terça-feira, 17 de julho de 2007

"Não Sou o Único" - a biografia do Zé Pedro - Helena Reis

Foto retirada do site Oficial dos Xutos e Pontapés - http://www.xutos.pt

Já li. Estava à espera de me conseguir distanciar emocionalmente para comentar. Mas é impossível distanciar-me do que gosto, e eu gosto dos Xutos, gosto do Zé Pedro.

O livro está muito bem conseguido, dá-nos a conhecer a vida para lá dos palcos daquele que nos habituámos a ver em cima de um, de guitarra em riste, fazendo dela a sua arma, contra a indiferença. Mostra-nos o Zé Pedro, homem , irmão, companheiro, filho. Não só o músico que todos conhecemos e admiramos, mas o menino que gostava de ouvir rádio, o jovem que tinha sonhos e o homem que acredita, que ainda ousa sonhar. O homem que sonhou, amou, que desafiou os limites, que sobreviveu. Basta olhar nos seus olhos para ver que é possível acreditar, que vale a pena viver, que é sempre tempo de sonhar.

Só as árvores mais fortes suportam as piores tempestades.

Obrigado Helena Reis, pelo retrato de um irmão que merece.

Obrigado Zé Pedro, pela coragem, pela frontalidade, pela sinceridade, pela lição de vida.

Tenho orgulho em ti e em ser tua fã.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Homem do Leme

Duas versões da minha música. Linda, única!!!
XUTOS PARA SEMPRE





terça-feira, 10 de julho de 2007

S.S. Dalai-Lama em Portugal (pela segunda vez)


S. S. Dalai-Lama vai estar em Portugal de 13 a 16 de Setembro.


De 13 a 15 de Setembro - 3 dias de ensinamentos públicos no Anfiteatro da Faculdade de Medicina Dentária - Lisboa


Ddia 16 - Conferência Pública no Pavilhão Atlântico, Lisboa. Para esta conferência existem bilhetes a 10 euros.


Para mais informações consultar:





sábado, 7 de julho de 2007

PORQUÊ OS XUTOS?


Há uns dias atrás perguntaram-me "Porque é que gostas assim tanto de Xutos?"


Porquê? - fiquei eu a pensar. Gosto porque gosto, porque me identifico com as músicas. Mas fiquei a pensar.


Comecei a ouvir Xutos aos 13 anos, com o àlbum Circo de Feras. A culpa foi da minha mãe, que gostava muito dos Contentores. É caso para dizer que comecei, gostei e nunca mais parei.


Na adolescência, tentava imitar os Xutos em tudo o que podia - nos ténis iguais ao Tim, nos adereços do Zé Pedro, o brinco com a cruz igual ao Kalú, as roupas pretas, as t-shirts dos Xutos, os lenços nos pulsos e ao pescoço, e até os blusões iguais aos do João Cabeleira (já bem "crescidinha" paguei bem por um blusão comprado na Gardénia, igual a um do João - ainda o tenho, bem como os lenços e outras peças que faziam parte da indumentária).


Porquê? Porque esta era a minha identidade, porque quando olhavam para mim, as pessoas sabiam que eu era fã de Xutos - e a identidade, ou a busca dela - é algo muito importante na adolescência.


À medida que o tempo foi passando, fui alterando o meu aspecto exterior, quer por crescimento pessoal, quer por imposições laborais, mas continuei a comprar os discos, a ouvir a música, a seguir a banda, a ir a concertos.


Hoje, não consigo falar de mim, da minha experiência de vida, do meu crescimento, sem falar dos Xutos e Pontapés.


Porquê? Porque eles fazem parte da minha história de vida, do meu crescimento. Posso dizer que sempre estiveram presentes, através das suas músicas. Animaram muitos bons momentos, foram música de fundo em despedidas, as suas letras serviram muitas vezes para dizer o que sentia, nos maus momentos fui muitas vezes buscar forças ao Homem do Leme, ao Remar Remar, ao Não sou o Único, ao Morte Lenta e tantas outras.


Por isso respondo: Gosto de Xutos, porque são únicos, especiais, porque me ajudaram a crescer.


E é por tudo isto e pelo que são, pelo que já passaram e ultrapassaram, que hoje, aos 33 anos, me sinto orgulhosa em ser sua Fã.

sábado, 23 de junho de 2007

TIBETE - Pela Independência

O Tibete é uma região na Ásia, que hoje é, pela maior parte, coberta pela Região Autónoma do Tibete, da República Popular da China. Tem uma área de, aproximadamente, 1,2 milhões de Km2.

Mas nem sempre foi assim. O Tibete já foi independente. A sua história começa em 127 a. c., quando uma dinastia militar se fixou no vale de Yarlung, reinando cerca de 800 anos. Foram séculos dedicados a campanhas militares, que em 617 d. c., o imperador Songtsen Gampo (33.º rei do Tibete) decide transformar num império mais pacífico: criou o alfabeto tibetano, definiu o sistema legal tibetano, baseado no princípio moral que já mencionava a importância da protecção do ambiente e da natureza, foi o impulsionador do Budismo e construiu vários templos.

A partir do século VII, o Tibete torna-se o centro do Lamaísmo, religião originária do Budismo, transformando-se assim, num poderoso reinado. No Século XVII é declarado território soberano da China, mas os tibetanos lutaram sempre pela sua independência, conseguida em 1912.

No entanto, os chineses, que sempre cobiçaram aquela região, aquando o regime comunista, voltam a invadir e anexar o Tibete, em 1950, como província. Em 1959, a oposição tibetana éderrotada e o seu líder político e espiritual, o 14.º Dalai-Lama Tenzin Gyatso, retira-se para o norte da Índia, onde instala um governo, no exílio. Desde então, 85.000 tibetanos fugiram do seu país.

Em 1965, contra a vontade dos tibetanos, o país torna-se região autónoma da China.

Entre 1987 e 1989, há fortes denúncias de violação dos direitos humanos, pelos chineses, cuja tropa comunista reprime com violência, qualquer manifestação de oposição à sua presença no território. Da ocupação chinesa resulta um genocídio cultural. Em 1989, o exército chinês massacra manifestantes na Praça da Paz Celestial, dando assim visibilidade internacional à causa da independência do Tibete.

Em 1993, o Dalai-Lama, prémio Nobel da Paz em 1989, inicia conversações com os chineses, que resultam num vazio.

A destruição da cultura tibetana e a opressão do seu povo resultou na morte de 1,2 milhões de tibetanos (um quinto da sua população) e muitos outros foram presos ou deslocados para campos de trabalho. Mais de 6000 mosteiros e templos foram destruídos.

Numa tentativa de convencer a comunidade internacional dos benefícios da ocupação chinesa, foram construídos hospitais, centrais eléctricas, escolas e estradas, que mais não são um meio para favorecer a imigração chinesa, pois os tibetanos em nada beneficiaram com estas medidas. São os chineses que ocupam todos os sectores político-económicos do Tibete, enquanto os Tibetanos são já uma minoria no seu próprio país.

Aqui ficam algumas imagens deste país que tanto me fascina:


O Dalai-Lama

Monges Budistas


Palácio de Potala


Paisagem tibetana

terça-feira, 19 de junho de 2007

Dick Haskins

Descobri este autor nuns livros velhinhos do meu avô. Nunca tinha ouvido falar de Dick Haskins (inglês certamente) mas como adoro ler, e policiais fazem as minha delícias, iniciei um dos seus livros - "Psíquico".

Gostei, particularmente da escrita, simples e fluída, do enredo envolto num ambiente de suspense típico dos anos 40/50, do detective privado que me fez lembrar uma antiga série policial portuguesa - "Claxon".

Li um outro livro - "Clímax" - e é então que descubro que aquele autor (inglês, certamente) é português!

Dick Haskins, pseudónimo de António Andrade de Albuquerque, nasceu em Lisboa, em 1929, e escreveu o seu primeiro livro aos 25 anos. O pseudónimo Dick Haskins surge, devido ao facto de antes do 25 de Abril ser impossível um português editar este tipo de literatura.

Os seus livros encontram-se traduzidos em mais de 20 países (Estados Unidos, Grécia, Nova Zelândia, Alemanha, Colômbia,...), sendo, simultâneamente, um dos escritores portugueses mais internacional e desconhecido no seu país (pelo menos como sendo português). Não deixa de ser curioso, como na FNAC, sempre que procuro os seus livros, os encontro em "Literatura Estrangeira" - "Policiais".

A sua obra já deu origem a uma série televisiva, com o mesmo nome - Dick Haskins - transmitida em 1982, com realização e produção do próprio escritor, e música de Luís Pedro Fonseca.

Dick Haskins escreve os seus livros na primeira pessoa e relata as "aventuras e mistérios policiais" do detective Dick Haskins (à excepçãp dos dois primeiros livros, em, que o detective não é o protagonista). Um detective que é um misto de Sherlock Holmes e Poirot, charmoso e sempre rodeado de mulheres bonitas, cuja imagem se aproxima de Boggart em Casablanca.

Mas, agora o melhor é lerem mesmo os seus livros. Aqui fica a sua bibliografia policial:

  • Climax
  • Psíquico
  • Quando a manhã chegar
  • O jantar é às oito
  • Porta para o inferno
  • A noite antes do fim
  • Obsessão
  • O sono da morte
  • O isqueiro de oiro
  • A sétima sombra
  • Lisboa 44
  • O fio da meada
  • Premeditação
  • A hora negra
  • O espaço vazio
  • O último degrau
  • O minuto 180
  • Estado de choque
  • Processo 327
  • Labirinto

domingo, 17 de junho de 2007

EPITÁFIO

"Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o Sol nascer...
Devia ter arriscado mais, até errado mais, ter feito o que eu queria fazer...
Queria ter aceite as pessoas tal como elas são,
Cada um sabe a alegria e dor que traz no coração.

Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o pôr-do-sol
Devia ter-me importado menos com problemas pequenos,
Ter morrido de amor...
queria ter aceite a vida tal como ela é
a cada um cabe a alegria e tristeza que vier...

O Acaso vai-me proteger enquanto eu andar distraído."

(Sérgio Brito)

Foi com esta música que começou o concerto do Tim, na Casa das Artes (Famalicão), no dia 14 de Abril. Adorei. O Tim, contagiou o público com a sua simpatia, e criou um clima de cumplicidade brilhante, em que todos faziamos parte do espectáculo. Como era o dia do seu aniversário (47 primaveras), cantámos os parabéns - só faltou o bolo!

Aqui ficam algumas fotos.









quarta-feira, 13 de junho de 2007

Homem do Leme

Sózinho na noite
um barco ruma, para onde vai?
uma luz no escuro
brilha a direito ofusca as demais

E mais que uma onda, mais que uma maré
tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé
mas vogando à vontade, rompendo a saudade
vai quem já nada teme, vai o homem do leme

E uma vontade de rir
nasce do fundo do ser
e uma vontade de ir
correr o mundo e partir
a vida é sempre a perder

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram
em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram



Xutos e Pontapés

Para começar este blog, nada melhor que partilhar convosco a letra da música que me dá o nome.

Dedico-a a todos os meus amigos, tal como ela me foi dedicada a mim, há muitos anos atrás.

Dedico-a também à Marta Ferreira, que nos deixou no dia 7 de Junho, pois ela foi o "Homem do Leme" dos Xutos. Até Sempre Marta
Olá,

Decidi criar este espaço para poder partilhar alguns dos meus interesses e paixões, em especial: os Xutos & Pontapés e os Livros.

Chama-se "Conta-me Histórias", porque aqui vou partilhar histórias da minha Vida e do Mundo.

Homem do Leme

LinkWithin

Blog Widget by LinkWithin