FESTIVAL DO MARISCO/2007 - OLHÃO
sábado, 15 de setembro de 2007
Negras como a noite
Só mesmo o Tim para escrever e interpretar uma música assim... é tão linda!!!
Com mãos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti
Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas mãos
Repara um navio
Está sózinho e triste
Mas tem de aguentar
Já falta tão pouco
Para poder voltar
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só maios uma vez, só mais esta vez
Com adeus começa
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lençol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As mãos de veludo
Estão à sua espera
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma, só mais esta vez
(Tim/Xutos e Pontapés)
Com mãos de veludo
Negras como a noite
Tu deste-me tudo
E eu parti
Um homem trabalha
Do outro lado do rio
Com as suas duas mãos
Repara um navio
Está sózinho e triste
Mas tem de aguentar
Já falta tão pouco
Para poder voltar
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só maios uma vez, só mais esta vez
Com adeus começa
Outro dia igual
Ficou a promessa
Escondida no lençol
Negras como a noite
Vindas de outra terra
As mãos de veludo
Estão à sua espera
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Vai ficar tudo bem
Isso eu sei
Quando o sol
Se juntar ao mar
E eu te voltar a beijar
Só mais uma vez, só mais uma vez
Só mais uma, só mais esta vez
(Tim/Xutos e Pontapés)
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
BEM VINDO DALAI LAMA
sábado, 8 de setembro de 2007
DALAI-LAMA EM PORTUGAL
ESTOU INDIGNADA!!!
Mais uma vez o nosso país me desilude- já devia estar habituada, mas parece que não estou.
Como é do conhecimento de todos, e já publicitei aqui, o Dalai-Lama vem a Portugal para a semana, para um círculo de conferências budistas e espirituais. Para mim é, ou devia ser, um motivo de orgulho ter no meu país o líder espiritual que admiro. Então o que é que me indigna? A hipocrisia dos nossos dirigentes políticos, a falta de coragem da classe política que nos governa e que escolhemos como nossos representantes.
Hoje ouvi o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que o Dalai-Lama não será recebido oficialmente "como é óbvio". Óbvio para quem? Para a hipocrisia política, para o poder económico, que tudo colocam acima do direito à liberdade. Os tibetanos foram obrigados ao exílio após a invasão chinesa, o Dalai-Lama, líder político e espiritual do seu país - o Tibete - teve de se exilar na Índia para poder professar a filosofia de vida que é o budismo e poder lutar pelo direito à independência do território livre que foi ocupado, violado e profanado no seu íntimo.
O "óbvio" do nosso ministro para mim traduz-se em cobardia - já vi terroristas sob a capa de líderes políticos, serem recebidos no nosso país com honras de estado, e pela segunda vez, o líder espiritual budista, vem ao nosso país e não é recebido oficialmente!!! Acima de tudo, o Dalai-Lama é um líder espiritual que luta pelo seu povo e pela sua independência e não um líder político a chafurdar na hipocrisia do poder e dos interesses.
Não é recebido oficialmente, mas é recebido nos nossos corações com todo o amor, paz e compaixão. Para ele é o suficiente.
Ainda estou à espera de ver uma mobilização pública pela independência do Tibete, e ver as organizações defensoras dos direitos do Homem, as associações humanitárias e afins acordarem para o problema tibetano.
BEM VINDO DALAI-LAMA
Mais uma vez o nosso país me desilude- já devia estar habituada, mas parece que não estou.
Como é do conhecimento de todos, e já publicitei aqui, o Dalai-Lama vem a Portugal para a semana, para um círculo de conferências budistas e espirituais. Para mim é, ou devia ser, um motivo de orgulho ter no meu país o líder espiritual que admiro. Então o que é que me indigna? A hipocrisia dos nossos dirigentes políticos, a falta de coragem da classe política que nos governa e que escolhemos como nossos representantes.
Hoje ouvi o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros dizer que o Dalai-Lama não será recebido oficialmente "como é óbvio". Óbvio para quem? Para a hipocrisia política, para o poder económico, que tudo colocam acima do direito à liberdade. Os tibetanos foram obrigados ao exílio após a invasão chinesa, o Dalai-Lama, líder político e espiritual do seu país - o Tibete - teve de se exilar na Índia para poder professar a filosofia de vida que é o budismo e poder lutar pelo direito à independência do território livre que foi ocupado, violado e profanado no seu íntimo.
O "óbvio" do nosso ministro para mim traduz-se em cobardia - já vi terroristas sob a capa de líderes políticos, serem recebidos no nosso país com honras de estado, e pela segunda vez, o líder espiritual budista, vem ao nosso país e não é recebido oficialmente!!! Acima de tudo, o Dalai-Lama é um líder espiritual que luta pelo seu povo e pela sua independência e não um líder político a chafurdar na hipocrisia do poder e dos interesses.
Não é recebido oficialmente, mas é recebido nos nossos corações com todo o amor, paz e compaixão. Para ele é o suficiente.
Ainda estou à espera de ver uma mobilização pública pela independência do Tibete, e ver as organizações defensoras dos direitos do Homem, as associações humanitárias e afins acordarem para o problema tibetano.
BEM VINDO DALAI-LAMA

"Só existem dois dias no ano em que nada pode ser feito.
Um chama-se Ontem e o outro chama-se Amanhã.
Portanto, Hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver"
(Dalai-Lama)
Estou orgulhosa
Há coisas que nos fazem sentir orgulhosos. E eu confesso, estou orgulhosa da miúda que vêem no vídeo a receber o prémio. Miúda, é como quem diz, porque a rapariga que aí vêem já não é miúda nenhuma, mas sim uma bela mulher! E orgulhosa porquê? Porque para além de ser minha amiga, filha de amigos meus, também a ajudei a criar. É verdade, esperei muitas vezes pela carrinha do infantário, fiquei com ela à noite (enquanto os pais, professores, davam aulas), contei-lhe histórias, dei-lhe banho -era a fase mais engraçada do dia, o banho e lavar a cabeça - uma verdadeira aventura aquática!!!
É por isso que me sinto orgulhosa, porque brinquei com ela, lhe peguei ao colo, a adormeci, e agora vejo a vencer!
Que tenhas sempre muito sucesso na vida.
III Festival de Vídeo Jovem de Sintra
O FILME VENCEDOR
A REPRESENTANTE DO FILME VENCEDOR
É por isso que me sinto orgulhosa, porque brinquei com ela, lhe peguei ao colo, a adormeci, e agora vejo a vencer!
Que tenhas sempre muito sucesso na vida.
III Festival de Vídeo Jovem de Sintra
O FILME VENCEDOR
A REPRESENTANTE DO FILME VENCEDOR
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
30 de Agosto de 2007
Como é do conhecimento de muitos de vós, ontem fiz 34 anos. Eu sei que não se esqueçeram, e como bons amigos e amigas que são, mimaram-me com telefonemas surpresa - e é sempre tão bom ouvir a voz das pessoas de quem gostamos - e com mensagens, para o telemóvel ou via net - e também é bom ler as palavras que nos dedicam.
Enfim, depois de um dia passado em família, com algumas e boas prendas e o tradicional bolo de aniversário, eis que chega a hora de partir, rumo a Viseu, para ver mais uma vez, os Xutos e Pontapés ao vivo. Desta vez, partilhando o meu dia, ou melhor, o final da noite, de aniversário com a minha banda de culto, com aqueles que admiro e sigo há 20 anos.
E assim foi... indo eu, indo eu, a caminho de Viseu... lá cheguei e encontrei outros como eu, que fazemos quilómetros para ver a maior banda de rock portuguesa, que vibramos nas grades ao som das guitarras do Zé Pedro e do João Cabeleira, que acertamos os nossos corações pelas batidas do Kalú, nos deixamos embalar pela voz do Tim, ao som do sax do Gui.
Bem, chega de palavras, aqui deixo algumas imagens que captei...
Enfim, depois de um dia passado em família, com algumas e boas prendas e o tradicional bolo de aniversário, eis que chega a hora de partir, rumo a Viseu, para ver mais uma vez, os Xutos e Pontapés ao vivo. Desta vez, partilhando o meu dia, ou melhor, o final da noite, de aniversário com a minha banda de culto, com aqueles que admiro e sigo há 20 anos.
E assim foi... indo eu, indo eu, a caminho de Viseu... lá cheguei e encontrei outros como eu, que fazemos quilómetros para ver a maior banda de rock portuguesa, que vibramos nas grades ao som das guitarras do Zé Pedro e do João Cabeleira, que acertamos os nossos corações pelas batidas do Kalú, nos deixamos embalar pela voz do Tim, ao som do sax do Gui.
Bem, chega de palavras, aqui deixo algumas imagens que captei...





segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Cântico Negro
Partilho convosco um poema com o qual me identifico completamente.
Vem por aqui!
Dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem:- Vem por aqui!
Eu olho-os com olhos lassos...
Há nos meus olhos ironias e cansaços,
E cruzo os braços, e nunca vim por ali.
A minha glória é esta:
Criar desumanidade, não acompanhar ninguém...
Que eu vivo com o mesmo sem vaidade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, Não vou por aí!
Só vou por onde me levam meus próprios passos,
Se ao que busco saber, nenhum de vós responde,
Porque me repetis:- Vem por aqui!
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhos aos ventos,
Como farrapos arrastar os pés sangrentos...
- A ir por aí!
Se vim ao mundo...
Foi só para desflorar florestas virgens
O mais que faço, não vale nada.
Como pois sereis vós!
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem,
Para eu derrubar os meus obstáculos.
Corre nas nossas veias
Sangue velho dos avós,
- E vós amais o que é belo
Eu amo o longe e a miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos.
Ide!
Tendes estradas, tendes jardins , tendes canteiros
Tendes pátrias e tendes tectos,
E tendes regras e tratados, filósofos e sábios
- Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a como um facho a arder na noite escura
E sinto espuma e sangue
E cânticos nos lábios.
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
-Todos tiveram pai, todos tiveram mãe,
Mas eu, que nunca principío nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah! que ninguém me dê piedosas intenções
Ninguém me peça definições,
Ninguém me diga: - Vem por aqui!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou.´
É um átomo a mais que se animou,
Não sei por onde vou, não sei para onde vou:
- Sei que não vou por aí!
Vem por aqui!
Dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem:- Vem por aqui!
Eu olho-os com olhos lassos...
Há nos meus olhos ironias e cansaços,
E cruzo os braços, e nunca vim por ali.
A minha glória é esta:
Criar desumanidade, não acompanhar ninguém...
Que eu vivo com o mesmo sem vaidade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
Não, Não vou por aí!
Só vou por onde me levam meus próprios passos,
Se ao que busco saber, nenhum de vós responde,
Porque me repetis:- Vem por aqui!
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhos aos ventos,
Como farrapos arrastar os pés sangrentos...
- A ir por aí!
Se vim ao mundo...
Foi só para desflorar florestas virgens
O mais que faço, não vale nada.
Como pois sereis vós!
Que me dareis impulsos, ferramentas, e coragem,
Para eu derrubar os meus obstáculos.
Corre nas nossas veias
Sangue velho dos avós,
- E vós amais o que é belo
Eu amo o longe e a miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos.
Ide!
Tendes estradas, tendes jardins , tendes canteiros
Tendes pátrias e tendes tectos,
E tendes regras e tratados, filósofos e sábios
- Eu tenho a minha loucura!
Levanto-a como um facho a arder na noite escura
E sinto espuma e sangue
E cânticos nos lábios.
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
-Todos tiveram pai, todos tiveram mãe,
Mas eu, que nunca principío nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah! que ninguém me dê piedosas intenções
Ninguém me peça definições,
Ninguém me diga: - Vem por aqui!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou.´
É um átomo a mais que se animou,
Não sei por onde vou, não sei para onde vou:
- Sei que não vou por aí!
(José Régio)
domingo, 26 de agosto de 2007
As Mãos
Mãos que trabalham
Para alimentar o Mundo
Para alimentar o Mundo
Mãos que lutam
Para serem alguém
Mãos que falam, que gritam
Que roubam e matam
Na luta da vida
Mãos que amam, acariciam
Beijam e adormecem
Mãos com vida
Vida nas mãos
E as minhas mãos
Que lutam na vida
Têm a vida adormecida
Por não te poderem tocar!
(Homem do Leme)
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Casal Ventoso
"A Voz do Mal"
Sei que te queres esconder
Sei que me queres deixar
Vais ter muito que correr
Sabes que te vou achar
Na aldeia mais distante
Acabarei por te encontrar
Esperarei por um sinal
Da tua sombra ao passar
Á luz da lua
A voz do mal
Uma rua mais sombria
O cenário habitual
Uma noite vazia
Mudares o teu final
Para acabar tudo de vez
Tu vais ter que me matar
Eu ficarei para sempre em ti
Esse remorso fatal
Desconheço a voz de Deus
Só conheço a voz do mal
Desconheço a voz de Deus
Só conheço a voz do mal
(Tim/Xutos e Pontapés)
Hoje, ia a caminho do trabalho e ouvi esta música no meu mp3. De imediato vieram-me à mente imagens de um tempo passado, que deixou marcas em mim e me tornou na pessoa que sou hoje - o tempo em que trabalhei no Casal Ventoso.
É verdade, em 1998 eu trabalhava no Casal Ventoso, como voluntária - fui para esse bairro porque queria trabalhar lá, foi uma escolha minha. E não me arrependo, bem pelo contrário, voltaria. Era outro mundo, outra realidade, que começava na Meia-Laranja e acabava ao fundo da Rua Arco do Carvalhão. Muito próximo fica o Cemitério dos Prazeres - sempre achei irónico...
Percorri quilómetros naquele bairro, a pôr em prática o que o curso de terapeuta de toxicodependentes me tinha ensinado e o que o Curso de Psicologia me ia ensinando... mas não há teoria que sobreviva, não há saber que resista, se não formos aquilo que aquelas pessoas procuravam em nós - sermos pessoas, sermos humanos...
Passava os dias naquelas ruas, com os toxicodependentes, e quando regressava a casa, muitas vezes chorei de revolta, de impotência, de desespero por aquilo que via, mas regressava sempre com o coração cheio.
Vi muitas coisas, que ainda hoje não me parecem reais, vi partos no meio da rua, de mulheres que não sabiam que estavam grávidas e julgavam estar a sofrer as dores da ressaca, vi crianças de 10 anos a consumir heroína, vi gente a morrer, vi mortos, vi corpos que se arrastavam sem consciência que ainda viviam... mas também vi olhares de esperança, lágrimas de gratidão, pais à procura de filhos, filhos a encontrar os pais, acima de tudo, vi PESSOAS.
Ouvi histórias inacreditáveis, conheci vidas impensáveis, vivi tempos indescritíveis...
Mas foi enquanto lá trabalhava, que mais aprendi sobre o ser humano, que mais cresci... Foi lá que conheci as pessoas mais bonitas que conheci até hoje...
Para lá do toxicodependente, da degradação que todos viam e a que todos viravam a cara, eu vi, eu conheci, pessoas com uma enorme capacidade de amar, em sofrimento, a pedir ajuda, a pedir apenas uma palavra amiga ou um sorriso... Pessoas a quem um dia faltou algo que a droga preencheu...
Adorei o trabalho que fiz... Voltaria a fazer tudo outra vez...
Índice de Histórias
Desabafos Pessoais,
Xutos e Pontapés
domingo, 19 de agosto de 2007
"EQUADOR" - Miguel Sousa Tavares

Foi com esta história, comovente, perturbadora e sensual, que Miguel Sousa Tavares iniciou a sua caminhada pelo romance.
Equador é a história de Luís Bernardo, sócio principal da Companhia Insular de Navegação, 37 anos, solteiro e dado a aventuras de saias, que numa manhã chuvosa de Dezembro de 1905 parte de Lisboa, rumo a Vila Viçosa para um encontro com El-Rei D. Carlos.
Quando partiu não sabia, nem imaginava que o esperava algo que o levaria a trocar a sua vida despreocupada, por uma missão patriótica, mas arriscada, na longínqua ilha de S. Tomé.
Ao aceitar o cargo de governador, assumiu também a defesa da dignidade dos trabalhadores das roças, vendo-se por isso, no seio de uma rede de conflitos de interesses com a metrópole.
Luís Bernardo é um homem apaixonado pela sua luta, pela sua causa e defende-as até ao fim, sem temer as consequências da justiça e da igualdade que procura para os trabalhadores das roças.
O que Luís Bernardo não sabe, é que é também em S. Tomé que vai conhecer a paixão e o amor. A descoberta do amor que lhe vai mudar a vida. Num estilo queirosiano, Luís Bernardo envolve-se numa paixão quente e sensual com Ann, mulher de David, cônsul inglês, que está em S. Tomé devido a erros cometidos no passado, na Índia.
Enquanto vive a luta ao lado dos trabalhadores das roças, Luís Bernardo vive também o seu amor, na ambiguidade do desejo e da culpa, do prazer e da traição.
Uma história envolvente, que nos prende desde a primeira página, retratando os últimos dias da monarquia portuguesa, entre os serões mundanos da capital e o ambiente retrógado das colónias.
O fim... esse deixo para quem ler o livro...
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Miguel Sousa Tavares
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