia o seu trabalho, a dedicação com que dava as aulas, sempre foram, para mim, um modelo a seguir.

Aquele homem conseguia dar as suas aulas porque nos dava o que nós queríamos: uma nova realidade, novas formas de questionar o que nos era apresentado como verdade, sentido crítico. Nas suas aulas, aquele grupo de jovens vestidos de preto, com correntes à cintura, cruzes e caveiras, fazia-se ouvir, podia expor as suas ideias tantas vezes apelidadas de anárquicas. E em resposta, lá vinha mais um autor e as suas ideias, umas vezes concordantes, outras nem por isso, mas sempre a aprendermos que até para defendermos aquilo em que acreditamos é importante conhecer o contraditório.

Foi nas suas aulas que conheci Freud, Nietzsche, Einstein, Salvador Dali, as teorias do Caos, da Relatividade, o Big Bang, o Surrealismo, o Niilismo,...

Quantas vezes foram as letras das músicas que ouvíamos o mote para uma qualquer matéria... Numa idade em que queremos mudar o Mundo, um professor mostrou-me que isso é possível: se todos mudar-mos e melhorar-mos o nosso Mundo, o Mundo de todos é mudado e melhorado.

Ainda hoje, quase 19 anos passados (tenho agora a idade que o professor tinha naquela altura), lembro o Professor Álvaro Daniel Formigo Nunes, como um dos grandes mestres da minha vida.

E aqui fica uma música que esse professor assobiava enquanto nós fazíamos os testes.
http://www.youtube.com/watch?v=kPp_0sOZr4E

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

As amizades são assim...

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.


(Albert Einstein )

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