domingo, 26 de Julho de 2009

"Pecados na Noite" - Tami Hoag

SINOPSE:

"Numa pequena cidade do Minesotta, onde as pessoas conhecem os vizinhos e o crime só ocorre no noticiário, desaparece uma criança. A única coisa que a Polícia encontra é um saco de ginástica com um bilhete: «Ignorância não é inocência, mas PECADO»... Existem medos que escondemos no nosso íntimo, onde o mundo real não deveria chegar. À noite, estes medos podem levar-nos a cometer os pecados mais horrendos. Tami Hoag conhece estes segredos e fez com eles um thriller que somos incapazes de abandonar antes do fim."

Mais um brilhante livro desta Senhora do crime. Tami Hoag descreve as personagens com uma intensidade e realismo que é impossível não nos vermos envolvidos emocionalmente com elas, odiar os assassinos, empatizar com os polícias e sentir o medo e a dor das vítimas.

Josh Kirkwood é raptado enquanto espera que a mãe o vá buscar ao rinque de patinagem. Enquanto Josh espera, a mãe, Hannah, médica e directora do serviço de urgências do Hospital local, está a tentar salvar uma vítima de paragem cardíaca que acabará por lhe morrer nas mãos. Josh, perante o atraso da mãe, telefona para o escritório de contabilidade do pai a pedir que o vá buscar. Mas Paul não ouve o telefonea do filho; não está na sua sala...

Enquanto toda a comunidade se envolve nas buscas do pequeno Josh, vamos conhecendo os segredos de alguns, os medos de outros...

Mitch Holt, chefe do departamento da Polícia, recebe pela primeira vez uma mulher na sua equipa - Megan O'Malley, uma agente do BCA, a primeira mulher com trabalho no terreno. Megan é impulsiva, decidida, e obstinada e sabe que não pode falhar na sua missão. É uma mulher num território de homens. Vive sózinha com os seus dois gatos. A relação com o pai, também polícia, é complicada; com o irmão ainda mais complicada é, e com a mãe... bem, com a mãe não existe relação desde que esta abandonou a família era Megan ainda criança.

Mitch Holt tem uma filha pequena e vive dilacerado pela culpa da morte da mulher e do filho. Viúvo há dois anos, ainda usa a aliança, como se fosse a expiação da culpa que sente.

Durante a investigação Mitch e Megan envolvem-se numa relação que ambos querem sem compromissos, mas que os vai fazer viver os seus medos e desejos, lutando com os fantasmas que os atormentam.

O raptor enceta um jogo com as forças policiais, denunciando uma mente perversa. Simultaneamente, enquanto as buscas não produzem resultados, a comunidade de Deer Lake conhece uma realidade que até aí era negada: o contínuo do ringue de patinagem tem um passado de pedofilia, o ajudante do padre encobre um crime horrendo, Paul Kirkwood carrega uma culpa que só ele conhece...

Uma brilhante teia de vidas, que Tami Hoag vai desfazendo com mestria e personagens tão fascinantes que nos é difícil esquecer, mesmo depois de acabar a leitura.

O final fica em aberto, pois esta história não acaba neste livro, continuando em "A Mão do Pecado".

Recomendo vivamente!

Mais um livro de Dick Haskins

Já me faltam poucos títulos para ter esta colecção completa!

Esta colecção da ASA é a última edição dos títulos do escritor Dick Haskins e como já não estão à venda (tal como acontece com todos os outros livros do autor) estou a completar a colecção adquirindo os livros que me faltam em leilões na internet.

A última aquisição foi esta, vinda da ilha da Madeira. Já tenho este livro, numa edição antiga e já aqui o tinha comentado.

Aos poucos, e com persistência, completo as duas colecções deste autor: a última edição da ASA e as edições antigas da Colecção Enigma.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Novidades da QUETZAL - Perto da Felicidade

Perto da Felicidade, de Richard Yates

Um romance lapidar sobre os sonhos do sonho americano.


Cold Spring Harbor é um subúrbio tradicional de Nova Iorque, o pano de fundo de um retrato da América dos anos quarentas, na ressaca de uma guerra e sob a ameaça de outra. Charles Shepard é um militar na reforma, que vive resignadamente a frustração de nunca ter combatido; Gloria Drake é uma mulher abandonada à solidão e à proximidade da loucura, fumando e falando sem cessar; Evan Shepard é um jovem à deriva, que procura uma formação superior, mas a quem os casamentos, que faz e desfaz distraidamente, travam o passo; Rachel Drake entrega-se a um marido imperfeito e ausente, tentando cumprir o papel da «esposa perfeita». Nesta América deprimida e imóvel, cada um desempenha o papel que lhe cabe desempenhar. Porém, no coração de alguns brilha o desejo e germina a semente de um futuro maior.

AUTOR

Richard Yates nasceu em 1926, em Yonkers, Nova Iorque. Após o serviço militar nas Forças Armadas americanas durante a Segunda Guerra Mundial, trabalhou como publicitário e chegou a escrever os discursos do senador Robert Kennedy. Os seus contos, muito premiados, começaram a aparecer em 1953, e o seu primeiro romance, Revolutionary Road, foi nomeado para o National Book Award em 1962. Yates é também autor de obras como The Easter Parade, Young Hearts Crying e Eleven Kinds of Loneliness, a serem publicados em breve pela Quetzal. Richard Yates foi casado duas vezes e pai de três filhas. Morreu em 1992.

Perto da Felicidade, de Richard Yates

serpente emplumada | 216 páginas | PVP 14,90 euros

NAS LIVRARIAS A PARTIR DE 17 de JULHO

Novidades da QUETZAL - Balas de Prata

Balas de Prata, de Élmer Mendoza

O policial deste verão vem do México.

Um romance negro que não lhe dará tréguas até à última página.


Abandonado pela mulher

que amava, abatido, e a precisar de um psicoanalista, o agente Edgar, o Canhoto, Mendieta acumula trabalho, enquanto se encarrega da investigação do assassínio de Bruno Canizales. A este, um advogado de prestígio, com uma vida dupla, e filho do antigo ministro da Agricultura, encontraram-no com o crânio perfurado por uma bala de prata.

O telemóvel do Canhoto não pára de tocar com as chamadas do seu superior, que lhe vai anunciando a descoberta de novos cadáveres num curtíssimo espaço de tempo.

Quem estará por detrás de tudo isto?

Os narcotraficantes? Os políticos alvoroçados com a proximidade das eleições? Os membros da duvidosa Pequena Fraternidade Universal à qual Canizales pertencia? A investigação que, cheia de humor e adrenalina percorre antros e mansões, e envolve jornalistas e belíssimas lésbicas, revelará um intrincado novelo de interesses preversos, no qual o único realmente empenhado em ir até ao fim e, para variar, em fazer justiça é o Canhoto Mendieta — talvez porque já não tenha nada a perder.

«Balas de Prata é um romance negro, tal como o teria concebido Hammett. Com o núcleo filosófico como os dos melhores romances do género: a procura — mais do que de um culpado — da verdade.» Babelia | El País

«Élmer Mendoza é um leitor de Rulfo (Pedro Páramo aparece como um gancho metaliterário no romance) e de Ricardo Piglia, outro gancho, possivelmente preso ao Piglia de Plata QuemadaBabelia | El País

«[O Agente Mendieta] É um polícia sem escrúpulos, corrupto, por vezes romântico, crê por breves instantes na justiça e que o seu trabalho é importante e fá-lo com propriedade. Mas no fundo vive em desespero e toma ansiolíticos.» La Vanguardia

«O patricarca da literatura mexicana. O meu mestre

Arturo Pérez-Reverte

O AUTOR

Élmer Mendoza nasceu em Culiacán, no México, em 1949. É professor catedrático na Universidade Autónoma de Sinaloa e coordena sete grupos de escrita criativa em várias cidades do país. Entre 1978 e 1995, publicou diversos volumes de contos e crónicas e, em 1999, o seu primeiro romance — Un asesino solitário — que, segundo o crítico Federico Campbell, capta pela primeira vez, com destreza, o efeito da cultura do narcotráfico no México.

Balas de Prata, agora em edição portuguesa da Quetzal, e que mereceu por unanimidade o Prémio Tusquets, consagrou-o como escritor de primeiríssima ordem no panorama do romance hispânico.

Balas de Prata foi galardoado com o Prémio Tusquets 2008.

Trata-se de um prémio atribuído pela Editora Tusquets – que publica no México, Espanha e Argentina – a romances em língua espanhola. O prémio é geralmente anunciado durante a Feira do Livro em Guadalajara e a obra distinguida é publicada simultaneamente nos três países. Segundo o júri, a atribuição justifica-se pela «modernidade enraivecida no uso da linguagem, na estrutura narrativa próxima da mais recentes linguagens televisivas, e no ritmo diabólico que, como nos melhores romances clássicos, não dá tréguas ao leitor até ao desenlace.»

Mais informações em http://www.tusquetseditores.com

«Aspiro a que os meus leitores

temam morrer antes de acabar o livro».

Élmer Mendoza

Balas de Prata, de Élmer Mendoza

Tradução de Salvato Telles de Menezes

série américas | 240 páginas | PVP 18,50 euros

NAS LIVRARIAS A PARTIR DE 17 de JULHO

terça-feira, 21 de Julho de 2009

Este mês no Círculo de Leitores

A revista do Círculo de Leitores traz dois livros que me despertaram o interesse e que por isso encomendei.



Título: As Luzes Brancas de Paris
Autor: Theresa Révay

Grande romance histórico

Os ventos da história, a força do amor. Xénia era ainda uma criança quando assistiu à morte do pai, um aristocrata russo. Obrigada ao exílio faz-se mulher pela dureza das circunstâncias, exilando-se em Paris com os irmãos. Na capital francesa cruza-se com um jovem e talentoso artista alemão. Enquanto ela tenta vingar no mundo da moda parisiense, Max assiste impotente à ascensão de Hitler ao poder. Entre guerras e revoluções a sua história de amor parece condenada. Ou será que mesmo em tempos de guerra se podem viver uma grande história de amor? Um apaixonante romance histórico a fazer-nos viajar aos loucos anos 20/30, num envolvente fresco de época.


Xénia Ossoline era uma linda e mimada menina russa. Com o eclodir dos primeiros tumultos da Revolução, o seu pai é assassinada e Xénia obrigada a fugir com os irmãos para Paris. Dos sangrentos dias vividos em São Petersburgo aos loucos anos 20 em Paris, Xénia faz-se uma mulher forte e decidida, mas não preparada para amar. Quando conhece Max, um artista alemão que acabará por ver todos os seus amigos destruídos pelos nazis, Xénia não estava preparada para se deixar levar por esse amor que a arrebatava (e assustava). Poderá a sua história de amor sobreviver a tão conturbados dias?


Seguindo o percurso de Xénia e Max conhecemos (do lado de dentro) os conflitos que marcaram a história da Europa. Um poderoso romance a lembrar clássicos como «E Tudo o Vento Levou».


«No coração de uma Europa prisioneira do totalitarismo os protagonistas vivem uma tumultuosa paixão.»

www.beldfond.fr

«...escrito com surpreendente paixão.»

Le Figaro Magazine

«Fascinante trabalho de uma talentosa romancista.»

Le Monde des Livres




O segundo livro escolhido foi este, após ter gostado da leitura do primeiro título da autora, "Chegou a tua Hora", que comentei aqui.

Título: A Morte Chama-te
Autor: Karen Rose

Tess segue um estrito código de ética. O juramente que fez enquanto médica, impede-a de revelar seja o que for sobre os seus pacientes, mesmo quando a sua vida parece depender disso. A forma como os seus pacientes aparecem mortos sugere que alguém sabe exactamente como os manipular, o que fazer ou dizer para os levar ao desespero. O detective Aidan Reagan exige as fichas dos seus pacientes, mas Tess recusa. Apesar de exasperado, acredita na decidida psiquiatra e percebe que alguém aplica um meticuloso plano de vingança.Tess é dedicada aos seus pacientes. Os anos de terapia ensinaram-na a ouvir, compreender e a guardar segredo. O que se partilha num consultório de psiquiatria é confidencial. Quando os seus pacientes se começam a suicidar a polícia logo estabelece um elo entre todas essas mortes: todos eram pacientes de Tess. Será ela a assassina? Ou a vítima? Quem quer destruir a sua carreira, a sua vida pessoal? Um intenso e apaixonante thriller romântico.



«...cheio de suspense e acção...»

Baryon Magazine


«Enredos paralelos plenos de emoção, personagens secundárias sólidas e atraentes e uma sucessão intrincada de acontecimentos...»

Publishers Weekly


«Grandes personagens, romance, assassínio, suspense, drama, dores de cabeça, emoções e arrepios com uma dose de sexo escaldante. Planeie uma longa noite de leitura para acabar este livro de Karen Rose.»

Romance Reader at Heart

«Se há um nome sinónimo de um fabuloso suspense romântico, esse nome é o de Karen Rose – e está cada vez melhor.»

Bookloon



Citações e Pensamentos de Friedrich Nietzsche

Uma boa notícia para quem, como eu, gosta de Filosofia e de Nietsche.


"400 citações, 125 excertos, distribuídos por mais de 180 temas.


Uma compilação única do pensamento de Friedrich Nietzsche.


Polémico, por vezes chocante, mas sempre objectivo, a sabedoria de Nietzsche dá sempre novas perspectivas ao pensamento de cada um.


Um livro verdadeiramente surpreendente. Em Agosto nas livrarias."


Mais um livro da Oficina do Livro (sob a chancela Casa das Letras)

domingo, 19 de Julho de 2009

Novidades de Julho da Espuma dos Dias



Poderá uma concubina escapar ao seu passado?

Baseado em factos reais, este livro de Jennifer Cody Epstein narra o percurso extraordinário de uma mulher – de uma vida de prostituição às galerias de arte de Xangai e de Paris.

Com uma linguagem cativante e um ritmo narrativo seguro, conta-nos a história de Pan Yuliang, vendida na adolescência a um prostíbulo por um tio viciado em ópio e resgatada por um cliente, que a leva como concubina e lhe permite o acesso a um novo mundo sofisticado. O talento cedo se revela, transportando-a à Paris boémia dos anos 20.

Mas amor e arte revelam-se incompatíveis e Pan compreende que terá de fazer uma escolha dolorosa.


«Um romance histórico grandioso. Um conto de fadas, uma história negra de amor, uma narrativa triunfal de sobrevivência.»

Maureen Howard

«Empolgante. O ritmo, a caracterização vívida e as descrições de tirar o fôlego elevam este romance [...], transformando-o numa tela única e original.»

Chicago Tribune

sábado, 18 de Julho de 2009

Quando será A Última Madrugada no Islão?

A Chiado Editora adiou indefinidamente o lançamento do livro de André Ventura "A Última Madrugada do Islão", previsto para o dia 18 de Julho. Os motivos apresentados pela editora são "ameaças de represálias que não podem deixar de ser consideradas".

Não vou comentar se existe razão ou motivo para a decisão da editora, mas não posso deixar de lamentar que o fanatismo e obscurantismo da comunidade islâmica nos faça vergar ao seu modus operandi preferido - o terrorismo (desta vez cultural, mas que já serve para mostrar que nos vergamos).

Hoje a comunidade islâmica, ontem a cristã (com a Inquisição), amanhã... É este o perigo das religiões, do seu fanatismo e da sua ausência de auto-avaliação e auto-crítica.


E aqui o que se fala sobre o assunto:


Círculo de Leitores com nova imagem

O Círculo de Leitores tem um novo site. Está mais bonito, mais moderno e com mais informação. Está semelhante ao site da Bertrand (ou não pertencessem os dois ao mesmo Grupo -o DirectGroup Bertelsmann).

Apesar de ter mudado para melhor, o processo de mudança não foi bem gerido para quem queria consultar o site: apresentava a informação desactualizada, pois a nova revista já tinha sido publicada e o site ainda publicitava a revista anterior e não informava quem o consultava que estava em actualização (cheguei a contactar a empresa dando conta desta situação, e foi quando me informaram que estariam a proceder a alterações).

Parece-me que os sócios, leitores ou simples visitantes do site mereciam maior atenção por parte da empresa e um simples "Site em Remodelação" já seria melhor que nada. Claro que o ideal seria "Estamos a remodelar este espaço para melhor o servir. Visite-nos a partir de .... em ....".

Digo eu e o meu mau feitio...

Visite aqui o novo "Círculo de Leitores" on-line

Mill Books Publishers - Lançamento em Setembro

AS DUAS FACES DA LUA - David Scott & Alexei Leonov.


Saiba tudo sobre a corrida espacial através dos relatos intensos de um astronauta norte-americano e um cosmonauta russo.

Com
Prefácio de Neil Armstrong e Introdução de Tom Hanks.

Recomendado pela
The Planetary Society.

Leia a pré-publicação e faça já a pré-reserva.

Lançamento a 24 de Setembro.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Selo "Masterblog"

Obrigada à Paula do Viajar pela Leitura por este selo!


As regras são:

Indicar cinco características minhas:
  1. Impulsiva
  2. Concentrada
  3. Organizada
  4. Frontal
  5. Realista

Nomear cinco blogues:

terça-feira, 14 de Julho de 2009

"Terra de Neve" - Yasunari Kawabata

Sinopse:

"Shimamura viaja de comboio para um balneário das regiões montanhosas do norte do Japão. Fica cativado por uma voz feminina que ressoa no comboio. A nulher, Yoko, acompanha um homem, Yukio, filho de uma professora de música que vive na vila para onde se dirige Shimamura. Este tem a intenção de se reencontrar ali com uma geisha, Komako, que conheceu numa viagem anterior, quando ela ainda não se dedicava profissionalmente a esses mesteres. Está embelezado com a delicadeza dela, mas resolve ficar unicamente pela amizade, contemplando a possibilidade de futuras visitas. O sugestivo decorrer das estações influirá nestas relações humanas."

Yasunari Kawabata foi o primeiro escritor japonês galardoado com o Prémio Nobel da Literatura, em 1968. Este é o primeiro livro que leio do autor e decerto não será o último.

A história retrata a relação que se estabelece entre Shimamura, visitante de umas termas numa região montanhosa conhecida como Terra de Neve e a geisha Komako. Ao longo do tempo, sincronizado pelas estações, Shimamura e Komako estabelecem uma relação profunda, assente no carácter impetuoso de Komako e na passividade de Shimamura. Esta relação assume características de dependência por parte de ambos, sendo explorada pelo autor de uma forma tão intensa que envolve o leitor não o deixando ser um mero espectador mas fazendo parte da narrativa, enquanto sente o que as personagens procuram transmitir.

A linguagem poética, tão característica dos autores japoneses, é, mais uma vez, um dos pontos fortes deste livro, aliada aos sentimentos intensos e suas manifestações tão bem explorados pelo autor na personagem maravilhosa de uma geisha.

E não posso esquecer a capa lindíssima que esta edição (da Biblioteca Sábado) tem.

O correio de hoje

Já há algum tempo que procurava este livro. Até tinha feito aqui um "apelo". Pois bem, também coloquei no BookCrossing a minha intenção em comprar este livro a quem o tivesse disponível, e a Elsita respondeu, oferecendo-me o tão desejado! Muito obrigada!

E hoje, ao abrir a caixa do correio ei-lo. Que grande alegria um envelope pode trazer!

Novo livro de Kazuo Ishiguro

A Gradiva lança um novo livro do autor japonês Kazuo Ishiguro, disponível a partir de 20 de Julho.


Em "Nocturnos", Kazuo Ishiguro explora os temas do amor, da música e da passagem do tempo. Um livro para quem se recusa a perder a esperança e insiste em ver o lado positivo de tudo o que sucede. Lições de vida e a vida em lições de mestria narrativa, de um autor já descrito pelo New York Times como «um génio extraordinário e original».


Veja aqui o booktrailer:

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Não consegui resistir...

Está decidido! Não me posso aproximar de locais com livros à venda e muito menos com livros em promoção, descontos, saldos e afins, pois o meu bom comportamento e contenção económica perdem-se, evaporam-se, dissipam-se à velocidade da luz. Foi o que aconteceu hoje... Eu já sabia que esta a Feira do Livro no Jumbo (aqui divulgada) ia dar mau resultado. E depois, esta crítica da Márcia, do Planeta Márcia também não ajudou à minha tentativa de contenção literária. E aqui estou eu a mostrar o resultado, que nem foi muito desastroso do ponto de vista económico: "O Último Cabalista de Lisboa" estava com 20% de desconto e "O Leitor" com 30%.

Fiquei com vontade de trazer mais alguns, mas como a promoção só termina a 21 de Julho...





sábado, 11 de Julho de 2009

"Equinócio" - Michael White

SINOPSE:

"Na cidade de Oxford, uma jovem é brutalmente assassinada e, em lugar do coração, o assassino deixa uma moeda de ouro antiga. Vinte e quatro horas depois, outra jovem é morta e encontrada uma moeda de prata no crânio vazio.

Laura, uma jornalista especializada na cobertura de crimes, e Philip, fotógrafo da polícia e pai da sua filha, envolvem-se na investigação destes crimes. Juntos descobrem que estes assassinatos são parte de um ritual que remonta ao século XVII e que envolve personalidades distintas, como Sir Isaac Newton, em busca da Pedra Filosofal.

Numa luta desesperada contra o tempo, Laura e Philip tentam evitar que o crimonoso complete a série de assassinatos rituais, sem saberem que o último alvo pode estar demasiado próximo...

Equinócio é um thriller fascinante que atravessa séculos, desvenda mistérios da alquimia e da astrologia e aborda a demanda pela Pedro Filosofal."

Quando comprei este livro nada sabia sobre ele. Mas gostei da sinopse e como estava muito barato, comprei-o. E agora terminei de o ler, com um sentimento de satisfação. Na verdade, foi uma boa aquisição!

Laura regressa a Oxford, para desenvolver a ideia de um novo livro que está a escrever. Como era habitual nos últimos 20 anos, sempre que ela viajava até Oxford ou Philip até Nova Iorque, visitavam-se. Tinham namorado enquanto eram estudantes universitários, e da sua relação nascera Jo, a filha de ambos. Apesar de se terem separado nessa altura, mantiveram sempre uma relação de amizade.

Durante o jantar com Laura e Jo, Philip recebe um telefonema da Polícia: houve um assassinato e é necessário que ele fotografe tudo. Sem tempo para deixar Laura em casa, leva-a consigo. Aí deparam-se com um cenário macabro. A vítima é uma rapariga, jovem, a quem fora retirado o coração e no seu local deixada uma moeda de ouro antiga.

Vinte e quatro horas depois, uma outra jovem é assassinada. Desta vez a moeda deixada é de prata, e o orgão retirado foi o cérebro.

Laura e Philip, movidos pela curiosidade envolvem-se numa missão que os conduzirá a segredos com 300 anos. Alquimia, astrologia e a demanda pela Pedra Filosofal, conduzi-los-ão à descoberta de uma Oxford desconhecida, de sociedades secretas e relações místicas, onde o passado e o presente se cruzam numa busca comum.

Um livro pleno de acção, que nos prende desde o início. A vertente policial e mística entrecruzam-se de forma a manter o suspense e a acção, culminando num final muito bem construido.


As capas do novo livro de Dan Brown

"The Lost Symbol", o novo livro de Dan Brown tem lançamento agendado para o dia 15 de Setembro, numa primeira edição de 6,5 milhões de exemplares, a maior primeira edição de sempre da editora Random House.

Entretanto já foram divulgadas duas capas:


a americana




a da Grã-Bretanha


Eu gosto mais da capa divulgada na Grã-Bretanha. E vocês?

Feira do Livro no Jumbo


Pois é, o Elefante dedicou-se aos livros (pelo menos a alguns) e de 9 a 21 de Julho tem descontos interessantes. E quem tiver Cartão Jumbo ainda tem descontos adicionais em alguns títulos.


Aqui ficam alguns dos livros (existem muitos outros, incluindo infantis):

COM 20% DE DESCONTO
  • "No Teu Deserto" de Miguel Sousa Tavares (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Até que o Rio nos Separe" de Charles Martin
  • "Bons Sonhos Meu Amor" de Dorothy Koomson
  • "Baunilha e Chocolate" de Sveva Casati Modignani
  • "O Pacto" de Jodi Picoult
  • "Um Homem com Sorte" de Nicholas Sparks
  • "Amanhecer" de Stephenie Meyer
  • "Jerusalém" de Mia Couto
  • "Barroco Tropical" de José Eduardo Agualusa
  • "Não Sei Nada Sobre o Amor" de Júlia Pinheiro
  • "Pegadas na Areia" de Margaret Fishback Powers
  • "O Tigre Branco" de Aravind Adiga
  • "O Rstro do Jaguar" de Murilo Carvalho

COM 40% DE DESCONTO
  • "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón
  • "1808" de Laurentino Gomes
  • "O Sétimo Selo" de José Rodrigues dos Santos
  • "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares
  • "Quem Quer Ser Bilionário" de Vikas Swarup

COM 30% DE DESCONTO
  • "A Ilha" de Victoria Hilsop (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Pânico" de Jeff Abbott (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Tudo por Amor" de Jodi Picoult (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Crepúsculo" de Stephenie Meyer (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)
  • "Lua Nova" de Stephenie Meyer (com Cartão Jumbo tem ainda +10% desconto)


quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Novas aquisições

Eu tenho estado a conseguir resistir à tentação e não tenho comprado livros. Tenho dois escolhidos no Círculo de Leitores e mais nada. Mas hoje fiz uma aquisição, ou melhor 2 em 1! Mas hoje merecia... após ter tido ontem um dia de trabalho que começou às 08h30 da manhã e acabou já hoje às 03h30 da madrugada. É verdade, hoje mereci este miminho, este acto de liberdade cultural que é a escolha e a compra de um livro... sempre ajuda a esquecer a "escravatura"!

A escolha de hoje deve-se a três factores:

Primeiro: Gosto de literatura japonesa, com todos os seus aspectos surreais, fantasmagóricos que nos transportam ao íntimo do ser humano, aos receios e medos profundos do Homem. é uma literatura mais intimista, reflexiva, existencial;

Segundo: li há uns tempos no blogue À Margem a crítica a este livro e desde então que fiquei com vontade de o ler;

Terceiro: o preço. Dois livros por 5,00 € (e como sou aderente FNAC paguei 4,50 €).

E eis as aquisições:





domingo, 5 de Julho de 2009

Gradiva reedita "Cosmos" de Carl Sagan

Comprei este e li-o em 1992. Custou-me 895.00$, na edição "Gradiva Bolso", na loja da Valentim de Carvalho, no Rossio. Um livro excelente, ciência escrita de forma acessível a todos.

Agora, em reedição pela Gradiva.
















sábado, 4 de Julho de 2009

"Hotel Lusitano" - Rui Zink

SINOPSE:

"Ficámos instalados no Hotel Lusitano, uma espelunca de quatro andares situada nas traseiras do Hotel Mundial, onde entráramos primeiro a ver os preços, mas do qual desistimos por razões óbvias. De qualquer modo, estávamos ao pé do centro da cidade, e isso era o mais importante. Em menos de um minuto púnhamo-nos no Rossio, a praça central. Aliás, o próprio Hotel Mundial ficava por detrás da Praça da Figueira, que por sua vez ficava atrás do Rossio. Que era, como foi dito, a praça central, isto é, o centro. À primeira vista, parece complicado, mas in loco vê-se que é fácil. Acreditem. Se não acreditarem, vão comer sabão.

O quarto não era a oitava maravilha do mundo - as paredes cobertas de um papel berrante tipo mata-moscas, por exemplo, estavam a cair. Mas as camas eram minimamente confortáveis, e mais não se podia pedir quando se ia para a selva não é? L'aventure c'est l'aventure. E aquele quarto até tinha duche, só que (descobri-o dolorosamente) a água quente não era propriamente a mais assídua das visitas. Mas não nos importámos. Tínhamos de ser enérgicos, decidíramos. Desporto. Exercício. Desporto. Exercício. Um, dois, um, dois."

"Dois americanos vêm a Lisboa, ao engano. Que lhes pode acontecer? Sexo, aventura, morte. Muita acção, sangue q.b., duas lágrimas de mar salgado, três de humor, tudo frito em lume brando, como de costume.

Finalmente, em livro, a história em que Gene Kelly se inspirou para filmar Um Americano em Paris."

Este é o primeiro livro de Rui Zink que li e confesso que me surpreendeu. Gostei bastante. A história retrata as vivências de dois americanos (um pintor e um escritor) em Lisboa. A viagem começa por ser uma total incógnita, pois nenhum deles sabe mais de Portugal do que o que leram num guia turístico. O destino fora escolhido ao assistirem à vitória de Carlos Lopes na Maratona dos Jogos Olímpicos, pela televisão. Nada sabiam do país, apenas que era barato. E era disso que precisavam: de um país barato!

Ao chegarem a Lisboa iniciam o seu conhecimento da cidade e da sua gente, ajudados por Mário, um pintor que conhecem numa exposição. Entre paixões, aventuras e até uma prisão, Rui Zink faz um retrato de Portugal e da sua gente, com um humor brilhante.

Deixo aqui dois excertos:

"A multidão que percorria o Chiado - a Tifany's Street de Lisboa - era, como é natural, constituída pelos mais diversos tipos fisiológicos, mas o modelo predominante era indubitavelmente o atarracado-baixote, tanto nos homens como nas mulheres. Roupagens escuras, pretas, cinzentas, castanhas, estados de espírito da mesma cor estampadas no rosto, com ou sem sacos de plástico numa mão e malinha na outra, era um divertido espectáculo vê-los a andar de um lado para o outro, como carrinhos de choque numa feira de província."

"Esta gente tem algo de medieval. Por exemplo não têm grande noção do que é um espaço próprio, individual. Na rua andam todos aos encontrões, ninguém se desvia, cospem para o chão. No autocarro, eu, que tenho quase o dobro do tamanho da maioria deles, é que sou obrigado a encolher-me para que um qualquer pequenitates de pernas arqueadas ocupe dois terços do banco. Na rua, em horas de ponta, tenho de andar como por entre a chuva, de lado, a contorcer-me, para não chocar com esta velhota, aquele gajo, esta mãe com os seus dois filhos. Merda, acaba por irritar."

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Novidades Assírio & Alvim




Sinopse:

"não é um romance, nem sequer uma novela.
é uma história, uma confissão, um retrato, uma dor, um obscuro palco dos teatros da amargura?
é um poema despedaçado, irrompendo de uma desusada prosa?
é a terra, a casa, o lugar, a família, a sua solidão, intempestiva e silenciosa.
é isto ou aquilo, o que se quiser, quando se olha para dentro e para lá do rosto dos homens."

j.a.b.

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Novidades Gradiva


Como é que, na nossa vida, uma coisa conduz a outra?

Um cruzamento surpreendente da física com as ciências sociais. Uma explicação de como podemos compreender o comportamento humano através da apreciação da totalidade das decisões tomadas, e não da análise de acções individuais. De Thomas Hobbes e Adam Smith à investigação moderna sobre o tráfego rodoviário e o funcionamento dos mercados, contemplando áreas tão distintas como a economia, a sociologia e a psicologia, Philip Ball mostra-nos como somos afectados, exactamente, pelo comportamento dos outros. Existirão «leis naturais» a reger a realidade humana? E como é que, na nossa vida, as coisas se encadeiam?


O QUE SE DIZ SOBRE O LIVRO

«[Ball] está tão à vontade quando se debruça sobre a ficção de Tolstoi e Vonnegut como quando se debruça sobre a mecânica newtoniana, a economia keynesiana ou uma multidão que canta em coro num desafio de futebol. A sua abrangência é enorme – e valiosa.» Daily Telegraph

«Há algo para toda a gente – as causas da criminalidade, o modo como as cidades se desenvolvem, a diplomacia arriscada da guerra fria, o modo como o pânico se espalha por uma multidão, a forma da Internet e o velho favorito, o jogo de rede dos «seis graus para Kevin Bacon». Uma cornucópia de tópicos compensadora… escrita sempre de forma elegante.» Fortean Times

«Ball investiga muito para lá das parangonas actuais… Substancial, impecavelmente investigado e… persuasivo. Para alguém que queira aprender algo sobre a fermentação intelectual, no cruzamento surpreendente da física e das ciências sociais, Massa Crítica é o ponto de partida.» Nature

«Lúcido, acessível e envolvente… Ball defende o argumento de forma persuasiva e abrangente e é um antídoto bem-vindo contra o pensamento popular individualista.» Glasgow Herald

«Requintadamente produzido e exaustivamente investigado… Ball escreve de modo paciente e eloquente… Excitante… Uma chamada empolgante às fileiras e uma resposta elegante à tradição superficial do empirismo britânico.» Independent

O AUTOR

Philip Ball é químico, com doutoramento em física. Foi um dos editores da revista Nature durante mais de dez anos e tem Uma dezena de livros publicados. Massa Crítica valeu-lhe o Prémio Aventis em 2005. Philip Ball é hoje um escritor a tempo inteiro. Mora em Londres.

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